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terça-feira, 16 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: As pipocas começam a saltar


Mais uma ficha, mais uma voltinha!

Hoje fui mais uma vez às análises na MAC...sabiam que agora já não é preciso levarmos a requisição para o laboratório de análises clínicas da MAC, é tudo digital! Basta mostrar o cartão da MAC e identificação no laboratório, e está dada a entrada para fazer a análise.
Hoje havia muito pouca gente por lá, tinha 4 ou 5 pessoas à minha frente. Se calhar é dos efeitos da chuva, do trânsito, dos acidentes na estrada por causa da chuva... Cheguei às 8 e às 8 e meia estava despachava da análise. Calhou-me a analista que da outra vez me picou no tendão do braço, mas desta vez correu tudo bem, acertou na veia logo à primeira, não fiquei com o braço negro (faço sempre pressão no sítio da pica com o dedo, para evitar o derrame e por consequência evitar a nódoa negra).

Subi ao PMA e por lá também estava tudo muito vazio. Pouco tempo depois chamaram a 1ª menina para ir fazer a eco, e logo de seguida fui eu.
Lá segui o ritual no "vestiário", de tirar só a parte de baixo da roupa, vestir a bata com a abertura para trás e esperar ouvir o meu nome, para entrar na sala da eco.
Hoje foi a Dra Sofia a fazer a eco. Ouvi-a contar o tamanho dos folículos, tinha já uns 2 crescidos com tamanho 15 e 13 e o resto estava a desenvolver. Irei regressar na 6ª feira, para nova análise e eco. Até 6ª tenho a medicação necessária, por isso não trouxe prescrição para comprar mais.

Por volta da hora de almoço recebi a chamada da enfermeira da MAC: iria descer a dose de Gonal-F para 100ui, em vez de 150 ui, continuar com o Decapeptyl de manhã e confirmou-me que iria voltar na 6ª. Para reduzir a dose da injecção de Gonal-F só significa uma coisa: o estradiol está a subir e é preciso travar o crescimento acentuado, para não levar a uma hiperestimulação. Os folículos estão a começar a crescer que nem pipocas!


Previsão de data da punção: para a semana que vem.

Também hoje recebi uma chamada da IVI!
Finalmente apareceu uma doadora compatível!


Informei que de momento estava a fazer a FIV na MAC, já perto do final do tratamento, mas que continuava interessada na doadora, porque o Dr Sérgio tinha-me dado indicação de que poderia fazer esta FIV e ele estava a par, de que em princípio daria um negativo, tal como se prevê que seja, dado o meu histórico. Da IVI, disseram-me que iam falar com um médico e que já me ligariam de volta. Ligaram de volta e pediram-me que, quando terminasse este tratamento, deveria entrar em contacto com eles com o resultado, para avançarmos com o procedimento com a doadora, que esperará por mim.

Estou animada, acredito profundamente que com a doadora, tudo dará certo.
Aguardo pacientemente... ao fim ao cabo já são anos de espera... desde 2009 a tentar.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: consulta de fecho de ciclo na IVI

Hoje tivémos a consulta de fecho de ciclo, desta 6ª FIV/ICSI.
Ao fim do dia, lá fomos nós à IVI debater os resultados... a opinião do Dr Sérgio é que mesmo tendo um ambiente controlado de desenvolvimento dos embriões no laboratório (com o Embryoscope), a filtragem dos melhores espermatozóides (com o MACS), a alteração da medicação e se ter feito tudo o que estava ao alcance para obtermos melhores óvulos, e com isso melhores embriões... o resultado obtido com embriões que páram de se desenvolver, devido à sua má qualidade, continua a ser uma constante ao longo destas 6 FIV/ICSIS que já fiz até agora.
A opinião do Dr é que não vale a pena continuar a fazer mais FIV/ICSIs, porque vê-se que é determinístico que com os nossos gametas, independentemente do protocolo usado, o resultado é sempre o mesmo.
E como o padrão de degradação dos embriões é sempre o mesmo, a forma como acontece a má qualidade, é indicativo de que seja a qualidade os óvulos que estão a provocar este resultado negativo. A recomendação foi de recorrer a doadora de óvulos.
Já tínhamos ponderado esta decisão em casa e estamos de acordo que é por aí que conseguimos realizar o nosso sonho, que tanto perseguimos.

Por isso, hoje na IVI já preenchemos o formulário das características de cada um de nós, cor do cabelo, cor dos olhos, tipo de cabelo, cor da pele, altura, peso, estatura, tipo sanguíneo... para que seja encontrada uma candidata a doadora compatível com as nossas características.
E assim entrámos em lista de espera na IVI, para ovodoação.

Pelo que sabemos, as candidatas têm de ter menos de 35 anos, serem saudáveis e sem doenças genéticas (e sabemos que são recompensadas monetáriamente, diz a lei que é para pagar as despesas). As doadoras são anónimas, não saberemos quem doou os óvulos nem a doadora saberá para quem irão os seus óvulos. Ovodoação é algo que não é muito divulgado, mas apelo a quem o possa fazer, que o faça, porque é a única forma de eu e muitas outras mulheres, poderem ser mães.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: Sem transferência de embriões!


O dia começou com um telefonema.
A directora do laboratório da IVI ligou de manhã, para nos dar as prometidas novidades sobre os embriões restantes que tinham ficado em laboratório. Gostaria muito de vos poder dizer que as novidades são boas, que os embriões tivessem recuperado, mas tal como já esperava, não foi isso que aconteceu. Os embriões pararam de se desenvolver e assim ficou sem efeito esta transferência de 5º dia (D5).

