sábado, 31 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: mais eco e análises

Ontem fomos a mais uma sessão de eco + análises com o Dr Sérgio.
Estou com imensos óvulos em crescimento, típico de quem tem SOP como eu, a maioria com o tamanho 12, e o estradiol já anda a dar o ar de sua graça nas análises, de modo a que o Dr alertou para o facto de poder haver hiperestimulação e para evitar riscos existe o plano B: em vez de levar a injecção de Pregnyl (a última injecção), levar a injecção de Decapeptyl, que pára com a estimulação dos ovários. O contra disto tudo, é que o Decapeptyl estraga a evolução do útero e não permite que seja feita a transferência dos embriões a fresco, tendo de fazer um período de repouso, congelar os embriões e depois fazer uma TEC (tal como foi feito com a minha 1ª FIV/ICSI). Ora, os meus embriões são sempre de qualidade má, pelo que se forem congelados, ao descongelar perdem sempre qualquer coisinha de qualidade, outros não resistem ao descongelar e por não estou muito confiante que corra tão bem como se fosse uma transferência a fresco.
Pronto, já começo a desmoralizar com este tratamento se tivermos de interromper a coisa...

Foi feito o ensaio da transferência após a eco e claro que correu tudo bem com o ensaio. Eu já sabia das outras FIVs que o meu corpo não dá problemas com a inserção do tubinho da transferência dos embriões, que é colocado pela dita cuja, até ao interior ao útero, com o auxílio do célebre bico de pato, mas de qualquer das formas, acho bem que ali seja feito um ensaio para garantir que corre tudo bem com a transferência.

O Menopur está perto do fim e por isso trouxe uma receita para comprar mais Menopur e com a indicação para fazer apenas 75u de Menopur (5 unidades de 1 frasco de pó + 1 dose de líquido). Atenção que estas doses não trazem a seringa nem as agulhas (a fina para aspirar o líquido e injectar no corpo e a grossa para fazer a mistura do líquido com o pó). De qualquer das formas, perguntei à enfermeira se à noite podia aspirar com a seringa todo o líquido que tenho no frasco de Menopur (o que está a acabar) para saber quanto me resta e ela disse que sim. Fiz isso à noite e ainda tinha 150u, pelo que administrei 75u deste frasco.



Como o estradiol precisa de ser vigiado de perto, disseram para regressar hoje e fazer novamente análises e eco (desta vez com a Dra Tatyana, que era quem estava de serviço). Hoje lá voltei e aproveitei para perguntar qual o valor do estradiol com que estou. Parece que ontem estava com 1700 de estradiol. Nos Lusíadas, a decisão de transferir ou congelar era baseada no valor do estradiol: até 2000 podia ser feita transferência a fresco.

Depois de lá ter ido, a Dra Tatyana (é muito simpática, assim como toda a gente que por lá tenho conhecido) ligou a dizer que para hoje e amanhã posso subir o valor do Menopur para 100u. Assim será.
Entretanto trouxe a receita para o Pregnyl, Decapeptyl (só se compra um deles, consoante a indicação que mais tarde me será dada) e ainda para comprar um antibiótico, a ser feito na véspera da punção.

De cada vez que recebo a indicação para comprar medicação, dizem-me para fazer o ensino com a enfermeira, o que vale sempre a pena, porque há medicação que não traz a seringa e agulhas e desta forma a enfermeira dá-nos isso, logo nunca somos apanhados desprevenidos com a medicação.
Se tiver de fazer o Decapeptyl, será para misturar 3 doses de pó com 1 dose de líquido.

Agora devo regressar na próxima 2ª feira, para mais análises e eco.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: eco + análises

Quote Nothing is impossible

Desde a última vez que aqui escrevi, já voltei à IVI mais duas vezes.
Uma delas foi na 2ª feira passada, onde se observou que o endométrio (útero) já começou a crescer (o que significa que a hormona que faz com que ele cresça já está a ser segregada devido ao crescimento dos óvulos) e que os óvulos também estavam a progredir, devagar, mas estavam a progredir. No meu caso é preciso ter muito cuidado, porque com ovários poliquísticos, tem-se um arranque mais lento mas depois a progressão é exponencial, por isso é preciso muito cuidados com as doses da injecção que faz a estimulação dos ovários. Depois da consulta, fui levada para a sala das análises, onde depois a analista veio ter comigo e retirou o sangue, para se avaliar o estradiol.
À noite, recebi a chamada da IVI para reduzir a dosagem, de 150u para 130u. E assim fiz.

