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domingo, 22 de março de 2015

O que aconteceu de diferente neste tratamento?


Esta é a pergunta que muita gente me faz (não é assim tanta gente, porque pessoalmente poucas pessoas sabem dos tratamentos): o que se fez de diferente neste tratamento? É isso que venho aqui responder e explicar o que aconteceu, que levou a um resultado diferente.

Começando pelo início... esta foi a 7ª FIV/ICSI que fiz, aliás, já nem a faria se não fosse de graça, a 3ª tentativa concedida pelo nosso Estado. Decidimos que não faria mais nenhuma ICSI, porque sinceramente eu já estava farta de ter sempre o mesmo resultado, negativo, causado pelos embriões de fraca qualidade que se obtiveram sempre, com elevada fragmentação celular. Por mais que se variasse a medicação, que se desse tempo para se apanharem óvulos de outra "geração" (os óvulos têm um ciclo de geração de 3 meses, desde que são seleccionados pelo nosso organismo, para ovular), nada fazia variar o resultado: negativo atrás de negativo. Para além disso, o meu corpo reage sempre com o Síndroma de Hiperestimulação (pimba, foi logo ao primeiro tratamento e fiquei de baixa) e por isso a dose de medicação que me era aplicada era sempre baixa, durante mais tempo, para tentar controlar o SHO (validava-se com o valor do estradiol, pelas análises quase diárias).

Na IVI e também na MAC, foi-nos indicado que o problema seria dos meus óvulos, que não têm qualidade suficiente para gerar um embrião de qualidade, por razões que a ciência ainda não sabe responder, e por isso, os embriões tinham sempre aquela qualidade e nunca sobreviviam.

Foi com este pensamento que fiz o meu último tratamento "só irei fazer porque mo oferecem" e é mais uma hipótese, mas plenamente consciente de que se me quisessem rejeitar na 1ª consulta desta 3ª tentativa da MAC, porque não vale a pena chover mais no molhado, eu iria aceitar sem espingardar.
Ou seja, fui para o tratamento completamente desmoralizada, a contar já com o negativo do final.

MAS, felizmente na MAC apostaram em mim e experimentaram algo diferente (ao que eu disse prontamente, vamos a isso): estimular os ovários ao máximo, provocar a hiperestimulação, para obter o máximo de óvulos na punção, e no meio de tantos óvulos, vamos esperar que pelo menos 1 seja bom. Jogámos com a lei das probabilidades. E assim foi: na punção retiraram-me imensos óvulos, fiquei de baixa com hiperestimulação, de todos os óvulos fecundados, apenas 2 resistiram até ao 2º dia, mas esses 2 eram embriões "normais" de classe B, ambos com 4 células um pouco assimétricas (se fossem simétricas seriam classe A, excelentes, mas isso não é o normal que aconteça) e sem fragmentação. Pela primeira vez, 2 embriões normais! Foram congelados, à espera da minha recuperação do SHO..

Foi aqui que a minha esperança subiu um bocadinho, mas não muito, visto que senti que pela primeira vez estava em pé de igualdade com as outras meninas que fazem um tratamento. Claro que as coisas ainda podiam correr mal: não sobreviverem à descongelação, ou perderem qualidade com a descongelação, mas isso só iria descobrir no dia da TEC (Transferência de Embriões Congelados).
No início de Fevereiro fiz a TEC, ambos os embriões sobreviveram à descongelação sem problemas e foram ambos transferidos para o meu útero.

E desde este dia até ao dia da análise do betaHCG, fiz vida normal, sem pensar muito no assunto... fiz posições esquisitas a brincar com uma sobrinha, subi escadas aos pulinhos sem cuidados, não me inibi de conduzir, dei corridinhas para fazer alguma coisa mais depressa, andei depressa, não me limitei em nada (ok, exceptuando o álcool).

No dia da véspera do beta, peguei num teste de gravidez (num de muitos que já tinham perdido a validade e que tinha deixado de usar quando comecei com os tratamentos - ao tempo que os tinha comprado no ebay por uma pechincha!) e experimentei, só para tentar antecipar o resultado (porque sim, tinha um pouquinho de esperança). E foi ali, passados 5m que vi que tinha 2 riscas, uma mais sumida que a outra, mas sim, era um positivo. E o que pensei não foi um "estou grávida" mas sim um "talvez esteja grávida", porque ainda tinha de enfrentar a terrível dúvida de "será uma gravidez bioquímica?". Por isso vamos deixar as expectativas bem baixinhas, para não me desiludir.
Fiz o 1º  beta HCG no dia seguinte, que confirmou o positivo. Não celebrei, com medo de ser uma gravidez bioquímica, se bem que o valor 195 é um valor altinho que não faz prever bioquímicas. Passados 2 dias foi o 2º beta HCG e sim, confirmou-se a gravidez com um belo 530. Ok, agora sim, consegui sentir felicidade, mas com muito medo deste 1º trimestre, onde é tão normal ocorrerem abortos espontâneos.

E sim, tenho medo e não consigo viver a felicidade da gravidez no seu pleno, porque sei que se perder estes embriões, nunca mais vou conseguir ter a sorte que tive, e eu sei que foi mesmo muita sorte, de conseguir embriões "normais".

Vamos fazer uma Root Cause Analysis (RCA) deste sucesso com a técnica dos "five whys".

Porque é que este tratamento deu certo?
Porque se aumentou a dose da medicação.

Porque se aumentou a dose da medicação?
Para provocar hiperestimulação.

Porque se quer provocar hiperestimulação?
Porque se se evitar a hiperestimulação com doses mais baixas, obtêm-se menos óvulos, logo a probabilidade de serem todos maus (como nos outros tts) é mais elevada.

Porque queremos obter mais óvulos?
Para aumentar as hipóteses de se conseguir obter 1 óvulo bom, no meio de tantos.

Porque se quer obter um óvulo bom?
Porque tem muitas mais probabilidade de vir a gerar um embrião normal, dando origem a gravidez, com maior probabilidade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

7ª FIV/ICSI: Hiperestimulação - última consulta de reavaliação

Voltei hoje à MAC, para a consulta de reavaliação do meu estado de hiperestimulação.

Cheguei às análises às 10h, para deixar passar a hora de ponta das análises e assim evitar esperas, despachar-me rapidamente das análises, esperar 1h pelo resultado, ter a consulta e sair de lá por volta das 11h. MAS, o destino não se controla como planeamos e por isso, quando me dirigi ao guichet das análises (mal cheguei foi logo a minha vez, a senha era a próxima a ser chamada) e procuraram pelas minhas análises no sistema, elas não apareceram. Lá informei que tinham sido passadas 5ª feira e tal... mas nada. Ligaram para o PMA, para passarem novamente as análises e que informassem quando estivesse pronto (pelo meio disto tudo perdi a noção do tempo que se foi passando). Passado algum tempo informaram que já tinham passado e... continuavam a não aparecer no sistema. Passado um bocado perguntaram-me se era um betaHCG e eu disse que não, que não tinha feito transferência de embriões e por isso um betaHCG não era de certeza. Informei que as análises que iria fazer eram iguais às que tinha feito na 5ª feira passada, caso tivessem acesso, para verem. Mandaram-me aguardar e passado um bocado chamaram-me ao guichet e disseram-me que acharam as análises. Quando deitei os olhos ao papel que tinham na mão, disse que aquelas análises não eram as minhas, pois tinham na mão a requisição de uma análises de outra pessoa com os 2 primeiros nomes iguais aos meus, mas os apelidos não tinham nada a ver. Lá foram ver outra vez... um bocado depois, lá me chamaram para fazer as análises (finalmente!). Já tinha passado 1h desde que ali tinha chegado e andava eu entretida a mirar e escutar as tentativas de acharem as minhas requisições online, que nem dei pelo tempo a passar.

