segunda-feira, 9 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: Sem transferência de embriões!


O dia começou com um telefonema.
A directora do laboratório da IVI ligou de manhã, para nos dar as prometidas novidades sobre os embriões restantes que tinham ficado em laboratório. Gostaria muito de vos poder dizer que as novidades são boas, que os embriões tivessem recuperado, mas tal como já esperava, não foi isso que aconteceu. Os embriões pararam de se desenvolver e assim ficou sem efeito esta transferência de 5º dia (D5).

Como estou a fazer a progesterona, recebi a indicação de que ainda deveria fazer esta medicação hoje e amanhã, e então parar.
Já ficou marcada a consulta de fecho do ciclo com o Dr Sérgio, lá para o final do mês, para que possamos discutir estes resultados e ainda, obter o relatório desta 6ª FIV/ICSI, para levarmos à MAC quando formos novamente chamados para a 3ª tentativa que o Estado nos concede. Segundo as minhas contas, serei chamada à MAC em Julho, quando faz 1 ano desde a data da punção. Neste momento nem tenho muita pressa em ser chamada, para deixar o corpo recuperar e fazer a última FIV/ICSI (sinto-me inchada que nem uma porca, com a barriga enorme!). Dizem que são precisos 2 meses para recuperar, logo... estamos em início de Junho, é preciso deixar passar este mês, Julho e só lá para Agosto ou Setembro é que posso fazer nova FIV/ICSI. A 7ª FIV/ICSI.


Se não resultar, partiremos para a sugestão dada pelo Dr Sérgio da IVI: a doação de óvulos. Entraremos para lista de espera, à espera que surja uma doadora com as minhas características físicas (e tipo de sangue compatível). Seguem este critério para que haja semelhança física, que se consegue que seja na ordem dos 70% de semelhança com os pais, sendo o restante atribuído às diferenças relativas ao órgãos internos: 50% vem do DNA do pai, e 20% do DNA da doadora será relativo às semelhanças físicas. 70%, nada mau... sempre é melhor do que um zero.

A doação de óvulos (ovodoação) é indicada para os casos de mulheres que estejam em menopausa, menopausa precoce, mulheres que nasceram com ovários que não funcionem, quimioterapia, radioterapia, mulheres sem ovários (devido a cirurgia), idade materna avançada, mulheres com doenças genéticas ou falhas repetidas de FIV's. Eu encaixo neste último perfil: falhas repetidas de FIV's, indicador de que os meus ovários não são capazes de produzir óvulos de boa qualidade. Para além disso, a taxa de sucesso encontra-se relacionada com a idade da mulher doadora dos óvulos, onde só são aceites mulheres jovens e sem historial de doenças genéticas, não interessando a idade do útero (parece que o útero não envelhece). Por isso, com 1 ou 2 tratamentos em que se usem doações de óvulos, cujas taxas de sucesso rondam os 50 a 60%, consegue-se obter uma gravidez.
Fonte: Procriar

Entretanto, resta-nos continuar à espera que esta cadeira vazia, um dia esteja ocupada, com muita alegria.





domingo, 8 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: O Universo conspira contra nós

Ontem era suposto ser o dia da transferência dos embriões. Eram 9 embriões na 5ª feira, estava cheia de esperança de que seria desta.
Para a transferência recomendaram que às 10.00 fosse ao wc despejar a bexiga e depois bebesse 3 copos de água; estar na IVI às 10.30 e a transferência seria às 11.

Como mandaram aplicar as bolinhas de progesterona desde 5ª feira (200mg à noite e de manhã), seria para fazer isso também no dia da transferência dos embriões. A aplicação destas bolinhas tem um truque, que não é ensinado sempre. Ali na IVI chamaram a atenção para esse detalhe: depois de aplicar as bolinhas via vaginal, depois de acordar e antes de adormecer, devemos permanecer deitadas para que as bolinhas derretam e sejam absorvidas. Não interessa fazer a aplicação das bolinhas de 12 em 12 horas, porque o que é importante é que elas se mantenham lá dentro. Se andarmos levantadas ou sentadas, elas acabam por sair e não fazem o efeito que se pretende: o corpo absorver a progesterona. Por isso, de manhã meto o despertador a tocar mais cedo, para aplicar as bolinhas da manhã, e durmo mais 1h.
Ora, no sábado já eu tinha feito isto quando me ligam. Mauuuu! No news are good news, por isso para ligarem não devia ser coisa boa. E de facto não era.

