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domingo, 22 de março de 2015

O que aconteceu de diferente neste tratamento?


Esta é a pergunta que muita gente me faz (não é assim tanta gente, porque pessoalmente poucas pessoas sabem dos tratamentos): o que se fez de diferente neste tratamento? É isso que venho aqui responder e explicar o que aconteceu, que levou a um resultado diferente.

Começando pelo início... esta foi a 7ª FIV/ICSI que fiz, aliás, já nem a faria se não fosse de graça, a 3ª tentativa concedida pelo nosso Estado. Decidimos que não faria mais nenhuma ICSI, porque sinceramente eu já estava farta de ter sempre o mesmo resultado, negativo, causado pelos embriões de fraca qualidade que se obtiveram sempre, com elevada fragmentação celular. Por mais que se variasse a medicação, que se desse tempo para se apanharem óvulos de outra "geração" (os óvulos têm um ciclo de geração de 3 meses, desde que são seleccionados pelo nosso organismo, para ovular), nada fazia variar o resultado: negativo atrás de negativo. Para além disso, o meu corpo reage sempre com o Síndroma de Hiperestimulação (pimba, foi logo ao primeiro tratamento e fiquei de baixa) e por isso a dose de medicação que me era aplicada era sempre baixa, durante mais tempo, para tentar controlar o SHO (validava-se com o valor do estradiol, pelas análises quase diárias).

Na IVI e também na MAC, foi-nos indicado que o problema seria dos meus óvulos, que não têm qualidade suficiente para gerar um embrião de qualidade, por razões que a ciência ainda não sabe responder, e por isso, os embriões tinham sempre aquela qualidade e nunca sobreviviam.

Foi com este pensamento que fiz o meu último tratamento "só irei fazer porque mo oferecem" e é mais uma hipótese, mas plenamente consciente de que se me quisessem rejeitar na 1ª consulta desta 3ª tentativa da MAC, porque não vale a pena chover mais no molhado, eu iria aceitar sem espingardar.
Ou seja, fui para o tratamento completamente desmoralizada, a contar já com o negativo do final.

MAS, felizmente na MAC apostaram em mim e experimentaram algo diferente (ao que eu disse prontamente, vamos a isso): estimular os ovários ao máximo, provocar a hiperestimulação, para obter o máximo de óvulos na punção, e no meio de tantos óvulos, vamos esperar que pelo menos 1 seja bom. Jogámos com a lei das probabilidades. E assim foi: na punção retiraram-me imensos óvulos, fiquei de baixa com hiperestimulação, de todos os óvulos fecundados, apenas 2 resistiram até ao 2º dia, mas esses 2 eram embriões "normais" de classe B, ambos com 4 células um pouco assimétricas (se fossem simétricas seriam classe A, excelentes, mas isso não é o normal que aconteça) e sem fragmentação. Pela primeira vez, 2 embriões normais! Foram congelados, à espera da minha recuperação do SHO..

Foi aqui que a minha esperança subiu um bocadinho, mas não muito, visto que senti que pela primeira vez estava em pé de igualdade com as outras meninas que fazem um tratamento. Claro que as coisas ainda podiam correr mal: não sobreviverem à descongelação, ou perderem qualidade com a descongelação, mas isso só iria descobrir no dia da TEC (Transferência de Embriões Congelados).
No início de Fevereiro fiz a TEC, ambos os embriões sobreviveram à descongelação sem problemas e foram ambos transferidos para o meu útero.

E desde este dia até ao dia da análise do betaHCG, fiz vida normal, sem pensar muito no assunto... fiz posições esquisitas a brincar com uma sobrinha, subi escadas aos pulinhos sem cuidados, não me inibi de conduzir, dei corridinhas para fazer alguma coisa mais depressa, andei depressa, não me limitei em nada (ok, exceptuando o álcool).