Como estou a fazer a progesterona, recebi a indicação de que ainda deveria fazer esta medicação hoje e amanhã, e então parar.
Já ficou marcada a consulta de fecho do ciclo com o Dr Sérgio, lá para o final do mês, para que possamos discutir estes resultados e ainda, obter o relatório desta 6ª FIV/ICSI, para levarmos à MAC quando formos novamente chamados para a 3ª tentativa que o Estado nos concede. Segundo as minhas contas, serei chamada à MAC em Julho, quando faz 1 ano desde a data da punção. Neste momento nem tenho muita pressa em ser chamada, para deixar o corpo recuperar e fazer a última FIV/ICSI (sinto-me inchada que nem uma porca, com a barriga enorme!). Dizem que são precisos 2 meses para recuperar, logo... estamos em início de Junho, é preciso deixar passar este mês, Julho e só lá para Agosto ou Setembro é que posso fazer nova FIV/ICSI. A 7ª FIV/ICSI.


Se não resultar, partiremos para a sugestão dada pelo Dr Sérgio da IVI: a doação de óvulos. Entraremos para lista de espera, à espera que surja uma doadora com as minhas características físicas (e tipo de sangue compatível). Seguem este critério para que haja semelhança física, que se consegue que seja na ordem dos 70% de semelhança com os pais, sendo o restante atribuído às diferenças relativas ao órgãos internos: 50% vem do DNA do pai, e 20% do DNA da doadora será relativo às semelhanças físicas. 70%, nada mau... sempre é melhor do que um zero.

A doação de óvulos (ovodoação) é indicada para os casos de mulheres que estejam em menopausa, menopausa precoce, mulheres que nasceram com ovários que não funcionem, quimioterapia, radioterapia, mulheres sem ovários (devido a cirurgia), idade materna avançada, mulheres com doenças genéticas ou falhas repetidas de FIV's. Eu encaixo neste último perfil: falhas repetidas de FIV's, indicador de que os meus ovários não são capazes de produzir óvulos de boa qualidade. Para além disso, a taxa de sucesso encontra-se relacionada com a idade da mulher doadora dos óvulos, onde só são aceites mulheres jovens e sem historial de doenças genéticas, não interessando a idade do útero (parece que o útero não envelhece). Por isso, com 1 ou 2 tratamentos em que se usem doações de óvulos, cujas taxas de sucesso rondam os 50 a 60%, consegue-se obter uma gravidez.
Fonte: Procriar

Entretanto, resta-nos continuar à espera que esta cadeira vazia, um dia esteja ocupada, com muita alegria.





domingo, 8 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: O Universo conspira contra nós

Ontem era suposto ser o dia da transferência dos embriões. Eram 9 embriões na 5ª feira, estava cheia de esperança de que seria desta.
Para a transferência recomendaram que às 10.00 fosse ao wc despejar a bexiga e depois bebesse 3 copos de água; estar na IVI às 10.30 e a transferência seria às 11.

Como mandaram aplicar as bolinhas de progesterona desde 5ª feira (200mg à noite e de manhã), seria para fazer isso também no dia da transferência dos embriões. A aplicação destas bolinhas tem um truque, que não é ensinado sempre. Ali na IVI chamaram a atenção para esse detalhe: depois de aplicar as bolinhas via vaginal, depois de acordar e antes de adormecer, devemos permanecer deitadas para que as bolinhas derretam e sejam absorvidas. Não interessa fazer a aplicação das bolinhas de 12 em 12 horas, porque o que é importante é que elas se mantenham lá dentro. Se andarmos levantadas ou sentadas, elas acabam por sair e não fazem o efeito que se pretende: o corpo absorver a progesterona. Por isso, de manhã meto o despertador a tocar mais cedo, para aplicar as bolinhas da manhã, e durmo mais 1h.
Ora, no sábado já eu tinha feito isto quando me ligam. Mauuuu! No news are good news, por isso para ligarem não devia ser coisa boa. E de facto não era.

Ligaram a dizer que naquele momento já só tinha 2 embriões: um com os habituais 35% de fragmentação e outro muito lento, só com 4 células. Recomendaram não fazer a transferência e deixar os embriões no laboratório até 2ª feira para verem a sua evolução e na 2ª feira darão notícias novamente.

Pessoalmente, eu perdi toda e qualquer esperança. Sei que todos os meus embriões com 35% de fragmentação das ICSI's passadas paravam de evoluir. Ter o outro embrião lento só com 4 células também não é normal e por isso a natureza também se encarrega de o descartar.

Basicamente, o Universo continua a conspirar contra nós, não me concede o desejo de uma gravidez.

O universo conspira contra nós

De acordo com os nossos planos, já só vamos aproveitar a última tentativa que nos resta da MAC. Acabamos assim com as tentativas de mais FIV's. Estou farta disto, de passar por todo este processo de injecções, punções que me deitam sempre abaixo e das notícias repetitivas de que os embriões não têm qualidade. Sinto uma enorme tristeza por  saber que não vou ter descendentes com os meus genes, com a minha inteligência, com as minhas características físicas, de não poder ver fotos de mimem pequenina e dizer que é tal e qual a minha cara em pequena. Nem a Ciência, que consegue ajudar tantos casais a obter aquilo que a Natureza lhes nega, nos consegue ajudar. Sinto-me revoltada.
É injusto. É só o que consigo dizer.

Próximos passos: como não vejo a MAC a obter um resultado diferente... A seguir à MAC vamos recorrer à doação de óvulos na IVI. Se é esta a única forma de poder engravidar e ser mãe, então assim seja.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: D1 dos embriões, D-2 da transferência

Hoje é o D1 (dia 1) dos embriões, que devem estar felizes e contentes na estufa do laboratório da IVI.

