quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Notícia de novo tratamento inovador: corifolitropina alfa

Segundo notícia no SOL, existe um novo tratamento inovador disponível em Portugal, comparticipado pelo Estado em 69%, que consiste em levar apenas uma injecção que corresponde a 7 dias de tratamento (em vez 7 injecções diárias), para indução da ovulação numa FIV.
Chama-se corifolitropina alfa.


Passo a citar a notícia, redigida por Ricardo Nabais, SOL:

Um novo tratamento para a infertilidade já está disponível em Portugal. Comparticipado em 69%, consiste numa injecção única com uma dose equivalente a sete dias de tratamento. Até aqui, a terapêutica padrão tem consistido em injecções diárias, destinadas a induzir a ovulação nas mulheres, num tratamento que se designa, no conjunto, de fertilização in vitro (FIV).
O novo tratamento chama-se corifolitropina alfa e além de aumentar o conforto de quem tem de levar injecções diárias, reduzindo-as significativamente, diminui também a margem de erro. Especialistas como Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, sublinham o valor da nova substância: “O facto de este tratamento ser comparticipado é muito importante, uma vez que actualmente se tem cortado nos tratamentos inovadores”, diz, sublinhando a maior simplicidade do tratamento. Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, destaca a terapêutica como “uma alternativa real no arsenal terapêutico ao dispor dos casais e dos especialistas em medicina da reprodução”.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pensamentos sobre Infertilidade

Infertilidade: é uma palavra que muitas vezes se tem medo de pronunciar. Pensamos que só acontece aos outros. Nunca pensamos que é algo que nos pode ocorrer na vida, indo contra o planeamento de vida que fizémos para nós próprios.

Hoje senti que devia desabafar um pouco.
Sinto-me um pouco cansada desta luta contra a infertilidade, em sermos pais, no entanto não me imagino na minha vida futura sem filhos. Ainda não desisto de alcançar este sonho.
Bem, tudo começou quando (ainda) tinha 29 anos. 1 ano depois de casar, era altura perfeita para se avançar e termos um filho. Pensávamos que se engravidava facilmente, muito provavelmente (pensávamos nós) bastava termos relações sem protecção durante 1 ou 2 meses e já estava. Sempre tive imenso medo de ter "algum acidente" e engravidar sem querer. Connosco não foi assim. Já passaram... 4, quase 5 anos, já nem sei bem, desde que começámos a tentar engravidar.

Hoje é o último dia do ano. Tenho agora 34 anos e no novo ano farei 35! 35, credo! Nunca pensei chegar aos 35 sem filhos. 35! Xii, estou a ficar velha... já fica a meio entre os 30 e os 40. Sinto-me triste.
Já não sou uma rapariga com um corpo giro, com tudo no sítio. Nas lojas olho para as roupas giras e penso, isto já não fica bem no meu corpo. Já tenho algumas rugas de expressão, vários cabelos brancos e não sou mãe.
Algum dia conseguirei ser Mãe, uma Mãe biológica? Sentir um bebé a crescer dentro de mim, cuidar dele desde os primeiros instantes... apaixonar-me por aquele ser que sai de dentro de nós, logo após o primeiro olhar?

Olho para o novo ano que aí vem, mas com a cabeça virada para o ano que agora finda... será mais um ano igual, com insucessos atrás de insucessos?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ideias para fotografar gravidez

Eu ainda não cheguei a esta fase, pela qual tanto anseio, mas acho muito giro quando surgem fotos com ideias para fotografar o evoluir da barriga, durante a gravidez.

Aqui ficam algumas ideias que vou encontrando...




IVI: um novo recomeçar nos tratamentos de fertilidade


No passado dia 2 de Dezembro fomos a uma consulta na IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade), uma clínica espanhola que existe em Lisboa, com o Dr Sérgio Soares. Esperámos 2 meses para podermos ter uma consulta com ele, mas era este médico que eu queria que nos acompanhasse.
Atendeu-nos sem pressas (até acho que estivémos perto de 2h na consulta com ele!), começou por perguntar qual a minha idade quando tive a 1ª menstruação, duração dos ciclos, desde quando estávamos a tentar uma gravidez, o histórico familiar de doenças, viu todos os exames que lhe levámos, os relatórios das 5 ICSIs anteriores, datas respectivas... conduziu toda a conversa com bastante dedicação e atenção, explicando o que ia observando, recolhendo informações para colocar na nossa ficha.