Foi uma analista, que já me tinha atendido na semana passada, que me chamou e reconheceu os meus apelidos e perguntou-me se eu não tinha ali estado há pouco tempo atrás. Confirmei que tinha sido na semana passada que tinha sido atendida por ela. Esta analista tem mãos de anjo, tira sangue com muito cuidado, é muito simpática, nunca fiquei com o braço negro tendo passado pelas mãos dela.

Depois das análises feitas, lá segui para o PMA, onde informei que tinha feito as análises e que estava ali para ser reavaliada por causa da hiperestimulação, mas que era preciso esperar pelo resultado das análises para poder ter a consulta. Deram-me o relatório do tratamento, deste ciclo, que já estava no guichet pronto para eu levar. Vi que lá dizia "nº de embriões criopreservados: 1". 1?? Mas não eram 2? E depois dizia "4células grau2 (x2)". Este x2 não percebi bem de onde vem, serão 2 embriões de 4 células grau 2 e no nº de embriões ter-se-ão enganado? Bem, pelo menos é de grau 2, o primeiro de grau 2 que temos! O nosso melhor embrião de sempre!

Embrião 4 células
Um embrião com 4 células

Sabem o que quer dizer grau 2? É a mesma coisa que classe B.

Em geral, embriões de 2º dia (D2) devem apresentar de 2 a 4 células, e embriões de 3º dia, de 6 a 8 células.

A classificação da fragmentação varia, mas é frequentemente classificada em 4 graus:
Grau A ou I: fragmentação < 10%;
Grau B ou II: fragmentação de 10-25%;
Grau C ou III: fragmentação de 25-50%;
Grau D ou IV: fragmentação > 50%

Assim, a classificação até o 3º dia de vida embrionária é feita com um número (número de células) e uma letra ou número romano (grau de fragmentação). Ex.: embrião de terceiro dia 8 A, ou 8 I, embrião de excelente qualidade, com 8 células, sem fragmentação. Na prática: 8A ou 8célsI ou 8g1.

E assim lá me sentei eu numa cadeira pronta para esperar... trouxe comigo um livro digital para ler, do José Rodrigues dos Santos, e comecei a ler "A Filha do Capitão". Durante as férias no Verão li "O Sétimo Selo", também do José Rodrigues dos Santos e adorei a história e a forma como ele escreve. Fiquei fã e ansiosa por ler mais livros dele. Ali na MAC é um bom sítio para ler, para podermos esperar sem desesperar.
"A Filha do Capitão", de José Rodrigues dos Santos


Ia eu na página 30 (e já sem mais ninguém à espera no corredor para ser atendida) quando ouço o meu nome a ser falado numa sala, era a Dra Graça a explicar (com a estagiária?) o meu caso, o que tinha acontecido, a terapêutica aplicada e passado pouco tempo a Dra chamou-me. Disse-me que as minhas análises já estavam boas, mas para continuar com a água e proteínas, e ir reduzindo as proteínas gradualmente. Disse-me para continuar a fazer repouso até ao final da baixa, que é já no dia 10 (yey, está a acabar, já estou farta de andar por casa). E depois, quando ela disse "quando aparecer o período..." eu interrompi e disse "pois, queria falar-lhe disso, apareceu ontem". E de seguida perguntou "...e é regular?" e eu "não, apareceu agora e depois não sei quando é que vai aparecer novamente". "Ok, então tenho de ver como é que vamos fazer para a TEC e depois ligo-lhe a informar". "Está bem".
Mostrei ainda as minhas anotações sobre os registos de peso e perímetro abdominal e verifica-se que nos últimos dias estabilizaram. De momento estou com 71,5Kg e com 93 cm de perímetro abdominal.

Já não vão ser precisas mais consultas de reavaliação.
Saí da MAC já passava das 12.30...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

7ª FIV/ICSI: Hiperestimulação - Consulta de reavaliação

Tive ontem a consulta de reavaliação do meu estado de Hiperestimulação.
Desde 2ª feira passada que fiquei de baixa, por causa do meu estado hiperestimulado, sob a condição de seguir a terapeutica hiperproteica, de me pesar e medir o perímetro abdominal constantemente.

Assim tenho feito e vejo todos os dias o meu peso a baixar, assim como o meu perímetro abdominal. Para que tenham uma ideia, na 2ª feira estava com mais de 75Kg e com 100cm de perímetro abdominal. Hoje estou com 71,5Kg e como 93cm de perímetro abdominal. Desde ontem que estes 93 cm se mantiveram constantes, por isso acho que cheguei ao meu perímetro abdominal "normal", que não fazia ideia em quantos cms é que estava, visto que a única forma que usava para ver se estava mais gorda/magra na barriga era... ver como me apertavam as calças na barriga.
Quanto ao meu peso, era normal pesar-me semanalmente. e antes de iniciar este tratamento estava nos 69 / 70Kg.

Ontem segui a indicação médica para fazer análises quando chegasse à MAC - pelos vistos também era necessária análise à urina, a médica esqueceu-se de me dizer, mas isso tratou-se de se obter no wc do laboratório. Agora as análises são prescritas informaticamente e já não andamos com a prescrição das análises para trás e para a frente, por isso não temos a noção de que análises vamos lá fazer.

Cheguei ao laboratório de análises da MAC às 9h, já a pensar em deixar passar o tempo para que as senhoras que estão lá às 7.30 /8h à espera de fazer análises para os tratamentos, façam as dela. Foi chegar, tirar a senha, fui logo chamada ao guichet, porque não tinha ninguém à espera, fui fazer o xixi ao wc para o frasquinho, voltei à sala de espera e... abriu-se a porta interior do laboratório e chamaram-me para fazer a colheita de sangue. Em 5m fiquei logo despachada.
De seguida fui lá para cima para o PMA. No guichet informei que estava ali para a consulta de reavaliação da hiperestimulação, e que já tinha feito as análises mas só faltava o resultado. Estava preparada para esperar 1h pelo resultado das análises (foi o tempo que levou na 2ª feira passada) e depois fazer a consulta. Levei o tablet para poder ver uma série, mas azar dos azares, quando ia ligar o tablet vi que estava sem bateria. Pronto, tive de recorrer aos joguinhos do telemóvel para me entreter: o Candy Crush faz milagres no que toca ao entretenimento.

Jogo "Candy Crush"

Cerca das 10 e tal, a Dra Graça pediu para ir para o gabinete dela, informei-a de que me sentia melhor, que a barriga já não estava inchada como na 2ª feira, embora na véspera tenha tido uma dor de cabeça que culminou no vomitar do jantar. Disse-me que pode ter sido um caso esporádico que não esteja ligada à hiperestimulação. Mostrei-lhe o meu caderno com as anotações de peso/medida e ela confirmou que os valores estão a baixar bem, mas que devo continuar a fazer esta monitorização e se algum deles subir, para me dirigir à urgência e telefonar-lhe. Disse-me ainda que as minhas análises estão melhores, mas que iria manter-me nesta terapeutica e vou voltar à consulta de reavaliação na próxima 2ª feira.

