2ª feira passada (14 de Maio) foi o dia do beta HCG.
Desta vez acreditei que daria positivo... tive várias moínhas ao longo de vários dias, pensei que seria o embrião a acomodar-se no seu T0, as variações de temperatura com os suores nocturnos... mais uma vez foram sinais que não quiseram dizer nada.
Já chegámos tarde ao laboratório de análises clínicas da MAC, o que acabou por ser bom porque já não havia ninguém à espera para fazer análise. Foi chegar e entrar lá para dentro, num instante.
Depois do sangue tirado, fomos lá acima ao 2º piso à FIV, para saber como seriam os próximos passos.
Fiquei a saber que depois das 12.30 poderia ligar para lá para saber o resultado das análises e caso desse positivo, para voltar lá 2 dias depois para levantar a requisição do 2º beta HCG e ir fazê-lo.
Às 12.30 já tinha vontade (e medo) de ligar para lá, mas aguentei mais um bocado e decidi fazê-lo na hora de almoço, quando fosse almoçar a casa.
Comecei a ligar para lá enquanto almoçava, com o telefone em alta voz, para poder ir comendo enquanto o telefone tocava infinitamente. Lá acabaram por atender, dei o nº de processo e nome e a enfermeira consultou o resultado. Mais um negativo. Se tivesse tomates, tinham-me caído ao chão naquele momento.
Ok... perguntei então como seria de seguida e a enfermeira disse-me que agora só para o ano é que me chamariam para novo tratamento (visto que não ficámos com embriões congelados) e bastava ficar a aguardar o telefonema do ano que vem.
Mas depois perguntei "mas aqui no papel que me deram diz que se der negativo, para marcar consulta" e sabem o que a enfermeira me disse? Disse "mas quer mesmo a consulta? É a consulta de fecho, quer mesmo?" e eu "Sim!". E lá me disse que depois me telefonavam a dar a data da consulta.
Quero falar com os médicos, para saber o que aconselham fazer neste período de espera, se recomendam tomar alguma coisa, quero falar na laparoscopia para saber o que estes pensam... sei lá.
Quero também "encomendar" o relatório do tratamento para o poder levar para o sítio da próxima FIV/ICSI: o HPP Lusíadas.
Voltei à carga com o Ovusitol, mas desta vez com 2 carteiras por dia, e o meu marido continua com o Spermox.
Mais uma vez, como a vida é feita de esperas, só temos de aguardar os tais 4 meses de repouso para o corpo poder recuperar, o que quer dizer que o próximo tratamento já só é depois do Verão.
Ontem, dia 18 de Maio, foi novamente o 1º dia do ciclo... vamos ver quantos dias é que este ciclo terá.
sábado, 19 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Suores Nocturnos
Eu sei que estamos a passar por um mini-Verão com estas temperaturas na ordem dos 30ºC durante o dia e que durante a noite a temperatura também subiu.
Mas antes de chegar este mini-Verão, comecei a ter suores durante a noite, ficando toda encharcada na costas, pernas, etc. E tem sido assim todas as noites.
Eu sou a friorenta lá de casa e é sempre o meu J. que se queixa quando temos roupa a mais na cama, mas desde há uns 4 ou 5 dias atrás, tenho sido eu a queixar-me. Já cheguei ao ponto de destapar-me durante a noite, quando acordo encharcada e dormir só com o lençol.
Será um dos sinais do resultado que vai dar na 2ª feira?
Não faço ideia!
Mas antes de chegar este mini-Verão, comecei a ter suores durante a noite, ficando toda encharcada na costas, pernas, etc. E tem sido assim todas as noites.
Eu sou a friorenta lá de casa e é sempre o meu J. que se queixa quando temos roupa a mais na cama, mas desde há uns 4 ou 5 dias atrás, tenho sido eu a queixar-me. Já cheguei ao ponto de destapar-me durante a noite, quando acordo encharcada e dormir só com o lençol.
Será um dos sinais do resultado que vai dar na 2ª feira?
Não faço ideia!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Tipos dos Embriões
As palavras "embriões com 35% de fragmentação", que foram os transferidos, continuam a ecoar na minha cabeça.