Hoje ligaram-me da IVI, a dar o status do que aconteceu no laboratório desde ontem.
Dos 19 ovócitos recolhidos, 15 foram microinjectados (quer dizer que 15 estavam maduros) e 9 formaram embriões. 9! Wow! Não estava à espera que houvesse tantos maduros, nem tão pouco que fossem formados 9 embriões! Estava a contar com menos que isso... mas estas notícias deixam-me muito contente!

Hoje já tive poucas dores no baixo ventre (zona dos ovários), mas senti náuseas durante todo o dia. Fui trabalhar, conforme me fora recomendado ontem, fui bebendo água ao longo do dia (tento não me esquecer de beber água, o que para mim é frequente acontecer) para ajudar a eliminar restos de anestesia que ainda corra em mim, e que segundo a enfermeira que me ligou, é o que me anda a causar náuseas.

Também me informaram que a transferência vai ser no sábado de manhã, e não na 6ª conforme me tinha sido dito ontem. Ok, em vez de ser uma transferência de 2ºdia, como tem sido habitual até aqui, é uma transferência de 3º dia. Andei a ver o que significa transferir o 2º dia ou 3º dia e concluí que as transferências de 2º dia são feitas quando os embriões são poucos (como me tem acontecido) e por isso precisam de ir o mais rapidamente possível para o útero. Quando o número de embriões é elevado, como desta vez, podem-se deixar mais tempo em laboratório para se ter a certeza de quais têm uma maior qualidade.

Para quem não sabe... o que é isto do D1?
Bem, passo a explicar de forma simples.. conta os dias de vida do embriões, independentemente da data da transferência para o útero.

  • D0, ou dia zero, é o dia em que ocorre a fecundação, o dia em que os óvulos são unidos aos espermatozóides em laboratório.
  • D1, ou dia 1, é o dia a seguir à punção. Normalmente é o dia em que ligam do laboratório a dizer quantos embriões foram formados. Esta informação baseia-se na observação da formação do zigoto, que é a célula inicial do corpo humano. É a partir desta célula que se vão fazendo as divisões celulares que formarão um ser humano - é o processo de clivagem.
  • D2, ou dia 2, é o 2º dia dos embriões, que já terão 2 a 4 células, se as divisões celulares forem as correctas.
  • Em D3, os embriões terão em torno de 8 células.
  • Em D4, os embriões atingem o estado de mórula, onde as divisões celulares ocorrem cada vez mais rapidamente e se deixa de conseguir distinguir os limites das células.
  • Em D5, os embriões atingem a fase de blastocisto.


And so on... é fantástico o milagre da Vida, não é?



quarta-feira, 4 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: Punção!

Cá estou eu depois de ter tido alta na IVI!
Bem, mas onde é que eu tinha ficado?
Ah sim, tinha dito que iria regressar na 2ª feira, dia 2 de Junho, para mais uma eco e análises. Bem, quando me ligaram no sábado, disseram para aumentar a dose do Menopur para 100ui e assim fiz. Administrei 75ui das doses individuais e depois fui buscar mais 25ui ao frasco que estava a acabar. Ainda deu para fazer isto no sábado e domingo.
Quando voltei à IVI na 2ª feira, fiz a eco com o Dr Sérgio, como habitualmente, e tinha ainda outra Dra que presenciou a eco (não me lembro do nome dela, mas era novinha). Tinha ovócitos com 19mm, outros com 18mm, 17mm e muitos com 13 e 12mm. O Dr explicou que não iríamos esperar que estes de 13 e 12 crescessem, porque estes seriam os que iriam provocar a hiperestimulação, e que os maiores chegavam para a punção. A medicação da última injecção iria depender do resultado da análise: Pregnyl + Dostinex caso o estradiol ainda estivesse bom, o que depois iria permitir a transferência dos embriões a fresco, ou o Decapeptyl para parar os ovários e neste caso seria preciso congelar os embriões, porque não seria possível fazer transferência (parece que o Decapeptyl estraga a qualidade do útero, segundo palavras do Dr. Sérgio). De qualquer forma, deveria ter na minha posse estes medicamentos à hora da chamada do resultado das análises, porque como são difíceis de achar à venda no imediato, depois poderia não ter tempo de os comprar. A punção ficou então marcada para 4ª feira (hoje) às 8h00.
Fiz as análises e a enfermeira dispensou-me o Decapeptyl (3 doses de pó para 1 de líquido) caso fosse este o medicamento escolhido à hora do telefonema. Uma amiga tinha uma embalagem de Pregnyl, da qual já não precisa porque está grávida (parabéns linda!) e que me deu. Por isso na farmácia comprei o Utrogestran (para depois aplicar quando for a transf.), o Dostinex (parece que baixa a prolactina, previne a hiperestimulação) caso o Pregnyl fosse o eleito, e ainda um antibiótico, chamado Azitromicina, para tomar à noite na véspera da punção.

Azitromicina
Azitromicina

A enfermeira alertou que este antibiótico é potente, porque muita gente fica com vómitos, náuseas, diarreia depois de o tomar... bem, assim apelidei-o de "a bomba".
À noite ligaram-me a dar luz verde para dar a injecção de Pregnyl (yeah!!) às 20h30 e tomar um comprimido de Dostinex depois de jantar.