Na consulta estava presente uma estagiária, à qual explicou o que é a Hiperestimulação, como acontece, e o que pode originar se não for monitorizada/tratada: ascites (o tal líquido abdominal que apresento), tromboembolias, embolia pulmonar e embolia cerebral em raros casos. A transferência dos embriões não foi permitida porque agrava a hiperestimulação. E eu a dizer que sim com a cabeça, para a estagiária, como se lhe dissesse "pois é.. é mesmo assim".

terça-feira, 30 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Estou com hiperestimulação!

Já fez 1 semana desde que fiz a punção.
Nos primeiros 2 a 3 dias é normal sentir dores abdominais, nos ovários, por causa da punção, das picadas que permitiram retirar os óvulos dos ovários.
No entanto, como o estradiol teve um valor 4000 e tal, 2 dias antes da punção (muito acima do permitido para que se faça uma transferência dos embriões), fiquei em alerta para os sintomas da Hiperestimulação, e com a recomendação de comer 1 ovo todos os dias (a clara, que é só proteína).
Para parar os desenvolvimento de novos folículos, que iriam agravam a hiperestimulação, tomei 1 comprimido de Dostinex (cabergolina) ao deitar, porque este medicamento causa vómitos e náuseas e enquanto se dorme não se sentem estes sintomas. 1 comprimido durante 7 dias.
No dia seguinte à punção fui trabalhar, visto que não me foi indicado que fizesse qualquer tipo de repouso. Fui, com dores, à base de ben-u-ron trabalhar todos os dias da semana passada. A minha barriga inchou, todos os dias inchava.. já havia quem comentasse no trabalho de que estaria grávida.
Os efeitos secundários do Dostinex (náuseas) que se faziam sentir durante o dia também não ajudaram.

Dostinex 0,5 mg
Dostinex 0,5 mg

No fim de semana passado, a minha barriga inchou de tal forma, que já não esticava mais, não me conseguia alimentar porque ficava logo farta. Gerou grande desconforto e dores abdominais, dificuldade em respirar fundo (mas conseguia respirar normalmente), e ainda registei um aumento de peso de 1Kg em 24h (é um dos sinais de alerta para ir para o hospital). Fui à MAC, ao PMA, na 2ª feira de manhã, e verificou-se através de eco que tenho líquido abdominal, mas felizmente não chegou aos pulmões. Também foram visíveis alguns gases, que ajudam a que a barriga se faça de inchada. Também fiz análises (e tive de aguardar pelo resultado delas para ir depois à consulta no PMA) mas felizmente estavam normais. Não me foi autorizado o regresso ao trabalho e para evitar internamento, fiquei com baixa e na obrigação de vigiar o meu peso e perímetro abdominal diariamente (medido ao nível do umbigo, deitada). Confirma-se a Hiperestimulação.

Ovários normais vs Ovários com Hiperestimulação
Ovários normais vs Ovários com Hiperestimulação

Para ajudar a eliminar o líquido abdominal, tenho de ingerir muitos líquidos diariamente (até comprei Isostar, para ajudar a hidratar e repôr os sais minerais), beber 1x por dia uma garrafinha de Fortimel (suplemento alimentar proteico), colocar 2 colheres de Protifar (suplemento alimentar: proteínas em pó) nas refeições, tomar 1 aspirina ao deitar, e 1 cápsula de aero-OM 15m antes das refeições principais (para eliminar gases)... ah, e já disse "beber muuuitos líquidos"?
Continuo a comer 1 ovo todos os dias.

Protifar, da Nutricia 

Na farmácia não havia Fortimel, mas o farmaceutico disse-me que o Resource Protein da Nestlé é a mesma coisa e mais barato (e era o que tinham). Trouxe este. Diz que tem 18,8 g de proteínas/250kcal por embalagem.

Resource Protein, da Nestlé Health Science

De ontem para hoje já notei diferenças. Julgava eu que andava a urinar ao equivalente dos líquidos que bebia, mas de ontem para hoje a minha quantidade de urina é muito superior aos líquidos que bebo. O meu peso baixou 2Kg e o meu perímetro abdominal baixou 4cm. Já estou a desinchar.
5ª feira voltarei à MAC para ser reavaliada, começarei pela realização de análises e depois irei ao PMA para a consulta 1h depois das análises, para se tomar uma decisão.

7ª FIV/ICSI: Hiperestimulação

Uma das palavras das quais tenho mais receio, durante um tratamento de fertilidade, é a palavra Hiperestimulação (SHO - Síndroma da Hiperestimulação Ovariana). Por causa de ter SOP (Síndroma dos Ovários Poliquísticos) sou uma pessoa na qual é mais provável ocorrer Hiperestimulação durante um tratamento de procriação medicamente assistida (PMA), ocorrendo uma hiperestimulação com factor exponencial de crescimento dos folículos. Ao início, quando se começa a fazer a estimulação do crescimento dos folículos, demora a começarem a crescer, mas quando se faz o "click" começam a proliferam descontroladamente, mesmo que se reduza ou páre a dose de estimulação.

Mas como ocorre a Hiperestimulação?
A Hiperestimulação ocorre quandos os ovários produzem uma resposta exagerada de folículos (onde se encontram os óvulos dentro do ovário), mais que os desejados, elevando-se o nível de estradiol no sangue. Se o estradiol estiver acima de um certo limite, o tratamento é cancelado, não sendo autorizada a transferência de embriões, porque no caso de uma gravidez, os sintomas pioram, representando risco de vida. Por isso é tão importante a realização de análises durante um tratamento de PMA.

O que nos provoca a Hiperestimulação?
Com o aumento do número de folículos, os ovários aumentam de tamanho. Quando os folículos começam a libertar os óvulos, é expelido líquido (mais que o normal), acabando por inundar a cavidade abdominal, espaço em redor dos pulmões e coração, podendo afectar os rins, fígado e pulmões. São as ascites. Pode originar tromboembolias, embolia pulmonar e em casos mais raros embolia cerebral.

Classificação da severidade da Hiperestimulação Ovariana
Pode ser classificada como ligeira (ligeiro desconforto e distenção abdominal, náuseas), moderada (distenção abdominal com dores e vómitos) ou grave. 1 em cada 3 (33%) mulheres desenvolve hiperestimulação moderada e 1 em cada 20 (5%) desenvolve o hiperestimulação grave.
Para a Hiperestimulação grave devem ser tidos em conta os seguintes sintomas.

Sintomas da Hiperestimulação a ter em alerta, devendo contactar o médico/ir ao hospital:
- aumento de peso súbito (mais de 1Kg por dia) - é importante registar o peso todos os dias!
- distenção abdominal intensa (barriga muito inchada)
- dificuldade em respirar
- urina concentrada e em pouca quantidade
- náuseas/vómitos

O ignorar destes sintomas pode ter consequências irreversíveis: morte.
O tamanho/peso elevado dos ovários pode levar à torção das trompas.

O que fazer para combater os sintomas da Hiperestimulação?
Em primeiro lugar, deve seguir todos os conselhos dados pelo seu médico.
Geralmente costumam recomendar:
- Ingestão de muitos líquidos
- Ingestão de muitas proteínas, por ex 2 colheres de Protifar misturadas na refeição; comer 1 clara de ovo (confeccionada) por dia; ingerir alimentos ricos em proteínas como delícias do mar, atum, gelatina, etc;
- Ben-u-ron 1g 4xdia se tiver dores
- Aspirina, se for recomendada, para tornar o sangue mais líquido e evitar a trombose.

Porquê ingerir tantas proteínas?
São as proteínas que se aliam ao líquido libertado durante a Hiperestimulação e que permitem levá-lo para fora do corpo, através da urina, em conjunto com os líquidos que têm de ingerir. Esta é a combinação de sucesso para uma boa recuperação.