Desde ontem que fui trabalhar, retomando a vida normalmente, como me recomendaram na MAC, não fazendo esforços físicos de pegar em garrafões ou levar o cão a passear (ele puxa por mim). Vou às compras, conduzo, estou o tempo todo no escritório a trabalhar ao computador... o normal.
Quis saber a que classe dos embriões corresponde este 35% de fragmentação (ter fragmentação diminui as hipóteses de ter sucesso) e o que li foi:
Embrião tipo A - aqueles simétricos e sem fragmentação;
Embrião tipo B - assimétricos ou com até 25 por cento de fragmentação;
Embrião tipo C - com 25 a 50 por cento do seu volume ocupado por fragmentos;
Embrião tipo D - aqueles com 50 por cento ou mais de fragmentação;
Por isso, de acordo com a classificação tenho comigo 2 embriões tipo C.
Não é impossível, mas é muito difícil.
Desde ontem que fui trabalhar, retomando a vida normalmente, como me recomendaram na MAC, não fazendo esforços físicos de pegar em garrafões ou levar o cão a passear (ele puxa por mim). Vou às compras, conduzo, estou o tempo todo no escritório a trabalhar ao computador... o normal.
Quis saber a que classe dos embriões corresponde este 35% de fragmentação (ter fragmentação diminui as hipóteses de ter sucesso) e o que li foi:
Embrião tipo A - aqueles simétricos e sem fragmentação;
Embrião tipo B - assimétricos ou com até 25 por cento de fragmentação;
Embrião tipo C - com 25 a 50 por cento do seu volume ocupado por fragmentos;
Embrião tipo D - aqueles com 50 por cento ou mais de fragmentação;
Por isso, de acordo com a classificação tenho comigo 2 embriões tipo C.
Não é impossível, mas é muito difícil.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
3ª FIV/ICSI: Punção e Transferência feitas!
Andei sem vontade de vir aqui escrever, mas hoje tenho de actualizar este diário.
No sábado lá fomos à MAC fazer as análises, às 9 da manhã porque é essa a hora a que abre o laboratório aos fins de semana e feriados.
A última pica de Puregon 100u foi na sexta à noite, sábado ainda fiz o Orgalutran de manhã, e sábado às 22h foi a derradeira injecção de Ovitrelle.
A Punção
Na segunda-feira dia 30, lá estávamos nós na MAC às 8 da manhã para fazer a punção. Eu, em jejum desde a meia noite, e portanto estava esganada de fome.
Na folhinha que nos deram dizia para eu levar chinelos, meias e um roupão, para lá vestir. O roupão para estar com ele vestido enquanto espero sentada, para entrar no bloco operatório. Os chinelos para calçar desde a área do vestuário até à porta do corredor que leva ao bloco e as meias para as ter calçadas no bloco, para os pés não arrefecerem :)
Estava comigo outra rapariga muito simpática, a Noémia, de cabelo preto e olhos castanhos, que também estava a ser preparada para a punção. Enquanto a enfermeira me metia a agulha do soro, com muito jeitinho, a outra rapariga foi para o bloco.
O procedimento é rápido, talvez uns 15m, pelo que não tive que esperar muito. Ela voltou para o quarto deitada na cama que foi buscá-la ao bloco e estava acordada, meio grogue com a anestesia.
Depois de prepararem o bloco para mim, vieram buscar-me. Lá fui eu, pelo meu pé, para o bloco operatório, deitei-me na marquesa, amarraram as pernas, braços e lá estiquei o braço para levar soro e depois receber a anestesia.
Ainda cheguei a ver a Dra Graça, a começar a preparar-me para o início da punção, passando por mim o líquido desinfectante, meter o bico de pato e tal...
Veio a anestesista, deu-me a anestesia, lá comecei a ver tudo torto, cheia de sono e puff. Apaguei.
