Eu ainda não cheguei a esta fase, pela qual tanto anseio, mas acho muito giro quando surgem fotos com ideias para fotografar o evoluir da barriga, durante a gravidez.
Aqui ficam algumas ideias que vou encontrando...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
IVI: um novo recomeçar nos tratamentos de fertilidade
No passado dia 2 de Dezembro fomos a uma consulta na IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade), uma clínica espanhola que existe em Lisboa, com o Dr Sérgio Soares. Esperámos 2 meses para podermos ter uma consulta com ele, mas era este médico que eu queria que nos acompanhasse.
Atendeu-nos sem pressas (até acho que estivémos perto de 2h na consulta com ele!), começou por perguntar qual a minha idade quando tive a 1ª menstruação, duração dos ciclos, desde quando estávamos a tentar uma gravidez, o histórico familiar de doenças, viu todos os exames que lhe levámos, os relatórios das 5 ICSIs anteriores, datas respectivas... conduziu toda a conversa com bastante dedicação e atenção, explicando o que ia observando, recolhendo informações para colocar na nossa ficha.
Chamou à atenção para as minhas análises genéticas (que foram desprezadas na MAC), para a proteína S, que tinha um valor baixo, mas que pode ser facilmente corrigido para um anticoagulante. Mandou-me repetir esta análise genética, para se confirmar o valor.
Ao meu marido, pediu para fazer um novo exame, o estudo da fragmentação do DNA espermático.
Pediu ainda para obtermos um relatório das instituições por onde passámos, MAC e HPP Lusíadas, para que se pronunciem sobre o que acham ser o problema, se é mais feminino ou mais masculino.
Reunindo estes dados, o Dr vai ver qual será a melhor solução para o nosso caso, investir num novo tratamento com gâmetas nossos, ou doação de um dos gâmetas caso se reunam provas indicativas de qual está a influenciar o resultado, porque ele diz que não vale a pena repetir mais uma ICSI assim às cegas sem estudos maiores, só para ver se dá positivo. Temos um dado adquirido: o mesmo protocolo, a mesma medicação, conduz sempre ao mesmo resultado, o negativo, sempre com o mesmo motivo, a falta de qualidade embrionária. Disse ainda que não compreende como é que os médicos anteriores insistem sempre na mesma coisa, como é que não fizeram variar o protocolo, a medicação, porque não se sabe como é que o corpo reagiria.
A consulta terminou com uma eco vaginal, onde observou o meu útero, espessura do endométrio, contagem dos óvulos (só no ovário direito eram 40).
Sinceramente, gostei muito da forma de pensar do Dr Sérgio. Estou confiante!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Notícia "Em defesa do fim do limite aos tratamentos de fertilidade"
Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação de um tratamento por ano
A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação aos tratamentos de fertilidade, cuja comparticipação é autorizada uma vez por ano e por casal, argumentando que não há listas de espera.
«A comparticipação do Estado está limitada a um tratamento por ano e por casal. Ora, havendo capacidade de resposta dos centros, e há, isto não faz sentido», disse à agência Lusa Teresa Almeida Santos.
De acordo com a presidente da Sociedade de Medicina de Reprodução, o Estado comparticipa, no setor público, três tratamentos na totalidade: «essa obrigação de ser um por ano só faria sentido se houvesse listas de espera, e em Lisboa há, mas no resto do país não. E as pessoas desmotivam-se porque não compreendem essa limitação de terem de esperar pelo ano civil seguinte», frisou.
Explicou que o Estado paga a cada centro onde são feitos os tratamentos de fertilidade um valor que varia entre os 2.300 e 2.800 euros por cada tratamento, assumindo ainda uma comparticipação de 69 por cento do valor dos medicamentos (o valor restante é pago pelos casais).
«Se o Estado assume a comparticipação de três tratamentos, não devia fazer diferença quando é que são feitos. Não me parece que tenha assim tanto peso no Orçamento de um dado ano», alegou Teresa Almeida Santos.