Tinha marcação da próxima consulta para hoje de tarde, e lá fui eu.
Os óvulos já estavam com 10mm, vários, um maiorzinho e os restantes com 10 e 9mm, acho que no total foram anotados 10. O endométrio também já estava com o tamanho de 10mm. Acho que desta vez está mais "gordinho" do que das outras vezes. Julgo que das outras vezes o tamanho era de 8 vírgula qualquer coisa.... Pode ser que seja efeito do outro medicamento que fiz antes de começar o ciclo, o Dermestril (continuo sem saber para que seria...). É para continuar com os 130u de Menopur e amanhã começo com o Orgalutran.

Agora volto lá na 6ª feira, com previsão de punção para a próxima 4ª feira.

sábado, 24 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: Dia de análises

Depois de 2 dias de injecções de Menopur, a 130u, hoje foi dia de controlo com análises.
Na IVI marca-se a hora das análises, coisa que não se faz nos outros lugares onde fui até agora.
Dormi mal a pensar que me poderia deixar dormir e deixar passar a hora das análises... fartei-me de acordar várias vezes durante a noite, mas felizmente não adormeci quando o despertador tocou (se bem que passei o resto do dia com sono).

Às 10.30, hora que tinha deixado marcada desde 4ª feira, lá estava eu. Fiz as análises e transmitiram-me a informação de que se fosse para alterar a dosagem das injecções, receberia uma chamada até às 21.30. Se não me ligassem, deveria manter. Ligaram-me durante a tarde, para me dizer para aumentar a dose de Menopur de 130u para 150u. E assim farei.

Como ainda não tinha marcada a próxima consulta (eco + análises) deixei hoje marcada para o dia recomendado pela enfermeira: próxima 2ª feira lá estarei para a contagem dos ovócitos na eco e para fazer as análises de controlo do estradiol.

So far so good.. se bem que tenho um medo que isto dê para o torto, faça hiperestimulação e tenha de cancelar a transferência. Passei mal da outra vez e não é algo que goste de sentir, a falta de ar, sentir-me inchada (com uma barriga que parece que vai explodir), obstipação... Pode ser que com o Menopur as coisas corram bem.



sexta-feira, 23 de maio de 2014

6ªFIV/ICSI: Um novo início

"A new beginning" é a frase que mais me tem ocorrido nestes dias...


Desde que comecei a colocar os pensos transdérmicos de Dermestril, 2 de cada vez e trocar a cada 48h. A enfermeira recomendou colocar os dois pensos do mesmo lado da barriga (no baixo ventre), para deixar a pele do outro lado descansar.
Mas sabem que os pensos começam a descolar com o suor? Então tive de recorrer a fita adesiva para colar os adesivos ao corpo, para que não descolassem de todo.
Comecei a descobrir que o penso que ficava mais perto do centro da barriga descolava pouco, então comecei a colocar os 2 pensos sempre no mesmo sítio, os dois ao centro e sempre a reutilizar o mesmo síto da pele. Felizmente o tempo também arrefeceu, o que ajudou a que se mantivessem colados (sem eu suar).
Mas já continuo com a história do Dermestril.


Entretanto, na 2ª feira passada dia 19 de Maio, aparece-me o Mr. Red (dia 1 do ciclo) e lá tratei eu de ligar para a IVI para marcar a eco que o Dr Sérgio tinha pedido, entre o dia 1 e 4 do ciclo. Ficou marcada para 4ª feira passada, dia 21. A recomendação do Dr Sérgio tinha sido continuar com o Dermestril até à eco e assim fiz.

Chegou a 4ª feira e lá fomos nós.
O Dr fez a eco, viu que estava tudo ok e lá passou a prescrição para comprarmos as injecções Menopur e Orgalutran, e para começar com o Menopur no dia seguinte, dia 22, e para escolher um horário entre as 21.30 e as 23h e manter esse horário nos dias seguintes. Como nunca fiz o Menopur, tive de pedir para me fazerem o ensino destas injecções. Ora, a preparação do Menopur é completamente diferente dos outros indutores de ovulação que fiz no passado (Puregon e Gonal-F). O Puregon e o Gonal-F são canetas do tipo diabéticas, de fácil aplicação, e era preciso guardar sempre no frigorífico. Ora, o Menopur não é assim. O Menopur guarda-se no frigorífico até se fazer a mistura do líquido com o pó. Sim, com o Menopur é preciso fazer uma mistura, que não era preciso fazer com os outros. Depois de fazer a mistura, já não é preciso guardar no frigorífico (confirmei isto na bula do Menopur).