Acordei já no quarto, não faço ideia de que horas seriam (tinha relógio no quarto, mas sem os óculos não consegui ver as horas), a enfermeira estava a registar o meu batimento cardíaco, a tensão, os valores do oxímetro... tudo ok. Perguntou-me como me sentia, se me queria levantar, levou-me ao wc para fazer o xixizinho e mandou vir a comida. Lá veio um tabuleiro com chá e uma torradinha. Soube-me tão bem! Isto tudo com perguntas para ver se me sentia bem e não tinha tonturas.
Chamou o meu marido, para me ajudar a vestir, e depois fomos para as cadeiras do corredor, porque a Dra Graça ainda iria fazer-me uma eco para ver como estava.
Rapidamente fui chamada para a eco (quem vem da punção tem prioridade nas ecos), e ela disse-me que tinha um bocadinho de líquido na cavidade, mas que me passaria uns comprimidos para tomar de 12 em 12h durante 8 dias. Disse-me que tiraram 6 ovócitos, mas que tinham sido de um só ovário, porque não tinha conseguido furar o outro. O simpático do intestino estava à frente e disse-me que só faltou fazerem-me o pino, para verem se ele se mexia. Não mexeu e por isso não furou aquele ovário, para não correr riscos de furar o intestino.
Depois disse-me que naquele dia iria ficar em repouso, para beber muita água para evitar a hiperestimulação, e que teria de ficar acompanhada no meu repouso, porque poderia desmaiar por causa da anestesia e depois ninguém me socorria.
Nesse mesmo dia, comecei a ficar com a barriga inchada e dores em toda a barriga, tal como na 1ª ICSI. Bebi muita água, passei mal a noite (não conseguia virar-me na cama, nem mexer-me sem ajuda).
Telefonema da Embriologista
Na 3ª feira de manhã recebo o telefonema da embriologista, tal como combinado, para saber novidades.
Dos 6 ovócitos, 5 estavam maduros e 4 geraram embriões. Quando no dia anterior soube que eram só 6 fiquei um bocado pessimista, porque se da outra vez tive 12 e só 1 embrião tinha resistido...
Aproveitei para me queixar da dores anormais, porque supostamente só deveria ter dores do tipo menstruais. Ela entrou em contacto com a Dra Graça, deu-me o nº de telemóvel da Dra e disse-me que podia ligar. A Dra fez-me perguntas e depois disse para ir para a urgência da MAC para ser observada.
Fomos para lá, onde me fizeram eco e análises e disseram que as análises estavam boas e que as dores que eu sentia era a compressão dos orgãos, por causa do líquido que tenho, por causa dos ovários que estão gigantes e ainda por causa de alguma aerofagia (ar no estômago).
O remédio para isto tudo é: caminhar para ajudar o ar a ser libertado (caminhámos a custo desde a MAC até ao Monumental, para jantar), beber água moderadamente e comer muitas proteínas. A Dra Graça ainda me ligou durante a tarde para saber como estava e pediu-me para lhe dar novidades quando saísse de lá. Gostei muito da atenção da Dra :)
Chegámos a casa e ataquei a lata de proteínas em pó que me tinha sido receitada pelo Dr Neves no ano passado, quando passei pela Hiperestimulação.
Hoje, passei melhor a noite, já com a barriga menos inchada (hoje já cabia nas calças nas quais ontem não cabia, mas cabia nelas anteontem) e com menos dores.
Transferência
Para hoje, dia da transferência, tinha de estar na MAC às 10h e tinha de ingerir líquidos para ter a bexiga cheia na hora da transferência.
Éramos 4 casais para fazer transferência e começaram a chamar casal a casal para o gabinete da enfermeira, que explicou o procedimento e perguntou se tínhamos alguma dúvida para esclarecer. Infelizmente já sei como tudo se passa e não tinha dúvidas.
Depois cada casal ia ao gabinete de embriologia, onde a embriologista nos deu novidades sobre os embriões. Os nossos 4 embriões resistiram à noite, mas tal como tem acontecido, não são de qualidade. 2 deles têm 50% de fragmentação e outros 2 têm 35% de fragmentação. Iriam transferir estes 2 últimos, porque têm melhor hipótese.
Mais uma vez foi toda a gente muito atenciosa e simpática e fiquei a saber que neste momento a MAC está com uma taxa de sucesso de 40%!