Fontes:
Daniela Sobral - SHO
ec.bledar.com
pacientegrave.com

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Embriões congelados

Hoje estava com o coração apertadinho por não saber se os 2 embriões iriam resistir de ontem para hoje...

De manhã a embriologista ligou e... suspense... disse: os 2 embriões resistiram, desenvolveram-se e foram hoje congelados. Ufffa! Que alívio! Com o que senti, até me esqueci de perguntar como estava o nível de fragmentação dos meus meninos.
Informou também que lá para o final da próxima semana, o relatório deste ciclo estará disponível.

Vamos torcer para que se aguentem no descongelamento para a TEC (Transferência de Embriões Descongelados)!


Agora é só aguardar que o Red apareça, para ligar para lá e começarmos a planear a TEC.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Embriões gerados

A embriologista ligou há pouco, para nos fazer o ponto da situação:

Dos 17 ovócitos recolhidos só 10 estavam maduros. Foram microinjectados e só foram gerados 2 embriões.
Revelou ainda que os óvulos têm alterações ao nível do corpo polar, mas que isso não tem importância. Têm ainda alterações ao nível da resistência, e por isso seriam óvulos bons para a técnica de FIV, não com ICSI. Mas o factor masculino dita que só a técnica de ICSI é que pode ser utilizada...

A sorte não está do nosso lado, definitivamente.

7ª FIV/ICSI: Punção

Ontem foi o dia da punção, tendo seguido à risca todas as indicações que me foram indicadas, para preparação da punção.
punção
Punção

Às 8 da manhã lá estávamos nós na MAC, à espera de dar entrada para a punção. Quando finalmente fui chamada (quando chegou a Dra Teresinha), fui levada para o vestiário para me despir, vestir a bata com a abertura para a frente, calçar as meias que levei de casa, vestir o roupão que levei de casa, meter a touca verde na cabeça, e os pezinhos nos pés. Por fim, calcei os chinelos que levei de casa. Requisito obrigatório antes de ir fazer punção: esvaziar a bexiga, mas existe um WC no vestiário e tratei logo disso.
Assim que fiquei pronta, saí do vestiário e fui até à entrada do corredor do bloco, onde já me aguardava uma auxiliar. Os chinelos ficam ali à entrada do corredor, andando somente com os pezinhos calçados dali para a frente.
Fui levada para a sala do recobro, onde me meteram o soro na mão (detesto esta parte, faz-me sempre doer as costas da mão) e fiquei sentadinha na cadeira, à espera de ser chamada para ir para o bloco. Entretanto ouço a Dra Teresinha dizer lá de dentro "Hoje temos um senhora que vai dar trabalho!", ou seja eu, com as muitas "pipocas" que tinha ali comigo.
Depois de um pouco de espera, enquanto se coordenavam lá dentro, chamara-me para ir para o bloco. Fui a caminhar até lá, onde me deitei na marquesa, amarraram-me as pernas e braços, por causa dos movimentos involuntários que fazemos durante a punção, meteram o oxímetro no dedo, os eléctrodos no peito para monitorizar o batimento cardíaco. Foi chamada a anestesista, que disse que tinha de ter ali à mão mais uma dose de "anestesia", porque como tinha muitos folículos, iria demorar mais tempo. Tudo pronto para a chegada da Dra Teresinha até junto de mim.
Quando a Dra Teresinha chegou, deu-se início à anestesia, que é injectada no tudo onde se recebe o soro. Primeiro começamos a sentir o corpo dormente, sente-se o corpo mais quente, a cabeça a começar a andar à roda mas dá para ficar acordada mais um pouco se se resistir ao fechar dos olhos. Depois já não conseguimos fixar nada, vê-se tudo distorcido e é o apagão, adormecemos instantaneamente.

Dei conta de ter falado, já deve ter sido no pós-punção, com a voz muito entaramelada, parece que a língua não mexe para dizer as palavras, mas não me lembro do que disse.
Quando finalmente acordei, já no quarto de recobro, disse o Bom Dia à auxiliar, que tratou de avisar a enfermeira de que já tinha acordado. Veio a enfermeira perguntar como me sentia, registar os valores da tensão, etc.

Aproveitei para perguntar à auxiliar como é que fazem para me colocar na cama e respondeu-me que elas falam connosco, a dizer, "agora faça força com os braços" "agora levante o rabo para vestir as cuecas" e nós obedecemos. É engraçado que nunca ninguém se consegue recordar disto ao acordar. Disse-me que quando transitei da marquesa do bloco para a cama do recobro, fiquei muito ao fundo da cama, com os pés no fim, e que tentaram dizer-me "agora chegue-se mais para cima" e que eu levantava a cabeça. Disseram-me mais umas quantas vezes e eu levantava sempre a cabeça. Contou ainda histórias de mais senhoras, por exemplo uma que disse que "tinha de ir comprar sapatos" ainda neste estado de que ninguém se recorda. Outras também levantam a cabeça quando lhes dizem para levantar o rabo. É engraçado como o nosso cérebro interpreta as coisas.

Passado pouco tempo chega a outra senhora, a minha companheira de quarto, que também fez punção no mesmo dia que eu.
E aos poucos começam a preparar o levantar. Vão levantando a cabeceira da cama, para ficarmos cada vez com o tronco mais direito, e deixam-nos assim durante um bocado. Finalmente é o levantar da cama e caminhamos para a cadeira, para tomarmos o pequeno almoço: cházinho quente com uma torrada. A MAC tem o melhor pequeno almoço entre as clínicas por onde já passei. Depois continuámos na palheta com a enfermeira, auxiliar e com a outra senhora.

Finalmente, depois de o pequeno almoço ter corrido bem, lá chamaram o meu marido para o vestiário, para me ajudar a ir ao wc e a vestir.
Depois disto, era preciso aguardar nas cadeiras do corredor, para falamos com a embriologista, fazer eco para se ver se ficou tudo bem, e por fim tirar as coisas do soro, que ainda continuam espetadas na mão, caso alguma coisa corra mal e seja preciso injectar algo.

A embriologista informou que o estradiol na sexta feira estava a 3000 e tal e que no sábado o valor tinha subido para 4000 e tal, motivo pelo qual não seria autorizada a transferência (confirma-se a hiperestimulação), e seria necessário congelar os embriões que fossem gerados. Falámos um pouco sobre os embriões, com dados de FIVs anteriores, e o padrão continua lá: o meu SOP faz com que entre sempre em risco de hiperestimulação, com produção de muitos folículos (o ideal seria produzir à volta de 10) e que desta fez puncionaram-se 17 ovócitos. Também falou que de facto tudo aponta para que exista um problema com os óvulos, mas que face à luz da ciência actual, ainda não se consegue descobrir o que é que está mal para que se possa corrigir, e por isso é tudo uma questão de sorte.

Nascemos com uma quantidade fixa de óvulos, e de cada vez que existe um novo ciclo são chamados a responder uma quantidade de óvulos, de forma aleatória. Desse grupo que é chamado a responder, podem haver maus, podem haver bons, mas não se consegue controlar. Só o saberemos quando os embriões forem gerados e ao verificar a sua evolução.
Falámos ainda sobre uma congelação em D3 ou D5. Ela informou-nos que é muito perigoso esperar pelo D5, porque podemos perder todos os embriões, visto que ao fim ao cabo estão num ambiente que não é natural e que acha que os embriões têm mais hipóteses de sobrevivência em D2 ou D3.