No dia da véspera do beta, peguei num teste de gravidez (num de muitos que já tinham perdido a validade e que tinha deixado de usar quando comecei com os tratamentos - ao tempo que os tinha comprado no ebay por uma pechincha!) e experimentei, só para tentar antecipar o resultado (porque sim, tinha um pouquinho de esperança). E foi ali, passados 5m que vi que tinha 2 riscas, uma mais sumida que a outra, mas sim, era um positivo. E o que pensei não foi um "estou grávida" mas sim um "talvez esteja grávida", porque ainda tinha de enfrentar a terrível dúvida de "será uma gravidez bioquímica?". Por isso vamos deixar as expectativas bem baixinhas, para não me desiludir.
Fiz o 1º  beta HCG no dia seguinte, que confirmou o positivo. Não celebrei, com medo de ser uma gravidez bioquímica, se bem que o valor 195 é um valor altinho que não faz prever bioquímicas. Passados 2 dias foi o 2º beta HCG e sim, confirmou-se a gravidez com um belo 530. Ok, agora sim, consegui sentir felicidade, mas com muito medo deste 1º trimestre, onde é tão normal ocorrerem abortos espontâneos.

E sim, tenho medo e não consigo viver a felicidade da gravidez no seu pleno, porque sei que se perder estes embriões, nunca mais vou conseguir ter a sorte que tive, e eu sei que foi mesmo muita sorte, de conseguir embriões "normais".

Vamos fazer uma Root Cause Analysis (RCA) deste sucesso com a técnica dos "five whys".

Porque é que este tratamento deu certo?
Porque se aumentou a dose da medicação.

Porque se aumentou a dose da medicação?
Para provocar hiperestimulação.

Porque se quer provocar hiperestimulação?
Porque se se evitar a hiperestimulação com doses mais baixas, obtêm-se menos óvulos, logo a probabilidade de serem todos maus (como nos outros tts) é mais elevada.

Porque queremos obter mais óvulos?
Para aumentar as hipóteses de se conseguir obter 1 óvulo bom, no meio de tantos.

Porque se quer obter um óvulo bom?
Porque tem muitas mais probabilidade de vir a gerar um embrião normal, dando origem a gravidez, com maior probabilidade.

sábado, 21 de março de 2015

1ª eco da gravidez

Hoje estou com 7 semanas e 6 dias de gravidez, datas oficiais que já me foram dadas pelos médicos.

Tive consulta nos Lusíadas (dia 19, dia do Pai!) precisamente 1 dia antes do dia da consulta na MAC (dia 20) e assim fiz ecografia em 2 dias seguidos, precisamente por estar indecisa sobre onde é que vai acontecer o parto.

Nos Lusíadas a consulta correu maravilhosamente bem, gostei do médico que uma amiga me recomendou e na ecografia descobrimos que estou grávida de... gémeos!


Já me custa a crer na frase "estou grávida", ainda acho inacreditável como é que finalmente um tratamento de fertilidade deu certo comigo (recordo que ao todo foram 7 FIV/ICSI + 2 TEC das ICSIs onde hiperestimulei e não foi autorizada a transferência de embriões a fresco), precisamente quando tinha decidido que este seria a última FIV/ICSI com os meus óvulos e já estava perfeitamente convencida que os meus óvulos não tinham qualidade e que nunca teria filhos com o meu DNA (até estava mentalizada de que se a MAC não me quisesse fazer esta 3ª e última tentativa a que tinha direito, por não valer mais a pena, eu aceitava isso), mas ainda mais me custa a crer na frase "estou grávida de gémeos". Nem parece que isto está a acontecer, de tão inacreditável que é.
Bem, os enjoos estão cá todos os dias e a toda a hora para me lembrar que sim, estou grávida! Ainda esta semana saí a correr de uma reunião no trabalho, precisamente para ir abraçar a sanita (nem o Nausefe me salvou desta).

Ora bem, na eco vimos as 2 bolsas distintas, cada embrião na sua bolsinha, e com o tamanho que deveriam ter: ambos com 9mm. O médico chamou ao 1º embrião, o vizinho de cima, quando o começou a medir. O 2º embrião, o vizinho de baixo, está mais escondido, mas também se conseguiu medir. Ouvimos os coraçõezinhos de cada um a bater... mas foi tão bom ouvir, que até classifico este momento de "momento wow!". Depois ainda mostrou os corações a bater, na eco (mas sinceramente não dei conta na imagem, porque muita coisa mexia ao mesmo tempo). Ambos vimos a eco desde o princípio até ao fim, a consulta ocorreu à hora marcada, tudo muito bem.
O médico explicou-me que estas náuseas permanentes são causadas precisamente pela gravidez gemelar: estou com o dobro do beta HCG, que é produzido pela placenta de cada um dos embriões, e por isso o corpo reage assim.