Já sobre a comparticipação do preço dos medicamentos, defendeu que os casais que possuam dificuldades económicas «e necessitem de ajuda» deveriam poder usufruir de um apoio estatal «na íntegra», isto é, de 100 por cento do preço.
«O apoio do Estado é um esforço para um objetivo de todos, este desígnio nacional que é o aumento da taxa de natalidade», argumentou.
Aludindo aos números recentemente revelados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente assistida, que revelam uma quebra de 09 por cento nos nascimentos de bebés como resultado dos tratamentos de fertilidade, Teresa Almeida Santos disse ser «evidente» que a quebra está relacionada com a crise.
«Os casais pensam duas vezes antes de avançarem para a decisão de ter um filho, por não possuírem recursos», frisou.
Entre quinta-feira e sábado decorre no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz o 5.º Congresso Português de Medicina da Reprodução, que vai debater temas relacionados com a diminuição da natalidade.
Um dos painéis propostos irá analisar se o declínio da fertilidade é uma doença biológica ou social, argumentando Teresa Almeida Santos que ambas concorrem para aquele resultado.
«É um flagelo biológico porque as mulheres adiam cada vez mais a idade em que têm o primeiro filho, que presentemente está acima dos 30 anos. E uma doença social porque tem a ver com as condições em que vivem os jovens casais, muitas vezes é preciso que um emigre, que vá para fora à procura de trabalho e tudo isto adia um projeto de vida em comum», sustentou.
O congresso, que contará com a participação de cerca de 250 especialistas nacionais e estrangeiros, decorre no ano em que a Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução celebra o 35.º aniversário.
Notícia publicada por tvi24/PP em 2013-10-01
terça-feira, 24 de setembro de 2013
5ª FIV/ICSI: Fecho de ciclo
Tenho novidades! Não, ainda não estou grávida.
Hoje fui à MAC levantar o relatório da ICSI falhada do último mês de Julho e tive a consulta de fecho deste ciclo, tal como tinha pedido telefonicamente.
E não é que vim de lá com uma esperança renovada?
Passo a explicar... na consulta com a Dra Sofia (que de repente se transforma no meu Anjo da Esperança) sugeri que me fosse feito o exame da permeabilidade das trompas (histerossalpingografia), para se ver se estão obstruídas ou não, porque se estiverem obstruídas é que não temos mesmo hipótese de conseguir naturalmente, neste espaço de tempo até fazermos o último tratamento a que temos direito pelo Estado(daqui a 1 ano).
E não é que a Dra concordou e me disse que seria chamada esta semana para marcar o tal exame e induzir a ovulação com duphine ou duphaston (já não sei com qual deles era), o que faz gerar óvulos com maior qualidade que aqueles gerados com a medicação da ICSI? (óvulos com pouca qualidade tem sido um dos problemas manifestados em ICSI).
Depois basta treinar em casa à volta do dia D, sabendo a data prevista para a ovulação (com SOP, nunca sei quando é) e com trompas seguramente desobstruídas!
Maravilha! Sinto que há uma pequena luz ao fundo do túnel!
Hoje fui à MAC levantar o relatório da ICSI falhada do último mês de Julho e tive a consulta de fecho deste ciclo, tal como tinha pedido telefonicamente.
E não é que vim de lá com uma esperança renovada?
Passo a explicar... na consulta com a Dra Sofia (que de repente se transforma no meu Anjo da Esperança) sugeri que me fosse feito o exame da permeabilidade das trompas (histerossalpingografia), para se ver se estão obstruídas ou não, porque se estiverem obstruídas é que não temos mesmo hipótese de conseguir naturalmente, neste espaço de tempo até fazermos o último tratamento a que temos direito pelo Estado(daqui a 1 ano).
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| Histerossalpingografia. Verificação da permeabilidade das trompas, com injecção de um líquido de contraste. |
E não é que a Dra concordou e me disse que seria chamada esta semana para marcar o tal exame e induzir a ovulação com duphine ou duphaston (já não sei com qual deles era), o que faz gerar óvulos com maior qualidade que aqueles gerados com a medicação da ICSI? (óvulos com pouca qualidade tem sido um dos problemas manifestados em ICSI).