A transferência foi feita, e apesar de ter a bexiga cheia, não exagerei com a água e por isso não estava com urgência em urinar, consegui fazer o repouso de 20m quietinha, a olhar para a imagem das minhas 2 bolinhas no ecógrafo e tcham tcham... desta vez não tenho baixa! Estou apta para trabalhar, não estou com risco de hiperestimular e ali na MAC querem que as pessoas façam uma vida normal.
Liguei depois para o trabalho a dizer que hoje tirava a tarde de férias (porque só tenho justificação da MAC para a parte da manhã) e que amanhã lá apareceria.
Das outras 2 vezes fiquei em casa, em repouso, e nada funcionou, por isso desta vez arrisco fazer uma vida normal.
E seja o que Deus quiser.
No sábado lá fomos à MAC fazer as análises, às 9 da manhã porque é essa a hora a que abre o laboratório aos fins de semana e feriados.
A última pica de Puregon 100u foi na sexta à noite, sábado ainda fiz o Orgalutran de manhã, e sábado às 22h foi a derradeira injecção de Ovitrelle.
Na segunda-feira dia 30, lá estávamos nós na MAC às 8 da manhã para fazer a punção. Eu, em jejum desde a meia noite, e portanto estava esganada de fome.
Na folhinha que nos deram dizia para eu levar chinelos, meias e um roupão, para lá vestir. O roupão para estar com ele vestido enquanto espero sentada, para entrar no bloco operatório. Os chinelos para calçar desde a área do vestuário até à porta do corredor que leva ao bloco e as meias para as ter calçadas no bloco, para os pés não arrefecerem :)
Estava comigo outra rapariga muito simpática, a Noémia, de cabelo preto e olhos castanhos, que também estava a ser preparada para a punção. Enquanto a enfermeira me metia a agulha do soro, com muito jeitinho, a outra rapariga foi para o bloco.
O procedimento é rápido, talvez uns 15m, pelo que não tive que esperar muito. Ela voltou para o quarto deitada na cama que foi buscá-la ao bloco e estava acordada, meio grogue com a anestesia.
Depois de prepararem o bloco para mim, vieram buscar-me. Lá fui eu, pelo meu pé, para o bloco operatório, deitei-me na marquesa, amarraram as pernas, braços e lá estiquei o braço para levar soro e depois receber a anestesia.
Ainda cheguei a ver a Dra Graça, a começar a preparar-me para o início da punção, passando por mim o líquido desinfectante, meter o bico de pato e tal...
Veio a anestesista, deu-me a anestesia, lá comecei a ver tudo torto, cheia de sono e puff. Apaguei.
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| Punção |
Acordei já no quarto, não faço ideia de que horas seriam (tinha relógio no quarto, mas sem os óculos não consegui ver as horas), a enfermeira estava a registar o meu batimento cardíaco, a tensão, os valores do oxímetro... tudo ok. Perguntou-me como me sentia, se me queria levantar, levou-me ao wc para fazer o xixizinho e mandou vir a comida. Lá veio um tabuleiro com chá e uma torradinha. Soube-me tão bem! Isto tudo com perguntas para ver se me sentia bem e não tinha tonturas.
Chamou o meu marido, para me ajudar a vestir, e depois fomos para as cadeiras do corredor, porque a Dra Graça ainda iria fazer-me uma eco para ver como estava.
Rapidamente fui chamada para a eco (quem vem da punção tem prioridade nas ecos), e ela disse-me que tinha um bocadinho de líquido na cavidade, mas que me passaria uns comprimidos para tomar de 12 em 12h durante 8 dias. Disse-me que tiraram 6 ovócitos, mas que tinham sido de um só ovário, porque não tinha conseguido furar o outro. O simpático do intestino estava à frente e disse-me que só faltou fazerem-me o pino, para verem se ele se mexia. Não mexeu e por isso não furou aquele ovário, para não correr riscos de furar o intestino.
Depois disse-me que naquele dia iria ficar em repouso, para beber muita água para evitar a hiperestimulação, e que teria de ficar acompanhada no meu repouso, porque poderia desmaiar por causa da anestesia e depois ninguém me socorria.