Depois voltámos ao corredor para esperar pela eco. As ecos estavam paradas, não estava ninguém a ser chamado, nem para a consulta de novos casais, por isso devia estar a passar-se alguma coisa. A Dra Graça apareceu já perto da uma da tarde, e na eco confirmou que não poderia fazer transferência, por causa dos valores elevados do estradiol. Será necessário tomar Dostinox, para travar a hiperestimulação, durante 7 dias, 1 comprimido por dia à noite, antes de deitar, precisamente porque este medicamento é muito potente, deixamos com náuseas, vómitos, etc. Se for feito ao deitar, pelo menos estes sintomas ocorrem quando estivermos a dormir e não damos por eles.

Depois da eco foi altura de ir tirar a agulha do soro da mão, já eram uma 13.30. Nesse momento começa uma trovoada, muitos trovôes e relâmpagos, chuva muito forte a cair.
Como o carro estava estacionado no parque, não íamos conseguir lá chegar sem nos habilitarmos a uma molha valente. Assim perguntámos se podíamos almoçar na cantina da MAC e assim fizémos. A chuva forte não parava de cair...

À noite tomei o Dostinex, fui fazendo Benuron ao longo do dia por causa das dores abdominais, e hoje aguardo o telefonema da embriologista, com novidades sobre os embriões.

sábado, 20 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: A panela já está cheia de pipocas!


Ontem, sexta dia 19, foi dia de ir novamente à MAC, para análises e eco.
Ontem já apanhei mais gente, demorei imenso nas análises e demorou imenso até chegar a minha vez de fazer a eco. O PMA estava cheio de gente, e havia qualquer coisa a acontecer, porque as ecos estiveram interrompidas durante um bom período de tempo. Até que finalmente ouvi a Dra Graça dizer "ora, vamos lá recomeçar... ou continuar!" e as ecos arrancaram novamente.
Como é preciso ter a bexiga vazia para fazer a eco, calculei quanto tempo tinha passado desde que tinha ido ao wc. Já estava a fazer 2h e meia  e por isso aproveitei aquele momento de espera para ir ao wc, que é logo ali ao lado do PMA, antes de chegar à cantina.
Fui logo a 2ª pessoa a ser chamada para fazer a eco, neste re-arranque do dia, e desta vez era uma Dra nova, que nunca tinha apanhado lá na MAC. A placa com o nome dizia que era a Dra Catarina Júlio. Possivelmente uma nova contratação? Estaria a substituir alguém? Teria mudado de departamento lá dentro da MAC?
Não sei, mas também não faz mal ter sido ela a fazer a eco, porque o seu desempenho foi igual ao das outras médicas que costumo apanhar: a Dra Sofia, a Dra Graça ou a Dra Teresinha. É assim, quando já estamos habituadas a um sítio e já conhecemos as pessoas todas pelo nome, saber quem trabalha no quê, já nos reconhecerem quando chegamos...
A Dra Catarina começou com a contagem dos óvulos e nunca mais acabava a contagem... disse que já lhe doía o braço, da posição desta, de estar sempre a apontar com "a sonda vaginal"(será este o nome?) para o mesmo ovário. É como aquela sensação de pegar num pacote de leite com a mão e abrir os braços. É fácil, não é? E se continuar nesta posição durante algum tempo, sem ter nada a auxiliar, sem ter onde apoiar o braço? O pacote de leite fica cada vez mais pesado, não é? Até chegar à altura em que uma pessoa desiste, porque não consegue ter mais força para aguentar. É essa a sensação.
Continuando com a contagem... 17! 14! 16! 15! 16! e por aí fora.. e ainda vários menores que 14. A certa altura, a auxiliar, que estava a tomar nota da medida dos folículos, perguntou: "Dra, desculpe, mas ainda estamos a contar no mesmo ovário?" E a Dra, "Sim sim! É do mesmo!" "Pois, é que tive receio que já estivesse a contar do outro ovário e não me tivesse apercebido". Depois de terminar a contagem do comboio de folículos daquele ovário, toca a repetir tudo para o outro ovário. Quando finalmente terminou a contagem, ela disse "Xiii! E agora tenho de passar isto tudo a computador!"
Resumindo e concluindo: como tenho muitos, mesmo muitos, folículos, a Dra Catarina avisou-me que muito provavelmente depois da punção, os embriões gerados serão congelados, para fazer a transferência mais tarde. Isto porque, pelos vistos estou a entrar em hiperestimulação, mas que na 2ª feira me confirmam isto, fazendo a punção na 2ª feira.
Como habitualmente, perguntam pela medicação que ainda temos em casa, e levo sempre a resposta na ponta da língua: de Decapeptyl tenho ainda 2 injecções e de Gonal-F ainda tenho 300ui, mas como estou a fazer 100ui, dará para 3x. Mas como a punção é na 2ª feira, isto chega perfeitamente. Perguntou-me se tinha o Ovitrelle em casa, a tal injecção, a última que se dá para amadurecer os óvulos, e eu disse que sim, que estava guardada no frigorífico.
Instruções: Voltar sábado dia 20 às análises(hoje - já lá fui pela manhã, às 9h) para fazer análise ao estradiol e aguardar o telefonema da enfermeira, que liga sempre por volta da hora de almoço. Depois a enfermeira lá me ligou com os dados finais.
Indicações: sexta feira já não faço o Gonal-F. Sábado ainda faço o Decapeptyl de manhã e depois as análises. Às 22h, é para fazer o Ovitrelle. Domingo é dia de descanso de injecções e comer uma torrada e um chá às 23h30m. A partir da meia noite de domingo, é jejum de líquidos e sólidos. 2ª feira é a punção e é para estar no PMA às 8h. Sexo no sábado, porque é preciso abstinência entre 2 a 5 dias. Levar roupão, cuecas e chinelos, nada de brincos nem anéis nem outra bijuteria, não levar unhas pintadas, nem lentes de contacto.

E é só!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: As pipocas começam a saltar


Mais uma ficha, mais uma voltinha!

Hoje fui mais uma vez às análises na MAC...sabiam que agora já não é preciso levarmos a requisição para o laboratório de análises clínicas da MAC, é tudo digital! Basta mostrar o cartão da MAC e identificação no laboratório, e está dada a entrada para fazer a análise.
Hoje havia muito pouca gente por lá, tinha 4 ou 5 pessoas à minha frente. Se calhar é dos efeitos da chuva, do trânsito, dos acidentes na estrada por causa da chuva... Cheguei às 8 e às 8 e meia estava despachava da análise. Calhou-me a analista que da outra vez me picou no tendão do braço, mas desta vez correu tudo bem, acertou na veia logo à primeira, não fiquei com o braço negro (faço sempre pressão no sítio da pica com o dedo, para evitar o derrame e por consequência evitar a nódoa negra).

Subi ao PMA e por lá também estava tudo muito vazio. Pouco tempo depois chamaram a 1ª menina para ir fazer a eco, e logo de seguida fui eu.
Lá segui o ritual no "vestiário", de tirar só a parte de baixo da roupa, vestir a bata com a abertura para trás e esperar ouvir o meu nome, para entrar na sala da eco.
Hoje foi a Dra Sofia a fazer a eco. Ouvi-a contar o tamanho dos folículos, tinha já uns 2 crescidos com tamanho 15 e 13 e o resto estava a desenvolver. Irei regressar na 6ª feira, para nova análise e eco. Até 6ª tenho a medicação necessária, por isso não trouxe prescrição para comprar mais.