Depois basta treinar em casa à volta do dia D, sabendo a data prevista para a ovulação (com SOP, nunca sei quando é) e com trompas seguramente desobstruídas!
Maravilha! Sinto que há uma pequena luz ao fundo do túnel!
terça-feira, 23 de julho de 2013
Informação útil: quando temos um animal e vai chegar um bebé
Ainda não é o caso, mas ao ler este texto no facebook, tive de o partilhar aqui, para que quem tem um animal (nós temos um cão) saiba o que fazer, para que o animal se adapte à nova rotina da chegada de um bebé. Abandonar um animal não é solução, muito menos entregar o animal num canil/gatil que é o mesmo que entregar o animal ao corredor da morte: nos canis/gatis, os animais são abatidos dentro de pouco tempo se ninguém os adoptar. Nestes sítios os animais ficam deprimidos, adoecem com muita facilidade, o que lhes dá direito a abate imediato. Por isso, ao ter um bebé, não se livre do seu animal!
Mas voltando ao tema, o que se deve fazer quando temos um animal e vai chegar um bebé.
O bichinho é que deverá se adaptar às mudanças que virão. Com paciência e boa vontade, ninguém sairá a perder.
• Se o animal tiver que abrir mão de um espaço da casa, comece a adaptação antes do nascimento do bebé. Assim, o novo membro da família não será recebido como concorrente.
• Ofereça algo em troca do que tiver que ser tirado ao animal. Se ele não puder continuar a dormir na cama, por exemplo, ofereça uma almofadinha nova bem confortável.
• Lave as mantinhas ou almofadas do animal com o mesmo tipo de sabonete que usará no banho do bebé. Assim, o cheirinho do bebé vai se tornando familiar.
• No dia da chegada a casa do bebé pela primeira vez, ofereça um presente ao animal. Pode ser algo simples e baratinho, como um petisco que ele goste muito. É o momento de relacionar o bebé a coisas positivas.
• Após o nascimento da criança, passe a oferecer alguns mimos ao animal com mais frequência que antes. Brinquedos, arranhadores aos gatos, almofadinhas, casinhas novas ou mesmo alguns momentos extra de brincadeira com alguém da família, são boas opções.
• Nunca repreenda o animal com o bebé por perto. O recém-nascido só deverá ser associado a coisas agradáveis. Assim, na presença do bebé, encha o animal de carinho e palavras dóceis.
• Por mais fiável que seja o animal, nunca o deixe com crianças novinhas sem supervisão.
• Incentive a boa convivência entre crianças e animais desde a mais tenra idade.
• Dê ao animal carinho, afagos, atenção, muito amor e nunca o abandone.
Fonte: Animadomus
quarta-feira, 10 de julho de 2013
5ª FIV/ICSI: Teste do betaHCG
Ontem, dia 9 de Julho, foi o dia de fazer a análise do beta HCG, para se ver se seria desta que o tratamento teria resultado. Pessoalmente não tinha muita esperança que desse certo, com uns embriões tão maus, com muita falta de qualidade, mas no fundo, bem no fundo, tinha a esperança secreta de que pudesse ser uma das poucas pessoas que conseguem uma gravidez, mesmo com maus embriões (com cerca de 40 a 50% de fragmentação).
Fomos logo pela manhãzinha, a chegar às análises da MAC às 7.45 e consegui ser a 2ª pessoa das senhas azuis (as verdes são as prioritárias). A analista foi uma querida, era uma rapariga novinha mas com muito jeito para tirar sangue. Espetou a agulha com muito cuidado, mal se sentiu a furar, também foi muito delicada ao tirar a agulha e até fez pressão com o dedo para não sangrar do braço (e evitar a nódoa negra). Depois fomos lá acima ao 2º andar avisar que o beta estava feito e aproveitei para entregar a medicação não usada que me sobrou do tratamento, para que outras utentes possam usar.