Chamou à atenção para as minhas análises genéticas (que foram desprezadas na MAC), para a proteína S, que tinha um valor baixo, mas que pode ser facilmente corrigido para um anticoagulante. Mandou-me repetir esta análise genética, para se confirmar o valor.
Ao meu marido, pediu para fazer um novo exame, o estudo da fragmentação do DNA espermático.
Pediu ainda para obtermos um relatório das instituições por onde passámos, MAC e HPP Lusíadas, para que se pronunciem sobre o que acham ser o problema, se é mais feminino ou mais masculino.

Reunindo estes dados, o Dr vai ver qual será a melhor solução para o nosso caso, investir num novo tratamento com gâmetas nossos, ou doação de um dos gâmetas caso se reunam provas indicativas de qual está a influenciar o resultado, porque ele diz que não vale a pena repetir mais uma ICSI assim às cegas sem estudos maiores, só para ver se dá positivo. Temos um dado adquirido: o mesmo protocolo, a mesma medicação, conduz sempre ao mesmo resultado, o negativo, sempre com o mesmo motivo, a falta de qualidade embrionária. Disse ainda que não compreende como é que os médicos anteriores insistem sempre na mesma coisa, como é que não fizeram variar o protocolo, a medicação, porque não se sabe como é que o corpo reagiria.

A consulta terminou com uma eco vaginal, onde observou o meu útero, espessura do endométrio, contagem dos óvulos (só no ovário direito eram 40).

Sinceramente, gostei muito da forma de pensar do Dr Sérgio. Estou confiante!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Notícia "Em defesa do fim do limite aos tratamentos de fertilidade"

Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação de um tratamento por ano

A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação aos tratamentos de fertilidade, cuja comparticipação é autorizada uma vez por ano e por casal, argumentando que não há listas de espera.

«A comparticipação do Estado está limitada a um tratamento por ano e por casal. Ora, havendo capacidade de resposta dos centros, e há, isto não faz sentido», disse à agência Lusa Teresa Almeida Santos.

De acordo com a presidente da Sociedade de Medicina de Reprodução, o Estado comparticipa, no setor público, três tratamentos na totalidade: «essa obrigação de ser um por ano só faria sentido se houvesse listas de espera, e em Lisboa há, mas no resto do país não. E as pessoas desmotivam-se porque não compreendem essa limitação de terem de esperar pelo ano civil seguinte», frisou.

Explicou que o Estado paga a cada centro onde são feitos os tratamentos de fertilidade um valor que varia entre os 2.300 e 2.800 euros por cada tratamento, assumindo ainda uma comparticipação de 69 por cento do valor dos medicamentos (o valor restante é pago pelos casais).

«Se o Estado assume a comparticipação de três tratamentos, não devia fazer diferença quando é que são feitos. Não me parece que tenha assim tanto peso no Orçamento de um dado ano», alegou Teresa Almeida Santos.

Já sobre a comparticipação do preço dos medicamentos, defendeu que os casais que possuam dificuldades económicas «e necessitem de ajuda» deveriam poder usufruir de um apoio estatal «na íntegra», isto é, de 100 por cento do preço.

«O apoio do Estado é um esforço para um objetivo de todos, este desígnio nacional que é o aumento da taxa de natalidade», argumentou.

Aludindo aos números recentemente revelados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente assistida, que revelam uma quebra de 09 por cento nos nascimentos de bebés como resultado dos tratamentos de fertilidade, Teresa Almeida Santos disse ser «evidente» que a quebra está relacionada com a crise.

«Os casais pensam duas vezes antes de avançarem para a decisão de ter um filho, por não possuírem recursos», frisou.

Entre quinta-feira e sábado decorre no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz o 5.º Congresso Português de Medicina da Reprodução, que vai debater temas relacionados com a diminuição da natalidade.

Um dos painéis propostos irá analisar se o declínio da fertilidade é uma doença biológica ou social, argumentando Teresa Almeida Santos que ambas concorrem para aquele resultado.

«É um flagelo biológico porque as mulheres adiam cada vez mais a idade em que têm o primeiro filho, que presentemente está acima dos 30 anos. E uma doença social porque tem a ver com as condições em que vivem os jovens casais, muitas vezes é preciso que um emigre, que vá para fora à procura de trabalho e tudo isto adia um projeto de vida em comum», sustentou.