Dostinex 0,5 mg
Dostinex 0,5 mg

3ª feira fiquei com náuseas e sonolência durante o dia, por causa do Dostinex... e à noite, depois do jantar, lá tomei os 2 comprimidos da "bomba" e o 2º comprimido de Dostinex. Devo dizer que a "bomba" fez-me efeito 1h depois de a ter tomado. Comecei por ficar com náuseas, fiquei cada vez mais mal disposta ao ponto de achar de ia vomitar a qualquer momento. Fui para o wc, ainda tive aquela convulsão de vómito por 2x, mas felizmente não vomitei. A seguir bebi água para ver se o estômago acalmava e depois achei melhor ir dormir, pelo menos a dormir não iria sentir má disposição. Pelo sim, pelo não, meti um alguidar ao pé da cama, caso acordasse, pronta a vomitar e sem ter tempo de me levantar. Felizmente, não foi necessário!
Tinha instruções para fazer jejum de líquidos e sólidos a partir das 24h, como é normal para todas as punções que fiz até hoje. Para todos os efeitos, é um procedimento cirúrgico com anestesia, se bem que lhe chamam de sedativo.
4ª feira (hoje) acordámos às 6.30, tomei uma banhoca, lavei os dentes, vesti uma roupa confortável e estava pronta para sairmos. Tinha instruções para não usar perfumes, óleos, cremes, desodorizantes, nada... não levei as lentes de contacto (não se podem levar, levei os óculos na cara), não se podem levar brincos, nem anéis, nem nada de bijuteria e também não se podem levar as unhas pintadas. Obedeci a tudo isto.
Ainda não eram 8h e já lá estávamos à porta da IVI. Quando apareceu uma recepcionista, entrámos, esperámos muito pouco tempo até nos chamarem para irmos para o quarto que nos estava destinado. Sim, ali tem-se direito a um quarto, parecia uma suite de hotel, com o wc privativo muito bonito, moderno, com chuveiro...! Vesti a bata (com a abertura para a frente) e aguardei deitada na cama, depois de ter ido esvaziar a bexiga (pedem sempre a bexiga vazia para a punção). O meu J aguardava perto de mim, no quarto, sentado na sua "poltrona".
Depois apareceu uma enfermeira para me colocar o soro (aii!) mas, surpresa das surpresas, não foi colocado na mão, onde me dói sempre. Meteram na veia do braço, onde costumam tirar sangue (ahhh!). Maravilha, não doeu nada!
Pouco depois apareceu a anestesista para confirmar que estava em jejum, que não tinha alergias, se já tinha levado anestesia alguma vez (sim, na remoção do apêndice e nas 5 FIV's anteriores), perguntou como tinha sido o meu acordar das outras anestesias (sempre bem-disposta!), tudo ok! Depois apareceu a enfermeira que me levou para a sala do bloco. À entrada tinha 2 enfermeiras: uma que me colocou a touca no cabelo e outra os pezinhos, nos pés, depois entrei no bloco onde tinha um batalhão à minha espera. Tinha a Dra Catarina (desconfio que foi ela que fez a punção), que se apresentou, e depois mandaram-me deitar na "cama" do bloco, primeiro sentar à beirinha da cama, meter pernas no encaixe das pernas, braços abertos, metem-me o oxímetro no dedo, no braço o medidor de tensão, metem-me os autocolantes para observarem os batimentos cardíacos... e a anestesista lá me dá a pica de qualquer coisa no soro, lembro-me de ela dizer "agora vai sentir frio no braço", injecta a anestesia, metem-me a máscara do oxigénio na cara e dizerem-me "agora inspire fundo"... inspirei (cheirou-me a baunilha?) e apaguei. Voltei a acordar no quarto, com o J sentado na poltrona.

Punção dos ovócitos

Ainda não o tinham chamado para fazer a parte dele.
Perguntei-lhe se sabia como é que me tinham metido na cama, por curiosidade, e ele disse-me que me levaram até ali deitada numa maca, e que depois me deram instruções para eu me mover de uma cama para a outra, e que eu fiz o que me pediram, passar as pernas, fazer força para me mover.... É engraçado que não me lembro de nada disto.
Trouxeram-me o pequeno almoço, bolachinhas de água e sal e um pacote de sumo de pêssego e uva, disseram-me que podia ir ao wc quando quisesse e que deveria ter pequenas perdas de sangue hoje e amanhã. Só se fossem perdas abundantes é que deveria ligar para lá imediatamente, ou caso tivesse dores fortes. Posso tomar paracetamol e amanhã já posso ir trabalhar. Entretanto disseram ao J para ir fazer a parte dele, que tratou do "negócio" no wc da suite, e depois ligou à enfermeira para entregar o copinho com o material. Achei isto curioso, manterem os espermatozóides o máximo tempo possível com o J.
Tal como das outras vezes, hoje estou deitada em repouso, acompanhada pelo maridão para me supervisionar algum efeito da anestesia, e estou proíbida de fazer esforços físicos.
Recomendação: beber muita água!
Depois amanhã vão-me contactar para dar informações de como as coisas estão a correr no laboratório e marcar hora para a transferência dos embriões na 6ª.
Desejo um namoro brilhante aos meus meninos lá no laboratório, e na 6ª cá estou eu pronta para os receber.

sábado, 31 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: mais eco e análises

Ontem fomos a mais uma sessão de eco + análises com o Dr Sérgio.
Estou com imensos óvulos em crescimento, típico de quem tem SOP como eu, a maioria com o tamanho 12, e o estradiol já anda a dar o ar de sua graça nas análises, de modo a que o Dr alertou para o facto de poder haver hiperestimulação e para evitar riscos existe o plano B: em vez de levar a injecção de Pregnyl (a última injecção), levar a injecção de Decapeptyl, que pára com a estimulação dos ovários. O contra disto tudo, é que o Decapeptyl estraga a evolução do útero e não permite que seja feita a transferência dos embriões a fresco, tendo de fazer um período de repouso, congelar os embriões e depois fazer uma TEC (tal como foi feito com a minha 1ª FIV/ICSI). Ora, os meus embriões são sempre de qualidade má, pelo que se forem congelados, ao descongelar perdem sempre qualquer coisinha de qualidade, outros não resistem ao descongelar e por não estou muito confiante que corra tão bem como se fosse uma transferência a fresco.
Pronto, já começo a desmoralizar com este tratamento se tivermos de interromper a coisa...