Entretanto disse-me para deixar de colocar os pensos de Dermestril nesse dia. Quando os retirei, a minha pele estava irritada, vermelha e ainda hoje não passou... continuo com 2 bolas vermelhas na barriga. Já atenuaram mais um pouco, tenho colocado hidratante, mas as marcas ainda não passaram.

O dia 22 chegou e à noite (escolhi logo as 21.30 para fazer a injecção) lá fui fazer a mistura: temos o frasquinho com o pó, 2 seringas já cheias com o líquido e uma agulha grossa: Numa das seringas mete-se a agulha, espeta-se a seringa no frasquinho (tem uma tampa de borracha que serve para ser picada sem se perder o líquido) e injecta-se o líquido para dentro do frasco. Deixa-se a agulha espetada na tampa, desenrosca-se a seringa e coloca-se a outra seringa cheia com o líquido na agulha. Injecta-se também esta seringa para dentro do frasco e retira-se a seringa. Depois é preciso deixar o pó dissolver (não abanar o frasco para não criar bolhas de ar) e se for preciso ajuda para dissolver, rodar um pouco o líquido dentro do frasco, devagar. A preparação está feita. Agora o resto é só tratar de injectar isto na barriga.



A embalagem do Menopur traz muitas seringas descartáveis já com a agulha fina colocada, e ainda embalagens individuais de um quadradinho embebido em álcool, para desinfectar a zona da barriga a ser picada.
Pega-se numa dessas seringas, tira-se a tampa da agulha e depois é só aspirar do frasco, a dose de líquido prescrita (no meu caso era para ser 150, mas pedi para ser menos com medo da hiperestimulação e o dr acedeu ao meu pedido e prescreveu 130). Como a seringa não tem a marca de 130, é só aspirar até meio do tracinho dos 112,5 e dos 150, com o frasco virado ao contrário (porque a agulha é curta e não chega ao líquido).



 E pronto, lá injectei a dose na preguinha que se faz na barriga, com os dedos da mão esquerda, enquanto que a direita segura na seringa. Tenho a sensação que estas agulhas finas não são tão finas como as do Puregon e do Gonal-F. Parece que custam um pouco a espetar enquanto que com as outras entravam pela pele adentro sem dificuldade.

E assim começou este novo tratamento, "a new beginning" que pode vir a ter um final feliz.

sábado, 10 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: Eco para observação dos ovários

Olá olá!

Voltámos da nossa viagem anual, no passado domingo de Páscoa.
Fomos dar "uma volta" ao Médio Oriente, com uns dias passados no Dubai e depois uma semana nas Maldivas. A-DO-REI!

Safari no deserto, no Deserto das Arábias

No Dubai senti-me completamente segura, é um Emirado com bastante diversidade cultural, logo não senti extremismos que normalmente se associam aos países muçulmanos. Ter evitado a época do Ramadão também ajuda. No Dubai vive-se e respeitam-se outras culturas, é completamente moderno, com edifícios arranha céus enormes (muitos deles com altura superior à da Torre Eiffel), a noção de espaço perde-se completamente. Parece que é tudo perto mas não é, aquilo que parece ser já ali ainda leva muito tempo até lá chegar.
No Dubai fica o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, o único hotel 7* do mundo o Burj Al Arab, o maior centro comercial do Mundo o Dubai Mall, que tem lá dentro um "oceanário", uma pista de patinagem no gelo, no exterior tem um show nocturnos de jactos de água, luz e música num lago artificial, noutro centro comercial o Mall of The Emirates, encontra-se uma enorme pista de ski (com neve!). Fizémos um safari no deserto, andámos de jipe pelas dunas, andei de camelo, vimos danças do ventre enquanto jantávamos um churrasco num acampamento feito no deserto... Gostei imenso do Dubai e gostava de lá voltar no futuro.

A descansar nas Maldivas

Nas Maldivas, vive-se paz e harmonia. Fomos para o atol que fica a sul do atol da capital, Malé, para uma ilha pequeníssima (parece que são todas assim por lá) onde dava a volta a pé em 15m. Havia dias em que dava a volta à ilha duas vezes de seguida, que loucura!
Por lá existe muita natureza, passarinhos a cantar a toda a hora, animais estranhos que não nos fazem mal, o mar com um azul turquesa lindo de morrer, coral pertíssimo da praia (sempre que íamos à água depois fazíamos snorkeling para ver os peixinhos coloridos que habitam no coral, vimos tubarões bebés, raias, mantas, e à noite víamos tubarões grandes (nurse sharks, whitetip reef sharks e blacktip reef sharks) ao caminhar até ao pontão. Todo este contacto com a natureza deixa-nos uma sensação de bem estar enorme, muita tranquilidade e muito relaxamento! Não tem nada a ver com o ritmo de festa que se vive nas Caraíbas (que eu também adoro de coração).