Por volta da hora de almoço recebi a chamada da enfermeira da MAC: iria descer a dose de Gonal-F para 100ui, em vez de 150 ui, continuar com o Decapeptyl de manhã e confirmou-me que iria voltar na 6ª. Para reduzir a dose da injecção de Gonal-F só significa uma coisa: o estradiol está a subir e é preciso travar o crescimento acentuado, para não levar a uma hiperestimulação. Os folículos estão a começar a crescer que nem pipocas!


Previsão de data da punção: para a semana que vem.

Também hoje recebi uma chamada da IVI!
Finalmente apareceu uma doadora compatível!


Informei que de momento estava a fazer a FIV na MAC, já perto do final do tratamento, mas que continuava interessada na doadora, porque o Dr Sérgio tinha-me dado indicação de que poderia fazer esta FIV e ele estava a par, de que em princípio daria um negativo, tal como se prevê que seja, dado o meu histórico. Da IVI, disseram-me que iam falar com um médico e que já me ligariam de volta. Ligaram de volta e pediram-me que, quando terminasse este tratamento, deveria entrar em contacto com eles com o resultado, para avançarmos com o procedimento com a doadora, que esperará por mim.

Estou animada, acredito profundamente que com a doadora, tudo dará certo.
Aguardo pacientemente... ao fim ao cabo já são anos de espera... desde 2009 a tentar.


domingo, 14 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: A dar injecções na barriga de manhã e à noite!

No último post tinha dito que me estavam a dizer para ir à MAC no dia 8, caso a menstruação continuasse desaparecida. Mas no telefonema da hora de almoço, após verificarem o resultado da análise ao estradiol, disseram-me para regressar na 6ª feira, dia 5 de Setembro.

E assim foi, na 6ª feira dia 5 de Setembro lá fui novamente à MAC fazer a análise pela manhã e depois subi ao 2º piso, ao PMA para fazer a eco. Novamente tive sorte com a analista, que foi um amor, muito bem disposta, picou-me na veia do braço esquerdo e não deixou vestígio de nódoa negra no sítio da picada.



Na eco, a Dra Graça diz-me "De certeza que não menstruou? É que o seu endométrio já só as paredes com tamanho 4 e no outro dia estavam com tamanho 8! E o folículo que tinha no ovário também está a regredir de tamanho". E eu respondi "De certeza absoluta! Não menstruei!". "Pronto, esperaremos pela confirmação das análises e depois ligamos-lhe a dizer como proceder".
Segundo me disse, há casos em que isto pode acontecer, o tecido "mirrar" sem menstruar. E eu sou a "sortuda" a quem isso aconteceu. Depois neste dia à noite comecei a ter umas perdas de partículas castanhas (sangue seco) que se prolongaram alguns dias, mas sem mentruar, de facto. Foi estranho, nunca me aconteceu.
Desta consulta, levei a prescrição para comprar:
- Utrogestan
- Gonal-F 900
- Decapeptyl 0,1
- Ovitrelle

Mais tarde, quando me ligaram, deram-me as intruções: começar com 1 injecção de Decapeptyl de manhã e 150ui de Gonal-F à noite, escolher o horário e depois manter sempre o mesmo.
Como das outras vezes o horário que mais jeito me dava era às 8 da manhã e às 8 da noite, continuei a fazer esse horário, com 12h de diferença.
E é para voltar à MAC, sexta dia 12 de Setembro.

No sábado de manhã fomos à procura da medicação à farmácia onde comprámos e era habitual haver a medicação (nem todas as farmácias têm): a farmácia Sanex, na Avenida da Igreja, em Alvalade. Fomos lá, mas tinham o Gonal-F esgotado, mas trataram de o encomendar e à tarde já o tinham. Ligaram-me e fomos comprar. Desta medicação toda, tem de estar no frio (porta do frigorífico) o Gonal-F e o Ovitrelle.

No meio disto tudo, esqueci-me de um pequeno detalhe que faz toda a diferença: na MAC não me deram as agulhas, a agulha grossa para fazer a mistura do pó com o líquido e aspirar para a seringa e a agulha a fina para injectar) e seringa, para o Decapeptyl. E na farmácia não fui alertada para isso.
Na 2ª feira de manhã, às 8 da manhã, quando fui para fazer a injecção e abri a embalagem do medicamento é que me dei conta de que este não traz as agulhas nem a seringa. Há outros medicamentos que trazem as seringas e agulhas (como o Menopur), outros que já vêm com seringas pré-cheias e basta injectar (como o Orgalutran). Até agora, sempre que o medicamento não traz as seringas e injecções, tinham-mo dado previamente no hospital, como nos Lusíadas e na IVI. Felizmente tinham-me sobrado 3 conjuntos de agulhas mais seringas do último tratamento na IVI, e usei um desses conjuntos.
Depois tratei de ir à farmácia mais perto do trabalho, para evitar ter de viajar até à MAC, para tentar comprar igual, o mesmo tamanho e espessura das agulhas, mas não havia, tinha de ser encomendado com bastante antecedência. Então pensei, não faz mal, amanhã posso ir à MAC e ainda usar um dos conjuntos que ainda tenho. Fiquei a saber que existe um código de cores que identifica as agulhas, consoante o seu comprimento/espessura.

Identificação de agulhas e seringas.

O meu J. ofereceu-se para ir lá buscar-me este material, até levou um recorte da caixa do Decapeptyl para mostrar às enfermeiras na MAC, e trouxe-me. As agulhas que lhe deram eram diferentes das que tinha da IVI, mas elas sabiam pró que era, e assim fiquei a saber que aquelas também serviam. Trouxe-me da agulhas finas e pequenas laranja (de 0,5mm) e as agulhas grossas e compridas castanhas (de 0,7mm). As que eu tinha da IVI eram as agulhas finas de 0,33mm e as agulhas grossas cor de rosa, de 1,2mm.

Com o Gonal-F não houve problemas, é uma caneta que já tem as 900ui, onde se roda a ponta da caneta para ajustar a dose, que surge num mostrador, enroscar a agulha, fazer a preguinha na pele da barriga, espetar e carrega da ponta da caneta. Facílimo e sem margem para enganos. Desde a última vez que usei o Gonal-F, vejo que a caneta foi redesenhada, tendo agora um melhor sistema de marcação da dose a administrar. Gosto mais da caneta de Gonal-F de agora.

Caneta de Gonal-F 900ui

O dia 12 chegou, fomos à MAC. Mais uma vez, análises e depois a eco. Desta vez era a Dra Teresinha que estava a fazer as ecos, com a presença de duas estagiárias. Viu que o endométrio estava ainda pequeno, com tamanho 6 e que os óvulos estavam todos com tamanho menor que 9. Perguntou-me se eu tinha a certeza de que andava a fazer as injecções e eu disse-lhe que sim, com toda a certeza que pode haver. Depois apareceu lá a Dra Sofia, que estava no gabinete ao lado e apareceu em minha defesa. Lá explicou que o meu tratamento era diferente, que as notas que estavam lá na folha não eram só aquelas, que havia mais informações sobre mim que não estavam naquela folha, que os meus ovários são muito especiais e que têm de ser lidados com cuidado porque faço hiperestimulações. Depois a Dra Sofia virou-se para mim e disse-me para não me preocupar, que vai demorar mais tempo, talvez mais 15 dias, mas que vamos conseguir, lentamente, mas vamos chegar lá. Antes de ir para a eco, já tinha visto a Dra Sofia que apareceu à porta para chamar uma paciente para a sua consulta, e estava sorridente, sorriu para a paciente. Comentei até com o meu J que gosto de a ver assim, sorridente e com ar feliz. Nem parece a mesma pessoa que conheci à 3 anos atrás, que me atendeu com 3 pedras na mão. Acho-a muito competente, muito profissional e ganhou um ar de felicidade que lhe estava em falta. Neste momento, adoro-a!
Como é para continuar com o Decapeptyl, fui ter com a enfermeira para pedir agulhas e seringas, e fiquei a saber que ali na MAC não dão às pessoas. Têm de ser compradas na farmácia. Ok.
Como a medicação que tenho já só dura até domingo, trouxe a prescrição para comprar mais uma embalagem de Decapeptyl 0,1 e uma embalagem de Gonal-F 900.
De tarde recebi o telefonema, para voltar lá na 3ª feira dia 16 de Setembro e para manter a dose de 150 Gonal-F e o Decapeptyl 0.1.