Foi feito o ensaio da transferência após a eco e claro que correu tudo bem com o ensaio. Eu já sabia das outras FIVs que o meu corpo não dá problemas com a inserção do tubinho da transferência dos embriões, que é colocado pela dita cuja, até ao interior ao útero, com o auxílio do célebre bico de pato, mas de qualquer das formas, acho bem que ali seja feito um ensaio para garantir que corre tudo bem com a transferência.

O Menopur está perto do fim e por isso trouxe uma receita para comprar mais Menopur e com a indicação para fazer apenas 75u de Menopur (5 unidades de 1 frasco de pó + 1 dose de líquido). Atenção que estas doses não trazem a seringa nem as agulhas (a fina para aspirar o líquido e injectar no corpo e a grossa para fazer a mistura do líquido com o pó). De qualquer das formas, perguntei à enfermeira se à noite podia aspirar com a seringa todo o líquido que tenho no frasco de Menopur (o que está a acabar) para saber quanto me resta e ela disse que sim. Fiz isso à noite e ainda tinha 150u, pelo que administrei 75u deste frasco.



Como o estradiol precisa de ser vigiado de perto, disseram para regressar hoje e fazer novamente análises e eco (desta vez com a Dra Tatyana, que era quem estava de serviço). Hoje lá voltei e aproveitei para perguntar qual o valor do estradiol com que estou. Parece que ontem estava com 1700 de estradiol. Nos Lusíadas, a decisão de transferir ou congelar era baseada no valor do estradiol: até 2000 podia ser feita transferência a fresco.

Depois de lá ter ido, a Dra Tatyana (é muito simpática, assim como toda a gente que por lá tenho conhecido) ligou a dizer que para hoje e amanhã posso subir o valor do Menopur para 100u. Assim será.
Entretanto trouxe a receita para o Pregnyl, Decapeptyl (só se compra um deles, consoante a indicação que mais tarde me será dada) e ainda para comprar um antibiótico, a ser feito na véspera da punção.

De cada vez que recebo a indicação para comprar medicação, dizem-me para fazer o ensino com a enfermeira, o que vale sempre a pena, porque há medicação que não traz a seringa e agulhas e desta forma a enfermeira dá-nos isso, logo nunca somos apanhados desprevenidos com a medicação.
Se tiver de fazer o Decapeptyl, será para misturar 3 doses de pó com 1 dose de líquido.

Agora devo regressar na próxima 2ª feira, para mais análises e eco.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: eco + análises

Quote Nothing is impossible

Desde a última vez que aqui escrevi, já voltei à IVI mais duas vezes.
Uma delas foi na 2ª feira passada, onde se observou que o endométrio (útero) já começou a crescer (o que significa que a hormona que faz com que ele cresça já está a ser segregada devido ao crescimento dos óvulos) e que os óvulos também estavam a progredir, devagar, mas estavam a progredir. No meu caso é preciso ter muito cuidado, porque com ovários poliquísticos, tem-se um arranque mais lento mas depois a progressão é exponencial, por isso é preciso muito cuidados com as doses da injecção que faz a estimulação dos ovários. Depois da consulta, fui levada para a sala das análises, onde depois a analista veio ter comigo e retirou o sangue, para se avaliar o estradiol.
À noite, recebi a chamada da IVI para reduzir a dosagem, de 150u para 130u. E assim fiz.

Tinha marcação da próxima consulta para hoje de tarde, e lá fui eu.
Os óvulos já estavam com 10mm, vários, um maiorzinho e os restantes com 10 e 9mm, acho que no total foram anotados 10. O endométrio também já estava com o tamanho de 10mm. Acho que desta vez está mais "gordinho" do que das outras vezes. Julgo que das outras vezes o tamanho era de 8 vírgula qualquer coisa.... Pode ser que seja efeito do outro medicamento que fiz antes de começar o ciclo, o Dermestril (continuo sem saber para que seria...). É para continuar com os 130u de Menopur e amanhã começo com o Orgalutran.

Agora volto lá na 6ª feira, com previsão de punção para a próxima 4ª feira.

sábado, 24 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: Dia de análises

Depois de 2 dias de injecções de Menopur, a 130u, hoje foi dia de controlo com análises.
Na IVI marca-se a hora das análises, coisa que não se faz nos outros lugares onde fui até agora.
Dormi mal a pensar que me poderia deixar dormir e deixar passar a hora das análises... fartei-me de acordar várias vezes durante a noite, mas felizmente não adormeci quando o despertador tocou (se bem que passei o resto do dia com sono).

Às 10.30, hora que tinha deixado marcada desde 4ª feira, lá estava eu. Fiz as análises e transmitiram-me a informação de que se fosse para alterar a dosagem das injecções, receberia uma chamada até às 21.30. Se não me ligassem, deveria manter. Ligaram-me durante a tarde, para me dizer para aumentar a dose de Menopur de 130u para 150u. E assim farei.

Como ainda não tinha marcada a próxima consulta (eco + análises) deixei hoje marcada para o dia recomendado pela enfermeira: próxima 2ª feira lá estarei para a contagem dos ovócitos na eco e para fazer as análises de controlo do estradiol.