Nesse mesmo dia, comecei a ficar com a barriga inchada e dores em toda a barriga, tal como na 1ª ICSI. Bebi muita água, passei mal a noite (não conseguia virar-me na cama, nem mexer-me sem ajuda).
Telefonema da Embriologista
Na 3ª feira de manhã recebo o telefonema da embriologista, tal como combinado, para saber novidades.
Dos 6 ovócitos, 5 estavam maduros e 4 geraram embriões. Quando no dia anterior soube que eram só 6 fiquei um bocado pessimista, porque se da outra vez tive 12 e só 1 embrião tinha resistido...
Aproveitei para me queixar da dores anormais, porque supostamente só deveria ter dores do tipo menstruais. Ela entrou em contacto com a Dra Graça, deu-me o nº de telemóvel da Dra e disse-me que podia ligar. A Dra fez-me perguntas e depois disse para ir para a urgência da MAC para ser observada.
Fomos para lá, onde me fizeram eco e análises e disseram que as análises estavam boas e que as dores que eu sentia era a compressão dos orgãos, por causa do líquido que tenho, por causa dos ovários que estão gigantes e ainda por causa de alguma aerofagia (ar no estômago).
O remédio para isto tudo é: caminhar para ajudar o ar a ser libertado (caminhámos a custo desde a MAC até ao Monumental, para jantar), beber água moderadamente e comer muitas proteínas. A Dra Graça ainda me ligou durante a tarde para saber como estava e pediu-me para lhe dar novidades quando saísse de lá. Gostei muito da atenção da Dra :)
Chegámos a casa e ataquei a lata de proteínas em pó que me tinha sido receitada pelo Dr Neves no ano passado, quando passei pela Hiperestimulação.
Hoje, passei melhor a noite, já com a barriga menos inchada (hoje já cabia nas calças nas quais ontem não cabia, mas cabia nelas anteontem) e com menos dores.
Transferência
Para hoje, dia da transferência, tinha de estar na MAC às 10h e tinha de ingerir líquidos para ter a bexiga cheia na hora da transferência.
Éramos 4 casais para fazer transferência e começaram a chamar casal a casal para o gabinete da enfermeira, que explicou o procedimento e perguntou se tínhamos alguma dúvida para esclarecer. Infelizmente já sei como tudo se passa e não tinha dúvidas.
Depois cada casal ia ao gabinete de embriologia, onde a embriologista nos deu novidades sobre os embriões. Os nossos 4 embriões resistiram à noite, mas tal como tem acontecido, não são de qualidade. 2 deles têm 50% de fragmentação e outros 2 têm 35% de fragmentação. Iriam transferir estes 2 últimos, porque têm melhor hipótese.
Mais uma vez foi toda a gente muito atenciosa e simpática e fiquei a saber que neste momento a MAC está com uma taxa de sucesso de 40%!
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| Transferência de embriões |
A transferência foi feita, e apesar de ter a bexiga cheia, não exagerei com a água e por isso não estava com urgência em urinar, consegui fazer o repouso de 20m quietinha, a olhar para a imagem das minhas 2 bolinhas no ecógrafo e tcham tcham... desta vez não tenho baixa! Estou apta para trabalhar, não estou com risco de hiperestimular e ali na MAC querem que as pessoas façam uma vida normal.
Liguei depois para o trabalho a dizer que hoje tirava a tarde de férias (porque só tenho justificação da MAC para a parte da manhã) e que amanhã lá apareceria.
Das outras 2 vezes fiquei em casa, em repouso, e nada funcionou, por isso desta vez arrisco fazer uma vida normal.
E seja o que Deus quiser.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
3ª FIV/ICSI: Eco e análises Nº5
Hoje foi a 5ª vez que fiz eco e análises nesta 3ª FIV/ICSI.
Os meus braços já andam negros de tantas picas de análises e a minha barriga está cheia de nódoas negras e pintinhas vermelhas das picadas.