Maldivas

E com um estado de espírito assim bem tranquilo, inicio mais um tratamento, desta vez na IVI, tal como já tinha dito noutros posts.
Tinha ficado combinado com o Dr Sérgio que iria marcar eco entre o 22º e 24º dia do meu ciclo, para se verificar se já tinha ovulado ou não (para as outras pessoas "normais" seria no dia 14 do ciclo). E assim lá fui na 4ª feira passada, dia 7, e tinha um folículo bem grande mas que ainda não tinha libertado o óvulo. Desta forma, o Dr passou-me uma análise para fazer na 6ª feira (passados 2 dias) para verificar a ovulação e tinha ficado combinado telefonar quando tivesse o resultado nesse dia. Assim foi. Fiz a análise de manhãzinha, à hora de almoço já tinha o resultado e liguei a dar a resposta: 4,4 era o valor da progesterona. Recebi depois um telefonema de volta a dizer para começar com a aplicação dos pensos na pele, Dermestril 100 hoje, 2 de cada vez com indicação para trocar de 48 em 48h até menstruar. Quando menstruar, terei de telefonar para lá para que me seja feita eco entre o dia 1 e 4 do ciclo.
Não sei bem se é para começar logo com as picas depois dessa eco... porque é a primeira vez que me é indicado para colocar estes pensos Dermestril na pele e das outras vezes começava logo com as picas no 2º dia do ciclo. Pelo que leio na embalagem, o Dermestril é estradiol, não sei bem qual é a sua função.
Ah, e fiquei a saber que desta vez as injecções para estimulação dos ovários são de Menopur (das outras vezes foi sempre Gonal-F ou Puregon).
Veremos o que me aguarda.

Gosto das diferenças, pelo menos sei que algo de diferente está a ser tentado e pode ser que assim tenha um resultado diferente do das outras vezes.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

6ª FIV/ICSI: 2ª consulta na IVI de discussão de exames



Depois de se ter tentado obter o tal relatório de opinião do Dr Neves que pudesse indicar qual dos gâmetas pudesse estar a influenciar o resultado, que o Dr Sérgio pediu, e de o Dr Neves se ter recusado a prestar a informação ao casal (nós), o Dr Neves mostrou-se disponível para falar com o Dr Sérgio da IVI, cendendo o nº de telemóvel.


O Dr Sérgio entrou em contacto comigo, para me dizer que o Dr Neves tinha entrado de férias de Natal e que voltava no dia 6 de Janeiro e que após essa data iriam voltar a falar.
Aguardámos, aguardámos, aguardámos por novidades... e elas não chegavam. Liguei para a IVI, para relembrar que estava à espera de novidades para poder marcar a consulta, visto que tanto o J como eu já tínhamos feito os exames pedidos e só faltava a conversa deles.

Ora, o Dr Sérgio ligou-me pouco tempo depois (de ter recebido o recado) a dizer que estavam com dificuldades em falar um com o outro: quando o Dr Neves podia, o Dr Sérgio não podia, e vice-versa, e combinaram trocar a informação por email. Então o Dr Sérgio lá redigiu o email com a informação que pretendia. Finalmente o Dr Neves respondeu-lhe e o Dr Sérgio ligou-me esta semana para me dizer que na opinião do Dr Neves, o problema maior seria a qualidade (a falta dela) dos ovócitos, que influenciava o desenvolvimento do embrião. Parece que quando ao 2º dia o embrião já está com dificuldades, isso é indicador que os óvulos não têm a qualidade suficiente.
Então tratei de marcar a consulta, que teve lugar na sexta feira passada, às 17.15

Fomos e passámos bastante tempo com o Dr Sérgio, para nos explicar todos os detalhes. Os exames que fizémos estavam bons: o estudo da fragmentação do DNA do J estava ok, com um resultado de 7% (não sei o que é que o 7 indica, mas o Dr disse que estava bom) e que o tal valor do qual se desconfiava nas minhas análises genéticas também estava normal para o dia do ciclo em que a análise foi feita.