So far so good.. se bem que tenho um medo que isto dê para o torto, faça hiperestimulação e tenha de cancelar a transferência. Passei mal da outra vez e não é algo que goste de sentir, a falta de ar, sentir-me inchada (com uma barriga que parece que vai explodir), obstipação... Pode ser que com o Menopur as coisas corram bem.



sexta-feira, 23 de maio de 2014

6ªFIV/ICSI: Um novo início

"A new beginning" é a frase que mais me tem ocorrido nestes dias...


Desde que comecei a colocar os pensos transdérmicos de Dermestril, 2 de cada vez e trocar a cada 48h. A enfermeira recomendou colocar os dois pensos do mesmo lado da barriga (no baixo ventre), para deixar a pele do outro lado descansar.
Mas sabem que os pensos começam a descolar com o suor? Então tive de recorrer a fita adesiva para colar os adesivos ao corpo, para que não descolassem de todo.
Comecei a descobrir que o penso que ficava mais perto do centro da barriga descolava pouco, então comecei a colocar os 2 pensos sempre no mesmo sítio, os dois ao centro e sempre a reutilizar o mesmo síto da pele. Felizmente o tempo também arrefeceu, o que ajudou a que se mantivessem colados (sem eu suar).
Mas já continuo com a história do Dermestril.


Entretanto, na 2ª feira passada dia 19 de Maio, aparece-me o Mr. Red (dia 1 do ciclo) e lá tratei eu de ligar para a IVI para marcar a eco que o Dr Sérgio tinha pedido, entre o dia 1 e 4 do ciclo. Ficou marcada para 4ª feira passada, dia 21. A recomendação do Dr Sérgio tinha sido continuar com o Dermestril até à eco e assim fiz.

Chegou a 4ª feira e lá fomos nós.
O Dr fez a eco, viu que estava tudo ok e lá passou a prescrição para comprarmos as injecções Menopur e Orgalutran, e para começar com o Menopur no dia seguinte, dia 22, e para escolher um horário entre as 21.30 e as 23h e manter esse horário nos dias seguintes. Como nunca fiz o Menopur, tive de pedir para me fazerem o ensino destas injecções. Ora, a preparação do Menopur é completamente diferente dos outros indutores de ovulação que fiz no passado (Puregon e Gonal-F). O Puregon e o Gonal-F são canetas do tipo diabéticas, de fácil aplicação, e era preciso guardar sempre no frigorífico. Ora, o Menopur não é assim. O Menopur guarda-se no frigorífico até se fazer a mistura do líquido com o pó. Sim, com o Menopur é preciso fazer uma mistura, que não era preciso fazer com os outros. Depois de fazer a mistura, já não é preciso guardar no frigorífico (confirmei isto na bula do Menopur).



Entretanto disse-me para deixar de colocar os pensos de Dermestril nesse dia. Quando os retirei, a minha pele estava irritada, vermelha e ainda hoje não passou... continuo com 2 bolas vermelhas na barriga. Já atenuaram mais um pouco, tenho colocado hidratante, mas as marcas ainda não passaram.

O dia 22 chegou e à noite (escolhi logo as 21.30 para fazer a injecção) lá fui fazer a mistura: temos o frasquinho com o pó, 2 seringas já cheias com o líquido e uma agulha grossa: Numa das seringas mete-se a agulha, espeta-se a seringa no frasquinho (tem uma tampa de borracha que serve para ser picada sem se perder o líquido) e injecta-se o líquido para dentro do frasco. Deixa-se a agulha espetada na tampa, desenrosca-se a seringa e coloca-se a outra seringa cheia com o líquido na agulha. Injecta-se também esta seringa para dentro do frasco e retira-se a seringa. Depois é preciso deixar o pó dissolver (não abanar o frasco para não criar bolhas de ar) e se for preciso ajuda para dissolver, rodar um pouco o líquido dentro do frasco, devagar. A preparação está feita. Agora o resto é só tratar de injectar isto na barriga.



A embalagem do Menopur traz muitas seringas descartáveis já com a agulha fina colocada, e ainda embalagens individuais de um quadradinho embebido em álcool, para desinfectar a zona da barriga a ser picada.
Pega-se numa dessas seringas, tira-se a tampa da agulha e depois é só aspirar do frasco, a dose de líquido prescrita (no meu caso era para ser 150, mas pedi para ser menos com medo da hiperestimulação e o dr acedeu ao meu pedido e prescreveu 130). Como a seringa não tem a marca de 130, é só aspirar até meio do tracinho dos 112,5 e dos 150, com o frasco virado ao contrário (porque a agulha é curta e não chega ao líquido).



 E pronto, lá injectei a dose na preguinha que se faz na barriga, com os dedos da mão esquerda, enquanto que a direita segura na seringa. Tenho a sensação que estas agulhas finas não são tão finas como as do Puregon e do Gonal-F. Parece que custam um pouco a espetar enquanto que com as outras entravam pela pele adentro sem dificuldade.

E assim começou este novo tratamento, "a new beginning" que pode vir a ter um final feliz.

sábado, 10 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: Eco para observação dos ovários

Olá olá!

Voltámos da nossa viagem anual, no passado domingo de Páscoa.
Fomos dar "uma volta" ao Médio Oriente, com uns dias passados no Dubai e depois uma semana nas Maldivas. A-DO-REI!