Hoje de manhã voltámos à farmácia Sanex, para comprar a medicação, mas desta vez telefonei primeiro para saber se tinham em stock. Havia em stock, pedi para guardarem e fomos lá imediatamente. E desta vez comprei seringas e agulhas, das grossas e das finas.

E assim continua o ritual: injecção de manhã e à noite.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Analistas Anjos e Demónios



Hoje é dia 1 de Setembro, mais uma data limite para voltar à MAC, caso a menstruação não tivesse aparecido. Não apareceu e voltei à MAC.

Mais uma vez, passei pelo laboratório de análises clínicas para fazer a análise ao estradiol, tirei a senha azul (senha normal) como habitualmente, passei pelo habitual compasso de espera até ser chamada para fazer a análise. Lá fui eu, a pensar que teria de dizer se não me metiam o garrote no braço, caso apanhasse a mesma analista que apanhei da última vez. Felizmente a analista foi outra. Calhou-me uma analista, que me picou o braço direito (o tal que tem as veias melhores e mais visíveis), não doeu a picar, não senti a puxar o sangue, fez tudo direitinho, até dá gosto encontrar analistas assim, que se portam que nem anjos. Claramente da última vez, tinha-me calhado uma analista demónio, sedenta por sangue!

Depois da análise feita, fui ao PMA, onde expliquei a situação à recepcionista, que depois me pediu para aguardar para falar com a enfermeira, que depois me pediu para aguardar pela eco. Pelo sim pelo não, perguntei se tinha de dizer alguma coisa sobre ir fazer a eco à recepcionista, mas a enfermeira tratou logo disso. Fui chamada para a eco num instante e a Dra Graça viu que continuava tudo paradinho nos meus ovários excepto o tal folículo (que é como quem diz, o óvulo) que estava de tamanho 21. Viu o útero e disse que tem aspecto de quem vai menstruar em breve.

Como o Decapeptyl tinha uma duração de 4 semanas desde que foi injectado... já só dura até dia 8 de Setembro, por isso é a data para voltar à MAC, se o dito cujo não aparecer entretanto. Se continuar sem aparecer, a Dra Graça disse que depois de dia 8 tenho de fazer injecções monodose.

E assim continuo à espera do Red.

7ª FIV/ICSI: ida à MAC

Dia 25 chegou e fui à MAC por ter calhado numa das condições que mostrei no post anterior: o Mr Red não apareceu.

Fiz a análise ao estradiol antes de subir para o PMA, e nem queiram saber como correu esta análise: foi simplesmente a pior análise que algum dia me fizeram! Em primeiro lugar, não colocaram o garrote no braço. Nem sequer me lembrei de perguntar porque não o meteram, porque só pensei nisso depois de já não estar lá. Mostro sempre os 2 braços à analista, para que escolha qual lhe agrada mais para tirar sangue. O meu braço esquerdo já foi em tempos um muito bom braço com veias bem visíveis, mas elas enterraram-se e já não se vêem. No braço direito dá pra ver onde é que as veias passam e ultimamente preferem sempre o braço direito. Esta analista escolheu o braço esquerdo.
Lá me pediu para fechar a mão, para que a veia se tornasse palpável, andou ali com os dedos a tentar localizar e depois picou finalmente no sítio em que achava que a veia estaria. Não acertou na veia. Depois andou com a agulha dentro do braço a tentar picar a veia e nesta tentativa de andar por ali a escaranfunchar com a agulha, acertou-me no tendão do braço. E como é que eu sei que foi no tendão? Sei porque ela mo disse, depois de eu ter dito um "aiiii!" Senti uma dor tipo choque eléctrico, a propagar-se pelo braço todo em direcção à mão, e no pulso ramificou pela mão toda, ficando com a mão dormente. Em resposta a este ai, a analista disse... "é só uma picada!" à qual respondi "não é disso" e lá lhe expliquei o que estava a sentir. Então ela muito calmamente disse "ah, acertei no tendão!"

Depois disto tudo, lá subi ao PMA, onde expliquei que me tinham pedido para ir lá se não aparecesse a menstruação. A recepcionista chamou a enfermeira para falar comigo, expliquei-lhe como tinham ficado as coisas combinadas, e ela mandou-me aguardar pela eco.
Esperámos, esperámos.. muitas meninas já tinham chegado, ido à eco e saído, e nós à espera. Julguei que estávamos a ser guardados para o fim, e já não havia quase mais ninguém no corredor, quando a enfermeira passa e me diz "esqueci-me de avisar aqui que vai fazer eco". Pronto estava explicado porque é que não estávamos a ser chamados.
Foi logo de seguida, que a auxiliar disse que podia passar para o "balneário" para depois fazer a eco (e alertou para ser preciso ter a bexiga vazia).

Óvulo

Foi a Dra Graça que me atendeu, fez a eco e viu que tinha um óvulo de tamanho 18 num dos ovários, o resto parecia tudo paradinho, tudo ok, e que o resultado da análise depois diria se iria menstruar ou não. Estranhou que a Dra Sofia tivesse pedido para eu levar a injecção de Decapeptyl tão cedo (porque ainda não estava no dia 21 do ciclo quando a levei, visto que a última menstruação fora a 26 de Julho). A isso não sei responder. De qualquer forma, ela explicou a táctica a aplicar desta vez: a qualidade dos óvulos não se consegue melhorar e por isso o objectivo é produzir muitos óvulos, para que as probabilidades joguem a nosso favor, de modo a que numa amostra grande de óvulos se consiga algum com qualidade, mas que certamente já me teriam dito na IVI que o meu caminho a percorrer seria receber uma doação de óvulos, porque é o que é aplicável a casos como o meu, alertou que não é uma estratégia de marketing deles, e que é mesmo assim. E eu confirmei que foi isso que me sugeriram lá.

Por volta da hora de almoço lá me ligou a enfermeira da MAC com instruções: a análise indicou que irei menstruar e por isso é para continuar a aguardar que apareça. Se não aparecer até 1 de Setembro, para voltar lá.

Chegámos a 1 de Setembro, o dito cujo não apareceu e por isso vou voltar lá para nova análise (por favor não me acertem no tendão!) e nova consulta.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

7ª FIV/ICSI: última hipótese!


Mal fez 1 ano desde a última punção (final de Junho), recebi a chamada da MAC para se marcarem as consultas de acerto e de anestesia. Como não dava jeito que fosse em Julho, pedi para ser em Agosto. Ficou combinado que passaria por lá para levantar a requisição das análises e que mais tarde se marcaria para Agosto.

Em final de Julho passei pela MAC para marcar então as consultas para Agosto.
Ficou marcada a consulta de anestesia para a semana seguinte, a 7 de Agosto e a consulta de acerto a 11 de Agosto, hoje.