Então o Dr Sérgio deixou-nos duas opções: ou termos eficácia de resultados (onde temos de recorrer a doação de óvulos) ou tentar mais uma vez com os gâmetas do casal, porque impossível não é, mas é muito difícil obter o tão desejado positivo. Como nunca fizémos uma ICSI na IVI, não sabemos se as condições do laboratório deles podem influenciar positivamente no resultado, optámos por fazer mais uma ICSI com os meus óvulos e com os espermatozóides dele. É a última que faremos no privado, com o nosso material próprio.
Ainda temos mais uma tentativa na MAC, onde prevejo ser chamada em Julho, que é quando faz 1 ano desde a última punção lá. Também será a última que faremos pelo Estado.

doação de óvulos

Se após estas duas tentativas, o negativo persistir, iremos recorrer à doação de óvulos. Segundo nos foi dito na IVI, existe lista de espera para a doação de óvulos, visto que as dadoras não são assim muitas, e que o tempo de espera é em média 4 meses.

Técnica MACS
Técnica MACS

Na IVI, irão ser utilizadas técnicas especiais: uma chamada MACS (Magnetic-Activated Cell Sorting), que consiste em passar o esperma por um "filtro" onde os espermatozóides que tiverem pior DNA serão excluídos, e outra chamada Embryoscope. O Embryoscope é a estufa onde os embriões são colocados e dali só saem para serem transferidos para o útero. Está munido de máquina fotográfica para fotografar a evolução diária, tirando uma fotografia a cada 15 minutos. Nos outros laboratórios que não têm esta maquineta, é preciso tirar, todos os dias, os óvulos da estufa para serem fotografados.

Embryoscope
Embryoscope

Ficámos elucidados sobre como tudo se vai passar, e estou satisfeita por ver alterações que possam melhorar o resultado, relativamente aos sítios anteriores. Mas, como curiosidade perguntámos como se processa um ciclo, com doação de óvulos?
Basicamente, fica na IVI uma ficha com as nossas características físicas, cor dos olhos, cor da pele, cor do cabelo... e quando surgir uma doadora com essas características, a IVI entra em contacto com o casal que estiver na fila para essas características. Depois a doadora passa pela estimulação do ovários, com as injecções diárias, tendo em vista a punção, ou seja, aquilo pelo que já passei nestas FIVs. Ao mesmo tempo, o ciclo da receptora (eu) é sincronizado com o da doadora, para ter o crescimento do útero correcto para o dia da transferência.
A doadora é anónima e não há qualquer hipótese de a doadora conhecer a receptora ou vice versa.


Como iremos fazer uma viagem (bastante longa, até ao outro lado do Mundo) em Abril, não faremos o tratamento antes disso, porque não quero estragar tudo caso tivesse um positivo. Iremos começar esta 6ª FIV/ICSI quando regressarmos da viagem.



Até lá o Dr Sérgio deixou recomendações: para o J, tem de tomar Spermox em jejum (ele já tomou sem ser em jejum, mas fartou-se), e eu tenho de tomar o Matervita, também em jejum.
Eu já tomo Matervita desde a 1ª FIV/ICSI, mas não em jejum. Pode ser que faça diferença.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Notícia de novo tratamento inovador: corifolitropina alfa

Segundo notícia no SOL, existe um novo tratamento inovador disponível em Portugal, comparticipado pelo Estado em 69%, que consiste em levar apenas uma injecção que corresponde a 7 dias de tratamento (em vez 7 injecções diárias), para indução da ovulação numa FIV.
Chama-se corifolitropina alfa.


Passo a citar a notícia, redigida por Ricardo Nabais, SOL:

Um novo tratamento para a infertilidade já está disponível em Portugal. Comparticipado em 69%, consiste numa injecção única com uma dose equivalente a sete dias de tratamento. Até aqui, a terapêutica padrão tem consistido em injecções diárias, destinadas a induzir a ovulação nas mulheres, num tratamento que se designa, no conjunto, de fertilização in vitro (FIV).
O novo tratamento chama-se corifolitropina alfa e além de aumentar o conforto de quem tem de levar injecções diárias, reduzindo-as significativamente, diminui também a margem de erro. Especialistas como Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, sublinham o valor da nova substância: “O facto de este tratamento ser comparticipado é muito importante, uma vez que actualmente se tem cortado nos tratamentos inovadores”, diz, sublinhando a maior simplicidade do tratamento. Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, destaca a terapêutica como “uma alternativa real no arsenal terapêutico ao dispor dos casais e dos especialistas em medicina da reprodução”.