Ligaram a dizer que naquele momento já só tinha 2 embriões: um com os habituais 35% de fragmentação e outro muito lento, só com 4 células. Recomendaram não fazer a transferência e deixar os embriões no laboratório até 2ª feira para verem a sua evolução e na 2ª feira darão notícias novamente.

Pessoalmente, eu perdi toda e qualquer esperança. Sei que todos os meus embriões com 35% de fragmentação das ICSI's passadas paravam de evoluir. Ter o outro embrião lento só com 4 células também não é normal e por isso a natureza também se encarrega de o descartar.

Basicamente, o Universo continua a conspirar contra nós, não me concede o desejo de uma gravidez.

O universo conspira contra nós

De acordo com os nossos planos, já só vamos aproveitar a última tentativa que nos resta da MAC. Acabamos assim com as tentativas de mais FIV's. Estou farta disto, de passar por todo este processo de injecções, punções que me deitam sempre abaixo e das notícias repetitivas de que os embriões não têm qualidade. Sinto uma enorme tristeza por  saber que não vou ter descendentes com os meus genes, com a minha inteligência, com as minhas características físicas, de não poder ver fotos de mimem pequenina e dizer que é tal e qual a minha cara em pequena. Nem a Ciência, que consegue ajudar tantos casais a obter aquilo que a Natureza lhes nega, nos consegue ajudar. Sinto-me revoltada.
É injusto. É só o que consigo dizer.

Próximos passos: como não vejo a MAC a obter um resultado diferente... A seguir à MAC vamos recorrer à doação de óvulos na IVI. Se é esta a única forma de poder engravidar e ser mãe, então assim seja.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: D1 dos embriões, D-2 da transferência

Hoje é o D1 (dia 1) dos embriões, que devem estar felizes e contentes na estufa do laboratório da IVI.

Hoje ligaram-me da IVI, a dar o status do que aconteceu no laboratório desde ontem.
Dos 19 ovócitos recolhidos, 15 foram microinjectados (quer dizer que 15 estavam maduros) e 9 formaram embriões. 9! Wow! Não estava à espera que houvesse tantos maduros, nem tão pouco que fossem formados 9 embriões! Estava a contar com menos que isso... mas estas notícias deixam-me muito contente!

Hoje já tive poucas dores no baixo ventre (zona dos ovários), mas senti náuseas durante todo o dia. Fui trabalhar, conforme me fora recomendado ontem, fui bebendo água ao longo do dia (tento não me esquecer de beber água, o que para mim é frequente acontecer) para ajudar a eliminar restos de anestesia que ainda corra em mim, e que segundo a enfermeira que me ligou, é o que me anda a causar náuseas.

Também me informaram que a transferência vai ser no sábado de manhã, e não na 6ª conforme me tinha sido dito ontem. Ok, em vez de ser uma transferência de 2ºdia, como tem sido habitual até aqui, é uma transferência de 3º dia. Andei a ver o que significa transferir o 2º dia ou 3º dia e concluí que as transferências de 2º dia são feitas quando os embriões são poucos (como me tem acontecido) e por isso precisam de ir o mais rapidamente possível para o útero. Quando o número de embriões é elevado, como desta vez, podem-se deixar mais tempo em laboratório para se ter a certeza de quais têm uma maior qualidade.

Para quem não sabe... o que é isto do D1?
Bem, passo a explicar de forma simples.. conta os dias de vida do embriões, independentemente da data da transferência para o útero.

  • D0, ou dia zero, é o dia em que ocorre a fecundação, o dia em que os óvulos são unidos aos espermatozóides em laboratório.
  • D1, ou dia 1, é o dia a seguir à punção. Normalmente é o dia em que ligam do laboratório a dizer quantos embriões foram formados. Esta informação baseia-se na observação da formação do zigoto, que é a célula inicial do corpo humano. É a partir desta célula que se vão fazendo as divisões celulares que formarão um ser humano - é o processo de clivagem.
  • D2, ou dia 2, é o 2º dia dos embriões, que já terão 2 a 4 células, se as divisões celulares forem as correctas.
  • Em D3, os embriões terão em torno de 8 células.
  • Em D4, os embriões atingem o estado de mórula, onde as divisões celulares ocorrem cada vez mais rapidamente e se deixa de conseguir distinguir os limites das células.
  • Em D5, os embriões atingem a fase de blastocisto.