Safari no deserto, no Deserto das Arábias

No Dubai senti-me completamente segura, é um Emirado com bastante diversidade cultural, logo não senti extremismos que normalmente se associam aos países muçulmanos. Ter evitado a época do Ramadão também ajuda. No Dubai vive-se e respeitam-se outras culturas, é completamente moderno, com edifícios arranha céus enormes (muitos deles com altura superior à da Torre Eiffel), a noção de espaço perde-se completamente. Parece que é tudo perto mas não é, aquilo que parece ser já ali ainda leva muito tempo até lá chegar.
No Dubai fica o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, o único hotel 7* do mundo o Burj Al Arab, o maior centro comercial do Mundo o Dubai Mall, que tem lá dentro um "oceanário", uma pista de patinagem no gelo, no exterior tem um show nocturnos de jactos de água, luz e música num lago artificial, noutro centro comercial o Mall of The Emirates, encontra-se uma enorme pista de ski (com neve!). Fizémos um safari no deserto, andámos de jipe pelas dunas, andei de camelo, vimos danças do ventre enquanto jantávamos um churrasco num acampamento feito no deserto... Gostei imenso do Dubai e gostava de lá voltar no futuro.

A descansar nas Maldivas

Nas Maldivas, vive-se paz e harmonia. Fomos para o atol que fica a sul do atol da capital, Malé, para uma ilha pequeníssima (parece que são todas assim por lá) onde dava a volta a pé em 15m. Havia dias em que dava a volta à ilha duas vezes de seguida, que loucura!
Por lá existe muita natureza, passarinhos a cantar a toda a hora, animais estranhos que não nos fazem mal, o mar com um azul turquesa lindo de morrer, coral pertíssimo da praia (sempre que íamos à água depois fazíamos snorkeling para ver os peixinhos coloridos que habitam no coral, vimos tubarões bebés, raias, mantas, e à noite víamos tubarões grandes (nurse sharks, whitetip reef sharks e blacktip reef sharks) ao caminhar até ao pontão. Todo este contacto com a natureza deixa-nos uma sensação de bem estar enorme, muita tranquilidade e muito relaxamento! Não tem nada a ver com o ritmo de festa que se vive nas Caraíbas (que eu também adoro de coração).

Maldivas

E com um estado de espírito assim bem tranquilo, inicio mais um tratamento, desta vez na IVI, tal como já tinha dito noutros posts.
Tinha ficado combinado com o Dr Sérgio que iria marcar eco entre o 22º e 24º dia do meu ciclo, para se verificar se já tinha ovulado ou não (para as outras pessoas "normais" seria no dia 14 do ciclo). E assim lá fui na 4ª feira passada, dia 7, e tinha um folículo bem grande mas que ainda não tinha libertado o óvulo. Desta forma, o Dr passou-me uma análise para fazer na 6ª feira (passados 2 dias) para verificar a ovulação e tinha ficado combinado telefonar quando tivesse o resultado nesse dia. Assim foi. Fiz a análise de manhãzinha, à hora de almoço já tinha o resultado e liguei a dar a resposta: 4,4 era o valor da progesterona. Recebi depois um telefonema de volta a dizer para começar com a aplicação dos pensos na pele, Dermestril 100 hoje, 2 de cada vez com indicação para trocar de 48 em 48h até menstruar. Quando menstruar, terei de telefonar para lá para que me seja feita eco entre o dia 1 e 4 do ciclo.
Não sei bem se é para começar logo com as picas depois dessa eco... porque é a primeira vez que me é indicado para colocar estes pensos Dermestril na pele e das outras vezes começava logo com as picas no 2º dia do ciclo. Pelo que leio na embalagem, o Dermestril é estradiol, não sei bem qual é a sua função.
Ah, e fiquei a saber que desta vez as injecções para estimulação dos ovários são de Menopur (das outras vezes foi sempre Gonal-F ou Puregon).
Veremos o que me aguarda.

Gosto das diferenças, pelo menos sei que algo de diferente está a ser tentado e pode ser que assim tenha um resultado diferente do das outras vezes.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

6ª FIV/ICSI: 2ª consulta na IVI de discussão de exames



Depois de se ter tentado obter o tal relatório de opinião do Dr Neves que pudesse indicar qual dos gâmetas pudesse estar a influenciar o resultado, que o Dr Sérgio pediu, e de o Dr Neves se ter recusado a prestar a informação ao casal (nós), o Dr Neves mostrou-se disponível para falar com o Dr Sérgio da IVI, cendendo o nº de telemóvel.


O Dr Sérgio entrou em contacto comigo, para me dizer que o Dr Neves tinha entrado de férias de Natal e que voltava no dia 6 de Janeiro e que após essa data iriam voltar a falar.
Aguardámos, aguardámos, aguardámos por novidades... e elas não chegavam. Liguei para a IVI, para relembrar que estava à espera de novidades para poder marcar a consulta, visto que tanto o J como eu já tínhamos feito os exames pedidos e só faltava a conversa deles.

Ora, o Dr Sérgio ligou-me pouco tempo depois (de ter recebido o recado) a dizer que estavam com dificuldades em falar um com o outro: quando o Dr Neves podia, o Dr Sérgio não podia, e vice-versa, e combinaram trocar a informação por email. Então o Dr Sérgio lá redigiu o email com a informação que pretendia. Finalmente o Dr Neves respondeu-lhe e o Dr Sérgio ligou-me esta semana para me dizer que na opinião do Dr Neves, o problema maior seria a qualidade (a falta dela) dos ovócitos, que influenciava o desenvolvimento do embrião. Parece que quando ao 2º dia o embrião já está com dificuldades, isso é indicador que os óvulos não têm a qualidade suficiente.
Então tratei de marcar a consulta, que teve lugar na sexta feira passada, às 17.15

Fomos e passámos bastante tempo com o Dr Sérgio, para nos explicar todos os detalhes. Os exames que fizémos estavam bons: o estudo da fragmentação do DNA do J estava ok, com um resultado de 7% (não sei o que é que o 7 indica, mas o Dr disse que estava bom) e que o tal valor do qual se desconfiava nas minhas análises genéticas também estava normal para o dia do ciclo em que a análise foi feita.