De seguida, fomos trabalhar.
Cerca das 14h30 recebo o telefonema da enfermeira Belém (a espanhola) a dizer que tinha más notícias, (pronto foi mais um negativo) e aproveitou-se para deixar o pedido de marcação da consulta para falar com a Dra Graça sobre o tratamento. Hoje já não adianta continuar a colocar as bolinhas de Utrogestan.
Como este foi o 2º tratamento realizado pelo Estado, ainda tenho direito a mais 1, a ser realizado daqui a 1 ano.
Entretanto, iremos fazer novo tratamento, lá para o final do ano, noutro lado. Talvez vá à IVI (com o Dr Sérgio) ou à Cemeare (com a Dra Maria José), porque gostava de ouvir opiniões de outros médicos sobre o que fazer, para além do que já ouvimos nos Lusíadas e na MAC.
Até lá, resta esperar pelo milagre de uma gravidez espontânea.
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| À esquerda, um embrião do tipo A, com todas as divisões correctas. À direita, um embrião do tipo D, muito fragmentado, de má qualidade. |
Fomos logo pela manhãzinha, a chegar às análises da MAC às 7.45 e consegui ser a 2ª pessoa das senhas azuis (as verdes são as prioritárias). A analista foi uma querida, era uma rapariga novinha mas com muito jeito para tirar sangue. Espetou a agulha com muito cuidado, mal se sentiu a furar, também foi muito delicada ao tirar a agulha e até fez pressão com o dedo para não sangrar do braço (e evitar a nódoa negra). Depois fomos lá acima ao 2º andar avisar que o beta estava feito e aproveitei para entregar a medicação não usada que me sobrou do tratamento, para que outras utentes possam usar.
De seguida, fomos trabalhar.
Cerca das 14h30 recebo o telefonema da enfermeira Belém (a espanhola) a dizer que tinha más notícias, (pronto foi mais um negativo) e aproveitou-se para deixar o pedido de marcação da consulta para falar com a Dra Graça sobre o tratamento. Hoje já não adianta continuar a colocar as bolinhas de Utrogestan.
Como este foi o 2º tratamento realizado pelo Estado, ainda tenho direito a mais 1, a ser realizado daqui a 1 ano.
Entretanto, iremos fazer novo tratamento, lá para o final do ano, noutro lado. Talvez vá à IVI (com o Dr Sérgio) ou à Cemeare (com a Dra Maria José), porque gostava de ouvir opiniões de outros médicos sobre o que fazer, para além do que já ouvimos nos Lusíadas e na MAC.
Até lá, resta esperar pelo milagre de uma gravidez espontânea.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Notícia: Fertilizacao mais fácil e barata
Nova tecnologia é mais barata e permite aumentar as hipóteses de gravidez.
Um novo método, apresentado ontem por cientistas da Universidade de Oxford, Inglaterra, promete baixar os custos da fertilização ‘in vitro’ (FIV) e aumentar as hipóteses de gravidez.
A técnica baseia-se na triagem genética de embriões antes da implantação. O sequenciamento de genes para selecionar um embrião viável para FIV já resultou no nascimento de um bebé saudável, em junho. O segundo parto está para breve.
A FIV, processo através do qual um óvulo é fertilizado em laboratório, tem uma taxa média de sucesso de cerca de 30%, ou seja, uma em cada três tentativas de FIV resulta num bebé, já que as anomalias no DNA de um embrião são comuns. O método utiliza tecnologia atualizada que permite revelar doenças hereditárias, anormalidades cromossomáticas e mutações. "Este método vai ajudar-nos a identificar os embriões com as melhores possibilidades de produzirem uma gravidez viável", explicou o cientista Dagan Wells.
"Trata-se de um aperfeiçoamento que resulta em mais informação. Aguarda-se a validação da técnica para que se possa aplicar em Portugal", disse ao CM Alberto Barros, professor catedrático e responsável pelo Centro de Genética da Reprodução.
Artigo original em:
Fertilizacao mais fácil e barata
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