And so on... é fantástico o milagre da Vida, não é?



quarta-feira, 4 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: Punção!

Cá estou eu depois de ter tido alta na IVI!
Bem, mas onde é que eu tinha ficado?
Ah sim, tinha dito que iria regressar na 2ª feira, dia 2 de Junho, para mais uma eco e análises. Bem, quando me ligaram no sábado, disseram para aumentar a dose do Menopur para 100ui e assim fiz. Administrei 75ui das doses individuais e depois fui buscar mais 25ui ao frasco que estava a acabar. Ainda deu para fazer isto no sábado e domingo.
Quando voltei à IVI na 2ª feira, fiz a eco com o Dr Sérgio, como habitualmente, e tinha ainda outra Dra que presenciou a eco (não me lembro do nome dela, mas era novinha). Tinha ovócitos com 19mm, outros com 18mm, 17mm e muitos com 13 e 12mm. O Dr explicou que não iríamos esperar que estes de 13 e 12 crescessem, porque estes seriam os que iriam provocar a hiperestimulação, e que os maiores chegavam para a punção. A medicação da última injecção iria depender do resultado da análise: Pregnyl + Dostinex caso o estradiol ainda estivesse bom, o que depois iria permitir a transferência dos embriões a fresco, ou o Decapeptyl para parar os ovários e neste caso seria preciso congelar os embriões, porque não seria possível fazer transferência (parece que o Decapeptyl estraga a qualidade do útero, segundo palavras do Dr. Sérgio). De qualquer forma, deveria ter na minha posse estes medicamentos à hora da chamada do resultado das análises, porque como são difíceis de achar à venda no imediato, depois poderia não ter tempo de os comprar. A punção ficou então marcada para 4ª feira (hoje) às 8h00.
Fiz as análises e a enfermeira dispensou-me o Decapeptyl (3 doses de pó para 1 de líquido) caso fosse este o medicamento escolhido à hora do telefonema. Uma amiga tinha uma embalagem de Pregnyl, da qual já não precisa porque está grávida (parabéns linda!) e que me deu. Por isso na farmácia comprei o Utrogestran (para depois aplicar quando for a transf.), o Dostinex (parece que baixa a prolactina, previne a hiperestimulação) caso o Pregnyl fosse o eleito, e ainda um antibiótico, chamado Azitromicina, para tomar à noite na véspera da punção.

Azitromicina
Azitromicina

A enfermeira alertou que este antibiótico é potente, porque muita gente fica com vómitos, náuseas, diarreia depois de o tomar... bem, assim apelidei-o de "a bomba".
À noite ligaram-me a dar luz verde para dar a injecção de Pregnyl (yeah!!) às 20h30 e tomar um comprimido de Dostinex depois de jantar.