Para a consulta de anestesia não é necessário que o nosso respectivo esteja presente, porque o objectivo desta consulta é reunir os dados que permitem levar a sedação durante a punção. Por ex. saber o peso, altura, ver a tensão, que outra medicação tomamos, se temos doenças, problemas cardíacos, outras cirurgias que tenhamos feito, se fumamos, se bebemos, alertar para não se levar lentes de contacto, próteses, etc. Fui sozinha a esta consulta, levei um livro.. um jogo estúpido de telemóvel também ajuda a passar o tempo. Acho que por volta das 10:00 estava despachada (eu estava marcada para a 9:00, atrasou um bocadinho, havia casais na minha frente, mas no stress).
Informei que tinha análises feitas recentemente numa outra FIV/ICSI fora da MAC, e se serviam como análises e disseram-me que sim. Evitei assim estar a fazer análises novamente e apresentei as outras análises.

Hoje, estávamos marcados para as 11h, para a consulta de acerto. Já ia preparada psicologicamente para ouvir um "Não vamos fazer mais nenhum tratamento consigo, dado o seu histórico de negativos", levei o relatório da IVI, que mostrei, para poder dar mais informação sobre o protocolo no qual se fez alteração da medicação, para Menopur, e qual o resultado que produziu (o mesmo de sempre).
Fomos atendidos muito próximos das 11h, quase que posso dizer que não houve atrasos. É Agosto, a MAC no departamento de PMA está praticamente deserto.. havia muitos poucos casais por lá...
Foi a Dra Sofia que nos atendeu, com uma atitute muito diferente daquela que apanhámos quando tivémos consulta com ela da 1ª vez que fomos ao PMA, na 1ª FIV/ICSI. Estava muito sorridente, muito simpática. Gosto de a ver assim. Depois de examinar o meu histórico, ela disse que íamos fazer uma coisa nova: um protocolo Agonista, visto que tinha feito sempre um Antagonista, e parece que é recomendado quando as mulheres têm uma reserva ovárica grande, como é o meu caso (segundo as palavras dela). O objectivo é parar os ovários (por ex com pílula ou com Decapeptyl) e depois estimular lentamente. Como menstruei no final de Julho, já é tarde para ir para a pílula e por isso iriamos para o Decapeptyl 3.75, que vai parar os ovários durante 4 semanas.Data para fazer o Decapeptyl: hoje! O Decapeptyl intramuscular tem de ser dado por uma enfermeira e a Dra estava a dizer-me que no Centro de Saúde mo administravam... ao qual perguntei: e se eu for ali fora comprar a injecção, podem administrar-mo aqui na MAC? E ela, sim, pode ser! Dito e feito. Fui lá fora à farmácia da esquina, comprei o Decapeptyl 3.75, voltei à FIV e uma das enfermeiras administrou-mo na nádega. Foi uma enfermeira muito querida, injectou muito lentamente, nem doeu nada!

Agora vou aguardar que aconteça um de 3 cenários:
- reacção inversa: o ovário produzir muitos óvulos e aí até se pode fazer logo a punção (saberei isto se apresentar sinais de hiperestimulação, como o inchar, sentir dor abdominal,...).
- menstruação até dia 25: ir lá à MAC fazer análise e eco e depois fazer Gonal-F
- se não menstruar até dia 25, ir à MAC para consulta.

De qualquer das formas, tenho de fazer a análise ao estradiol para qualquer um destes cenários.

Gostei muito de saber que a Dra não desistiu de nós e tem ideias de variações que se podem fazer, como esta. É a última hipótese que temos com os meus óvulos!

sábado, 28 de junho de 2014

7ª FIV/ICSI: Quanto custa uma FIV ICSI

Pois é... dizem que quando se fecha uma porta abre-se uma janela. E a minha acabou de abrir, depois do negativo obtido na IVI.
Ligaram-me ontem da MAC (fez agora um ano desde a punção da última ICSI lá). Fomos chamados para a nossa 3ª tentativa (e última) concedida pelo Estado Português. Somando com as que já fiz pelo privado, será a 7ª FIV/ICSI.



Depois desta já não farei mais nenhuma. É a última, quer dê certo ou dê errado. E tudo aponta que dará errado, pelo histórico dos resultados das ICSIs anteriores, mas por descargo de consciência, se temos direito a ela, iremos fazê-la. Irão passar as requisições para fazermos as análises (do meu marido e as minhas). As minhas têm de ser feitas em jejum e levar a 1ª urina do dia. As requisições irão ficar no atendimento de FIV e quando as for levantar marco as consultas de acerto e de anestesia, que só não ficaram marcadas, porque eu disse que iria de férias em Julho (o que não é mentira) e que assim preferia que as consultas fossem em Agosto (assim também dou tempo aos ovários para descansarem da 6ª FIV/ICSI), o que quer dizer que depois se começa o tratamento no próximo ciclo, que deverá calhar lá para Setembro.

Tudo na vida tem um limite e este é o nosso limite: a 7ª FIV/ICSI.
Se não resultar, a ovodoação é a solução: ainda esta semana ficámos inscritos à espera de uma dadora de óvulos na IVI.

Na IVI uma ovodoação custa 7 mil e qualquer coisa euros, mas como temos o cartão de sócios da APF (Associação Portuguesa de Fertilidade), temos 10% de desconto, ou seja, na realidade vai ficar mais ou menos com 700 euros de desconto, ou seja, a 6 500 euros mais ou menos.
Ser sócia da APF custa só 30 euros anuais. É um cartão que tem dado muito jeito todos estes anos e que se tem pago a ele próprio com os descontos que obtemos.
A ICSI na IVI é mais barata que uma ovodoação na IVI (mas bastante mais cara que nos Lusíadas). Os Lusíadas não têm ovodoação. Nos Lusíadas a ICSI custava 3 mil euros (e com 10% de desconto com o cartão de identificação HPP), ou seja 2700 euros, enquanto que na IVI são 5 mil euros (e com 10% de desconto do cartão da APF), ou seja, 4500 euros. A este valor da IVI, somamos o preço da técnica MACS e do Embryoscope, que é um extra recomendado para o nosso caso, que custa mais 500 euros (menos 10%), ou seja, somam-se 450 euros aos 4500 euros, o que dá um total de 4950 euros. No entanto, na IVI não se paga mais nada, nem análises, nem consultas, nem ecos. Nos Lusíadas as análises, ecos e consultas são pagas fora à parte.
A somar a isto tudo, independentemente do sítio, é preciso acrescentar o preço da medicação.

Na MAC, só se pagam as análises, tudo o resto está incluído, não é preciso pagar nada. Somente temos de pagar a medicação.

Quando os médicos prescrevem a medicação, normalmente (se não se esquecerem e se esquecerem estamos lá para relembrar) que precisam de colocar que a medicação encontra-se abrangida por uma portaria, o que significa que é comparticipado pelo Estado em 69% salvo erro. Ou seja, apesar de a medicação ser cara, já levou com o desconto do Estado (nem quero imaginar o preço se não fosse comparticipada nesta percentagem).

Mas tenho fé que a ovodoação vá resultar, na ICSI já não tenho assim tanta fé, face ao desenvolvimento dos nossos embriões ser sempre... como é que é mesmo a palavra?.. ah, pois, mau!
E na MAC sempre me podem recusar fazer a ICSI quando levar lá o relatório da IVI (alertaram para isso da primeira vez que lá fomos, que o Estado não é obrigado a conceder as 3 tentativas, se os médicos decidirem que não vale a pena fazer mais), mas prefiro que tenham a informação toda, do que estar a omitir e estarem a fazer experiências que já foram feitas, nem que o preço desta minha acção seja a recusa do tratamento.