Já é uma rotina acordar dia-sim dia-não bem cedo, para estar nas análises às 7.40 (para ser das primeiras a fazer análise para me despachar e ir trabalhar depois da eco).
Mas hoje demorei tanto tempo na MAC! As análises "foram rápidas" e ainda não eram 9 e já estava sentada à espera de fazer a eco. MAS, não há bela sem senão! Como já estava com os ovócitos num estado avançado, a Drª Teresinha apareceu no corredor a dizer que iria ser ela a ver as senhoras no estado mais avançado, e por isso outras passariam à frente para fazer eco com a outra médica que lá estava (seria estagiária?).
A Drª Teresinha mais uma vez desdobrava-se em movimentações a tratar de tudo ao mesmo tempo, ia lá para dentro, voltava para mais umas ecos e ia outra vez lá para dentro (fazer punções e transferências?). Com esta espera toda, acabei por ir 2x ao wc sem vontade, para manter a bexiga vazia. Ali na MAC dizem para ter a bexiga vazia para a eco e estão constantemente a relembrar para se ir ao wc esvaziar a bexiga.
Finalmente chegou a minha vez (já perto do meio dia) e lá vi 1 ou 2 ovócitos de tamanho 19 e outros mais pequenos com 14, 15, 16... A Drª Teresinha mostrou-me o valor do estradiol de 4ª feira e estava em 777. Só por causa disso, a punção será na 2ª feira em vez de ser no domingo, para deixar o valor do estradiol subir mais um pouco.
Hoje já fiz a última dose de Puregon à noite, sempre com 100u, amanhã de manhã será a última de Orgalutran e amanhã à noite, às 22h será o Ovitrelle. Amanhã de manhã ainda terei de fazer análise ao estradiol, porque ali na MAC é preciso ter uma análise feita no mesmo dia do Ovitrelle.
Domingo será o dia de descanso de picas e terei de fazer o jejum de sólidos e de líquidos a partir da meia noite de domingo.
2ª feira: Punção!
Entretanto confirmei hoje no trabalho nos Recursos Humanos, junto do advogado da empresa, de que posso levar uma declaração médica que recomende ficar em casa devido ao tratamento de PMA, de forma a ter sempre os dias com falta justificada e remunerada tal como previsto no Artigo 249º alínea d) do Código do Trabalho, do qual falei aqui no outro dia.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
3ª FIV/ICSI: Eco e Análises Nº4
![]() |
| Ecografia transvaginal |
Desta vez bato o record do nº de vezes que vou fazer eco e análises no decorrer no tratamento.
Como estou a tomar uma dose tão baixa de Puregon (para se evitar a hiperestimulação), os ovócitos demoram mais tempo a atingir o tamanho certo.
Hoje estive lá na MAC, fiz as análises e depois fui fazer a ecografia transvaginal (e sim, lá trabalham ao feriado e fins de semana). Hoje foi a Drª Teresinha que me fez a eco e disse-me que ainda não estava pronta, e que deveria manter as doses de medicação. Hoje ela era a mulher dos 7 instrumentos!
Apareceu e perguntou quem estava para a eco, e éramos 4! Outras duas senhoras estavam lá para a punção e uma com a garrafa de água devia ser para fazer a transferência.
Ao fim de 3 ecos, (eu era a 4ª), a Drª manda-me aguardar porque ela tinha de ir fazer uma punção. E lá fiquei eu na salinha de vestir à espera que ela voltasse, mas ela não demorou muito! Desta vez saímos de lá já eram perto das 11h.
Agora temos de lá ir na sexta-feira e veremos se estarei pronta para a punção ou não.
Pelos meus cálculos, na sexta os ovócitos deverão ter o tamanho certo e a punção calhará no fim de semana. Veremos!
Artigo 249 do Código do Trabalho: Faltas Justificada e Remuneradas
Aqui deixo o artigo do Código do Trabalho de Portugal, que nos deixa ficar em casa com uma declaração médica em vez de ser preciso meter baixa ou férias devido ao tratamento de PMA(a baixa e férias acabam por reduzir o vencimento, enquanto que a declaração médica não reduz o vencimento).