Dostinex 0,5 mg
Dostinex 0,5 mg

3ª feira fiquei com náuseas e sonolência durante o dia, por causa do Dostinex... e à noite, depois do jantar, lá tomei os 2 comprimidos da "bomba" e o 2º comprimido de Dostinex. Devo dizer que a "bomba" fez-me efeito 1h depois de a ter tomado. Comecei por ficar com náuseas, fiquei cada vez mais mal disposta ao ponto de achar de ia vomitar a qualquer momento. Fui para o wc, ainda tive aquela convulsão de vómito por 2x, mas felizmente não vomitei. A seguir bebi água para ver se o estômago acalmava e depois achei melhor ir dormir, pelo menos a dormir não iria sentir má disposição. Pelo sim, pelo não, meti um alguidar ao pé da cama, caso acordasse, pronta a vomitar e sem ter tempo de me levantar. Felizmente, não foi necessário!
Tinha instruções para fazer jejum de líquidos e sólidos a partir das 24h, como é normal para todas as punções que fiz até hoje. Para todos os efeitos, é um procedimento cirúrgico com anestesia, se bem que lhe chamam de sedativo.
4ª feira (hoje) acordámos às 6.30, tomei uma banhoca, lavei os dentes, vesti uma roupa confortável e estava pronta para sairmos. Tinha instruções para não usar perfumes, óleos, cremes, desodorizantes, nada... não levei as lentes de contacto (não se podem levar, levei os óculos na cara), não se podem levar brincos, nem anéis, nem nada de bijuteria e também não se podem levar as unhas pintadas. Obedeci a tudo isto.
Ainda não eram 8h e já lá estávamos à porta da IVI. Quando apareceu uma recepcionista, entrámos, esperámos muito pouco tempo até nos chamarem para irmos para o quarto que nos estava destinado. Sim, ali tem-se direito a um quarto, parecia uma suite de hotel, com o wc privativo muito bonito, moderno, com chuveiro...! Vesti a bata (com a abertura para a frente) e aguardei deitada na cama, depois de ter ido esvaziar a bexiga (pedem sempre a bexiga vazia para a punção). O meu J aguardava perto de mim, no quarto, sentado na sua "poltrona".
Depois apareceu uma enfermeira para me colocar o soro (aii!) mas, surpresa das surpresas, não foi colocado na mão, onde me dói sempre. Meteram na veia do braço, onde costumam tirar sangue (ahhh!). Maravilha, não doeu nada!
Pouco depois apareceu a anestesista para confirmar que estava em jejum, que não tinha alergias, se já tinha levado anestesia alguma vez (sim, na remoção do apêndice e nas 5 FIV's anteriores), perguntou como tinha sido o meu acordar das outras anestesias (sempre bem-disposta!), tudo ok! Depois apareceu a enfermeira que me levou para a sala do bloco. À entrada tinha 2 enfermeiras: uma que me colocou a touca no cabelo e outra os pezinhos, nos pés, depois entrei no bloco onde tinha um batalhão à minha espera. Tinha a Dra Catarina (desconfio que foi ela que fez a punção), que se apresentou, e depois mandaram-me deitar na "cama" do bloco, primeiro sentar à beirinha da cama, meter pernas no encaixe das pernas, braços abertos, metem-me o oxímetro no dedo, no braço o medidor de tensão, metem-me os autocolantes para observarem os batimentos cardíacos... e a anestesista lá me dá a pica de qualquer coisa no soro, lembro-me de ela dizer "agora vai sentir frio no braço", injecta a anestesia, metem-me a máscara do oxigénio na cara e dizerem-me "agora inspire fundo"... inspirei (cheirou-me a baunilha?) e apaguei. Voltei a acordar no quarto, com o J sentado na poltrona.

Punção dos ovócitos

Ainda não o tinham chamado para fazer a parte dele.
Perguntei-lhe se sabia como é que me tinham metido na cama, por curiosidade, e ele disse-me que me levaram até ali deitada numa maca, e que depois me deram instruções para eu me mover de uma cama para a outra, e que eu fiz o que me pediram, passar as pernas, fazer força para me mover.... É engraçado que não me lembro de nada disto.
Trouxeram-me o pequeno almoço, bolachinhas de água e sal e um pacote de sumo de pêssego e uva, disseram-me que podia ir ao wc quando quisesse e que deveria ter pequenas perdas de sangue hoje e amanhã. Só se fossem perdas abundantes é que deveria ligar para lá imediatamente, ou caso tivesse dores fortes. Posso tomar paracetamol e amanhã já posso ir trabalhar. Entretanto disseram ao J para ir fazer a parte dele, que tratou do "negócio" no wc da suite, e depois ligou à enfermeira para entregar o copinho com o material. Achei isto curioso, manterem os espermatozóides o máximo tempo possível com o J.
Tal como das outras vezes, hoje estou deitada em repouso, acompanhada pelo maridão para me supervisionar algum efeito da anestesia, e estou proíbida de fazer esforços físicos.
Recomendação: beber muita água!
Depois amanhã vão-me contactar para dar informações de como as coisas estão a correr no laboratório e marcar hora para a transferência dos embriões na 6ª.
Desejo um namoro brilhante aos meus meninos lá no laboratório, e na 6ª cá estou eu pronta para os receber.

sábado, 31 de maio de 2014

Para engravidar já tentámos...