Então o Dr Sérgio deixou-nos duas opções: ou termos eficácia de resultados (onde temos de recorrer a doação de óvulos) ou tentar mais uma vez com os gâmetas do casal, porque impossível não é, mas é muito difícil obter o tão desejado positivo. Como nunca fizémos uma ICSI na IVI, não sabemos se as condições do laboratório deles podem influenciar positivamente no resultado, optámos por fazer mais uma ICSI com os meus óvulos e com os espermatozóides dele. É a última que faremos no privado, com o nosso material próprio.
Ainda temos mais uma tentativa na MAC, onde prevejo ser chamada em Julho, que é quando faz 1 ano desde a última punção lá. Também será a última que faremos pelo Estado.

doação de óvulos

Se após estas duas tentativas, o negativo persistir, iremos recorrer à doação de óvulos. Segundo nos foi dito na IVI, existe lista de espera para a doação de óvulos, visto que as dadoras não são assim muitas, e que o tempo de espera é em média 4 meses.

Técnica MACS
Técnica MACS

Na IVI, irão ser utilizadas técnicas especiais: uma chamada MACS (Magnetic-Activated Cell Sorting), que consiste em passar o esperma por um "filtro" onde os espermatozóides que tiverem pior DNA serão excluídos, e outra chamada Embryoscope. O Embryoscope é a estufa onde os embriões são colocados e dali só saem para serem transferidos para o útero. Está munido de máquina fotográfica para fotografar a evolução diária, tirando uma fotografia a cada 15 minutos. Nos outros laboratórios que não têm esta maquineta, é preciso tirar, todos os dias, os óvulos da estufa para serem fotografados.

Embryoscope
Embryoscope

Ficámos elucidados sobre como tudo se vai passar, e estou satisfeita por ver alterações que possam melhorar o resultado, relativamente aos sítios anteriores. Mas, como curiosidade perguntámos como se processa um ciclo, com doação de óvulos?
Basicamente, fica na IVI uma ficha com as nossas características físicas, cor dos olhos, cor da pele, cor do cabelo... e quando surgir uma doadora com essas características, a IVI entra em contacto com o casal que estiver na fila para essas características. Depois a doadora passa pela estimulação do ovários, com as injecções diárias, tendo em vista a punção, ou seja, aquilo pelo que já passei nestas FIVs. Ao mesmo tempo, o ciclo da receptora (eu) é sincronizado com o da doadora, para ter o crescimento do útero correcto para o dia da transferência.
A doadora é anónima e não há qualquer hipótese de a doadora conhecer a receptora ou vice versa.


Como iremos fazer uma viagem (bastante longa, até ao outro lado do Mundo) em Abril, não faremos o tratamento antes disso, porque não quero estragar tudo caso tivesse um positivo. Iremos começar esta 6ª FIV/ICSI quando regressarmos da viagem.



Até lá o Dr Sérgio deixou recomendações: para o J, tem de tomar Spermox em jejum (ele já tomou sem ser em jejum, mas fartou-se), e eu tenho de tomar o Matervita, também em jejum.
Eu já tomo Matervita desde a 1ª FIV/ICSI, mas não em jejum. Pode ser que faça diferença.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

IVI: um novo recomeçar nos tratamentos de fertilidade


No passado dia 2 de Dezembro fomos a uma consulta na IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade), uma clínica espanhola que existe em Lisboa, com o Dr Sérgio Soares. Esperámos 2 meses para podermos ter uma consulta com ele, mas era este médico que eu queria que nos acompanhasse.
Atendeu-nos sem pressas (até acho que estivémos perto de 2h na consulta com ele!), começou por perguntar qual a minha idade quando tive a 1ª menstruação, duração dos ciclos, desde quando estávamos a tentar uma gravidez, o histórico familiar de doenças, viu todos os exames que lhe levámos, os relatórios das 5 ICSIs anteriores, datas respectivas... conduziu toda a conversa com bastante dedicação e atenção, explicando o que ia observando, recolhendo informações para colocar na nossa ficha.

Chamou à atenção para as minhas análises genéticas (que foram desprezadas na MAC), para a proteína S, que tinha um valor baixo, mas que pode ser facilmente corrigido para um anticoagulante. Mandou-me repetir esta análise genética, para se confirmar o valor.
Ao meu marido, pediu para fazer um novo exame, o estudo da fragmentação do DNA espermático.
Pediu ainda para obtermos um relatório das instituições por onde passámos, MAC e HPP Lusíadas, para que se pronunciem sobre o que acham ser o problema, se é mais feminino ou mais masculino.

Reunindo estes dados, o Dr vai ver qual será a melhor solução para o nosso caso, investir num novo tratamento com gâmetas nossos, ou doação de um dos gâmetas caso se reunam provas indicativas de qual está a influenciar o resultado, porque ele diz que não vale a pena repetir mais uma ICSI assim às cegas sem estudos maiores, só para ver se dá positivo. Temos um dado adquirido: o mesmo protocolo, a mesma medicação, conduz sempre ao mesmo resultado, o negativo, sempre com o mesmo motivo, a falta de qualidade embrionária. Disse ainda que não compreende como é que os médicos anteriores insistem sempre na mesma coisa, como é que não fizeram variar o protocolo, a medicação, porque não se sabe como é que o corpo reagiria.

A consulta terminou com uma eco vaginal, onde observou o meu útero, espessura do endométrio, contagem dos óvulos (só no ovário direito eram 40).

Sinceramente, gostei muito da forma de pensar do Dr Sérgio. Estou confiante!