É o Artigo 249º alínea 2 d) do Código do Trabalho, que diz:
2 – São consideradas faltas justificadas:
d) A motivada por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal;
E depois o Artigo 255º diz as excepções que fazem com que uma falta justificada perca a retribuição, o que não é o caso do recurso a técnica de PMA. Ou seja, com a declaração médica entregue no trabalho, temos faltas justificadas e remuneradas.
Artigo 255.º
Efeitos de falta justificada
1 – A falta justificada não afecta qualquer direito do trabalhador, salvo o disposto no número seguinte.
2 – Sem prejuízo de outras disposições legais, determinam a perda de retribuição as seguintes faltas justificadas:
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie de um regime de segurança social de protecção na doença;
b) Por motivo de acidente no trabalho, desde que o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro;
c) A prevista no artigo 252.º (Falta para assistência a membro do agregado familiar)
d) As previstas na alínea j) do n.º 2 do artigo 249.º quando excedam 30 dias por ano (A que por lei seja como tal considerada.)
e) A autorizada ou aprovada pelo empregador.
3 – A falta prevista no artigo 252.º (Falta para assistência a membro do agregado familiar) é considerada como prestação efectiva de trabalho.
Pode-se consultar o Código do Trabalho, onde se lêem estes artigos aqui:
http://www.cite.gov.pt/pt/legis/CodTrab_L1_005.html
Resumindo:
Basta entregar no trabalho uma declaração médica que diga que temos de ficar em casa depois de estar feito o tratamento de PMA e não será preciso meter a baixa :)
Nota (actualização):
Apesar de me terem dito nos Recursos Humanos, pelo advogado da empresa, que não seria preciso meter baixa independentemente do período de repouso, da última vez os RH só me aceitou a "lei" durante 2 dias e disse que seria preciso baixa a partir do 3º dia - e como não tinha pedido a baixa, meti dias de férias.
No próximo tratamento vou voltar a esclarecer isto com os RHs e pedir uma declaração por escrito do entendimento do advogado, que da última vez me esclareceu apenas verbalmente.
É o Artigo 249º alínea 2 d) do Código do Trabalho, que diz:
2 – São consideradas faltas justificadas:
d) A motivada por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal;
E depois o Artigo 255º diz as excepções que fazem com que uma falta justificada perca a retribuição, o que não é o caso do recurso a técnica de PMA. Ou seja, com a declaração médica entregue no trabalho, temos faltas justificadas e remuneradas.
Artigo 255.º
Efeitos de falta justificada
1 – A falta justificada não afecta qualquer direito do trabalhador, salvo o disposto no número seguinte.
2 – Sem prejuízo de outras disposições legais, determinam a perda de retribuição as seguintes faltas justificadas:
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie de um regime de segurança social de protecção na doença;
b) Por motivo de acidente no trabalho, desde que o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro;
c) A prevista no artigo 252.º (Falta para assistência a membro do agregado familiar)
d) As previstas na alínea j) do n.º 2 do artigo 249.º quando excedam 30 dias por ano (A que por lei seja como tal considerada.)
e) A autorizada ou aprovada pelo empregador.
3 – A falta prevista no artigo 252.º (Falta para assistência a membro do agregado familiar) é considerada como prestação efectiva de trabalho.
Pode-se consultar o Código do Trabalho, onde se lêem estes artigos aqui:
http://www.cite.gov.pt/pt/legis/CodTrab_L1_005.html
Resumindo:
Basta entregar no trabalho uma declaração médica que diga que temos de ficar em casa depois de estar feito o tratamento de PMA e não será preciso meter a baixa :)
Nota (actualização):
Apesar de me terem dito nos Recursos Humanos, pelo advogado da empresa, que não seria preciso meter baixa independentemente do período de repouso, da última vez os RH só me aceitou a "lei" durante 2 dias e disse que seria preciso baixa a partir do 3º dia - e como não tinha pedido a baixa, meti dias de férias.
No próximo tratamento vou voltar a esclarecer isto com os RHs e pedir uma declaração por escrito do entendimento do advogado, que da última vez me esclareceu apenas verbalmente.
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