No dia seguinte, foi a vez da MAC.
Como a MAC é a MAC, tive uma estagiária a fazer-me a eco, apoiada pelo médico. O ecrã não estava virado para mim, e só viraram o ecrã para mim, somente durante um momento, para mostrar os embriões e o pisca-pisca do coração a bater, de um dos gémeos. Aqui sim, vi o pisca-pisca do coração.
Na MAC não meteram o som do coração a bater (não faz mal, já tinha ouvido no dia anterior). Nesta eco, foi só o Pai que viu tudinho o que se passava no ecrã. Ambos os embriões estavam com 13mm (os gajos gostaram a massada de peixe do jantar do dia anterior! cresceram uns milímetros de um dia pró outro!).

eco gémeos 7 semanas gravidez
Os gémeos, na eco das 7 semanas e 4 dias (à esq) e 7 semanas e 5 dias (à dir).

Mas, apesar eu ter não ter podido ver a eco na totalidade, deram-me um relatório que mostrava informação que não obtive nos Lusíadas (nos Lusíadas, o médico só me deu a "foto" da eco e não tive direito a um relatório com as informações). Este médico da MAC disse-nos que o 2º embrião pode ficar pelo caminho, porque tem o saco mais pequeno que o outro, com menos líquido, mas que é normal isso acontecer numa gravidez gemelar, ser transformada numa gravidez só com 1 embrião. O médico dos Lusíadas só avisou que na próxima eco pode acontecer já só haver 1 embrião, disse que seria normal se acontecesse mas não explicou o motivo, apenas me disse que eu não ia dar conta se tal acontecesse, e que a única coisa que daria conta era melhorar das náuseas.

Nos Lusíadas, a data prevista para o parto que me foi indicada, é a 2 de Novembro de 2015, se bem que com gémeos, nunca vou chegar a essa data.
Vou ser um barril com bracinhos e pernas.

Um barril com perninhas, é como eu vou estar daqui a poucos meses.

O médico nos Lusíadas deu-me conselhos (que não me deram na MAC): como trabalho sentada durante todo o dia, convém levantar-me de vez em quando e ir dar uma volta a pé, para fazer o sangue circular (e a posição de sentada não é uma posição natural para os embriões). Estou autorizada a fazer viagens grandes de carro, desde que se faça uma paragem de 100 em 100Km (de hora a hora) para caminhar um pouco (dar a volta a pé à bomba de gasolina). Estou autorizada a viajar de avião desde que seja de duração inferior a 4h.
Falou-nos ainda num exame de sangue para avaliar as trissomias. Este é um exame que custa cerca de 500€ mas que é comparticipado pela seguradora em 70%. É um exame que permite saber o mesmo que a amniocentese, mas sem o risco das picadas da amniocentese (e como tenho de fazer aspirina diariamente por causa da TEC, o risco agrava-se visto que a minha coagulação sanguínea demora mais...)

Na MAC, onde já me deram o livro verde de grávida, fiquei a saber que se deve evitar o creme anti-rugas durante a gravidez (que eu tinha começado a usar este ano - o tempo e a idade não perdoam) e devo usar somente um creme hidratante e protector solar - mas esta informação foi obtida através de pergunta minha, não me iam dar dicas nenhumas... perguntei ainda sobre a toxoplasmose, à qual não sou imune, e disse-me que devo evitar saladas, carne mal passada, presunto/bacon, enchidos, queijos tipo queijo da serra, mas posso comer fiambre (porque é cozido).
Na MAC, a data prevista para o parto que me foi indicada é a 1 de Novembro, mas com gémeos, a data diminui em 15 dias, ou seja, meados de Outubro.