O congresso, que contará com a participação de cerca de 250 especialistas nacionais e estrangeiros, decorre no ano em que a Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução celebra o 35.º aniversário.

Notícia publicada por tvi24/PP em 2013-10-01

terça-feira, 24 de setembro de 2013

5ª FIV/ICSI: Fecho de ciclo

Tenho novidades! Não, ainda não estou grávida.

Hoje fui à MAC levantar o relatório da ICSI falhada do último mês de Julho e tive a consulta de fecho deste ciclo, tal como tinha pedido telefonicamente.

E não é que vim de lá com uma esperança renovada?
Passo a explicar... na consulta com a Dra Sofia (que de repente se transforma no meu Anjo da Esperança) sugeri que me fosse feito o exame da permeabilidade das trompas (histerossalpingografia), para se ver se estão obstruídas ou não, porque se estiverem obstruídas é que não temos mesmo hipótese de conseguir naturalmente, neste espaço de tempo até fazermos o último tratamento a que temos direito pelo Estado(daqui a 1 ano).

Histerossalpingografia
Histerossalpingografia.
Verificação da permeabilidade das trompas, com injecção de um líquido de contraste.

E não é que a Dra concordou e me disse que seria chamada esta semana para marcar o tal exame e induzir a ovulação com duphine ou duphaston (já não sei com qual deles era), o que faz gerar óvulos com maior qualidade que aqueles gerados com a medicação da ICSI? (óvulos com pouca qualidade tem sido um dos problemas manifestados em ICSI).
Depois basta treinar em casa à volta do dia D, sabendo a data prevista para a ovulação (com SOP, nunca sei quando é) e com trompas seguramente desobstruídas!

Maravilha! Sinto que há uma pequena luz ao fundo do túnel!


terça-feira, 23 de julho de 2013

Informação útil: quando temos um animal e vai chegar um bebé

Ainda não é o caso, mas ao ler este texto no facebook, tive de o partilhar aqui, para que quem tem um animal (nós temos um cão) saiba o que fazer, para que o animal se adapte à nova rotina da chegada de um bebé. Abandonar um animal não é solução, muito menos entregar o animal num canil/gatil que é o mesmo que entregar o animal ao corredor da morte: nos canis/gatis, os animais são abatidos dentro de pouco tempo se ninguém os adoptar. Nestes sítios os animais ficam deprimidos, adoecem com muita facilidade, o que lhes dá direito a abate imediato. Por isso, ao ter um bebé, não se livre do seu animal!

Mas voltando ao tema, o que se deve fazer quando temos um animal e vai chegar um bebé.

O bichinho é que deverá se adaptar às mudanças que virão. Com paciência e boa vontade, ninguém sairá a perder.
• Se o animal tiver que abrir mão de um espaço da casa, comece a adaptação antes do nascimento do bebé. Assim, o novo membro da família não será recebido como concorrente.
• Ofereça algo em troca do que tiver que ser tirado ao animal. Se ele não puder continuar a dormir na cama, por exemplo, ofereça uma almofadinha nova bem confortável.
• Lave as mantinhas ou almofadas do animal com o mesmo tipo de sabonete que usará no banho do bebé. Assim, o cheirinho do bebé vai se tornando familiar.
• No dia da chegada a casa do bebé pela primeira vez, ofereça um presente ao animal. Pode ser algo simples e baratinho, como um petisco que ele goste muito. É o momento de relacionar o bebé a coisas positivas.
• Após o nascimento da criança, passe a oferecer alguns mimos ao animal com mais frequência que antes. Brinquedos, arranhadores aos gatos, almofadinhas, casinhas novas ou mesmo alguns momentos extra de brincadeira com alguém da família, são boas opções.
• Nunca repreenda o animal com o bebé por perto. O recém-nascido só deverá ser associado a coisas agradáveis. Assim, na presença do bebé, encha o animal de carinho e palavras dóceis.
• Por mais fiável que seja o animal, nunca o deixe com crianças novinhas sem supervisão.
• Incentive a boa convivência entre crianças e animais desde a mais tenra idade.
• Dê ao animal carinho, afagos, atenção, muito amor e nunca o abandone.

Fonte: Animadomus