Como na MAC se viu que a gravidez é gemelar, fui direccionada para as Consultas de Alto Risco, onde vai realizar-se a próxima consulta. Desta vez, e como sou uma menina da FIV, fui fazer a ecografia onde as outras grávidas fazem a eco (no rés-do-chão) mas a consulta depois da eco foi no PMA, no 2º andar, com a Dra Teresinha, que, coitada, estava lá sozinha para dar conta de tanta gente. Pode dizer-se que chegámos à MAC, às ecos, às 9 e picos e quando saímos do PMA já eram 14h. Até almoçámos na cantina da MAC, depois da consulta.

Já tenho marcadas as próximas consultas e ecos na MAC e nos Lusíadas.
Na MAC, quando começaram a marcar a eco, disseram que não tinham vaga para o tempo em que a eco deveria ser feita (12 semanas) mas depois repararam que como é gemelar, posso ocupar uma das vagas destinadas a gravidezes gemelares. Depois fomos marcar a consulta de Alto Risco, que se fazem só 2x por semana, em certos dias, dias esses que não coincidem com os dias em que se fazem as ecos gemelares. Pronto, ok, vou lá em 2 dias diferentes. Já esperei anos por este momento, por isso... whatever!
Nos Lusíadas a consulta e eco vão ser mais cedo que as 12 semanas, precisamente por ser gemelar.

Mas onde vai ser o parto?
Se fosse só 1 embrião, a minha resposta seria imediata: nos Lusíadas (e foi por isso que marquei consulta para lá ser acompanhada), para não me deixarem a sofrer com as restrições de orçamentos que acontece no público, evoluir de parto natural para cesariana se as coisas não estiverem a correr bem, onde poderei ser acompanhada diariamente por visitas a qualquer hora e que me poderão ajudar naqueles 1ºs dias, que acredito que sejam traumáticos. Mas, sendo gémeos, sei que é muito provável ter um parto de prematuros, e nos Lusíadas não aceitam partos com menos de 32 semanas (reencaminham para a MAC). Por isso, não sei se não será melhor ser sempre acompanhada na MAC até ao dia D (até porque já lá estou com o rótulo de Alto Risco).

Vamos ver a evolução da coisa... se se confirma que continua a ser gemelar ou não... depois decido onde será. Até lá, vou a consultas e exames nos 2 sítios.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Tosse durante a Gravidez

7 semanas de gravidez já estão completas, estou a caminho das 8 (segundo as minhas contas, com a data da TEC). No final desta semana terei a ecografia e consulta na MAC (yey!). Mas, não ando muito bem. As náuseas são uma constante, mesmo com o Nausefe, e neste fim de semana nem o Nausefe me impediu de vomitar mais uma vez. E a tosse também não ajuda.

Ando constipada desde há 1 semana e meia... nariz entupido, ouvidos tapados (como se andasse com uma bolha à volta da cabeça, que me faz ouvir o barulho muito ao longe), muita ranhoca (que até já incluiu por  duas vezes uma hemorragia nasal, ao assoar-me) e tosse, muita tosse e muito pouca expecturação.

Fico pior da tosse à noite, quando estou deitada, e a tosse dá-me com tanta força que me deixa a garganta arranhada e com dores no peito ao tossir. Imagino os saltos que o(s) embrião(ões) deve(m) sentir, de tanta tosse da sua mamã!

Andei a tomar várias mezinhas caseiras, para aliviar a tosse: xarope de cenoura, comer mel, beber leite quente com mel e limão, chá de mel e limão, sumo de laranja, mas nada parece fazer abrandar a tosse nem a constipação.

Hoje achei que já chegava de tentar curar-me com mezinhas, visto que estou cada vez pior da tosse.
Acordei às 4h30 com um grande ataque de tosse e já não consegui voltar a adormecer: ora ficava com o nariz entupido, ora vinha lá mais tosse. Como não se podem tomar medicamentos à toa durante uma gravidez (se não estivesse grávida já andaria a tomar xaropes de farmácia e a comer pastilhas que aliviam a garganta), hoje recorri a um médico. Ora bem, parece que tenho uma tosse de origem viral e para a combater, o médico mandou tomar Maxilase 3000 U, 1 comprimido antes das 3 principais refeições, durante 3 a 4 dias.

Na hora de almoço já trato de ir a uma farmácia comprar este comprimidos mágicos.

Mais alguém sofreu de tosse e constipações difíceis de curar durante a gravidez? Se sim como é que se curaram?