Encontrei este folheto que resume o que já se tentou fazer, quando se tenta engravidar há muito tempo... eu já passei pela maioria das coisas, logo decidi preencher e partilhar...

O original:

O nosso:

6ª FIV/ICSI: mais eco e análises

Ontem fomos a mais uma sessão de eco + análises com o Dr Sérgio.
Estou com imensos óvulos em crescimento, típico de quem tem SOP como eu, a maioria com o tamanho 12, e o estradiol já anda a dar o ar de sua graça nas análises, de modo a que o Dr alertou para o facto de poder haver hiperestimulação e para evitar riscos existe o plano B: em vez de levar a injecção de Pregnyl (a última injecção), levar a injecção de Decapeptyl, que pára com a estimulação dos ovários. O contra disto tudo, é que o Decapeptyl estraga a evolução do útero e não permite que seja feita a transferência dos embriões a fresco, tendo de fazer um período de repouso, congelar os embriões e depois fazer uma TEC (tal como foi feito com a minha 1ª FIV/ICSI). Ora, os meus embriões são sempre de qualidade má, pelo que se forem congelados, ao descongelar perdem sempre qualquer coisinha de qualidade, outros não resistem ao descongelar e por não estou muito confiante que corra tão bem como se fosse uma transferência a fresco.
Pronto, já começo a desmoralizar com este tratamento se tivermos de interromper a coisa...

Foi feito o ensaio da transferência após a eco e claro que correu tudo bem com o ensaio. Eu já sabia das outras FIVs que o meu corpo não dá problemas com a inserção do tubinho da transferência dos embriões, que é colocado pela dita cuja, até ao interior ao útero, com o auxílio do célebre bico de pato, mas de qualquer das formas, acho bem que ali seja feito um ensaio para garantir que corre tudo bem com a transferência.

O Menopur está perto do fim e por isso trouxe uma receita para comprar mais Menopur e com a indicação para fazer apenas 75u de Menopur (5 unidades de 1 frasco de pó + 1 dose de líquido). Atenção que estas doses não trazem a seringa nem as agulhas (a fina para aspirar o líquido e injectar no corpo e a grossa para fazer a mistura do líquido com o pó). De qualquer das formas, perguntei à enfermeira se à noite podia aspirar com a seringa todo o líquido que tenho no frasco de Menopur (o que está a acabar) para saber quanto me resta e ela disse que sim. Fiz isso à noite e ainda tinha 150u, pelo que administrei 75u deste frasco.



Como o estradiol precisa de ser vigiado de perto, disseram para regressar hoje e fazer novamente análises e eco (desta vez com a Dra Tatyana, que era quem estava de serviço). Hoje lá voltei e aproveitei para perguntar qual o valor do estradiol com que estou. Parece que ontem estava com 1700 de estradiol. Nos Lusíadas, a decisão de transferir ou congelar era baseada no valor do estradiol: até 2000 podia ser feita transferência a fresco.

Depois de lá ter ido, a Dra Tatyana (é muito simpática, assim como toda a gente que por lá tenho conhecido) ligou a dizer que para hoje e amanhã posso subir o valor do Menopur para 100u. Assim será.
Entretanto trouxe a receita para o Pregnyl, Decapeptyl (só se compra um deles, consoante a indicação que mais tarde me será dada) e ainda para comprar um antibiótico, a ser feito na véspera da punção.

De cada vez que recebo a indicação para comprar medicação, dizem-me para fazer o ensino com a enfermeira, o que vale sempre a pena, porque há medicação que não traz a seringa e agulhas e desta forma a enfermeira dá-nos isso, logo nunca somos apanhados desprevenidos com a medicação.
Se tiver de fazer o Decapeptyl, será para misturar 3 doses de pó com 1 dose de líquido.

Agora devo regressar na próxima 2ª feira, para mais análises e eco.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

6ª FIV/ICSI: eco + análises

Quote Nothing is impossible

Desde a última vez que aqui escrevi, já voltei à IVI mais duas vezes.
Uma delas foi na 2ª feira passada, onde se observou que o endométrio (útero) já começou a crescer (o que significa que a hormona que faz com que ele cresça já está a ser segregada devido ao crescimento dos óvulos) e que os óvulos também estavam a progredir, devagar, mas estavam a progredir. No meu caso é preciso ter muito cuidado, porque com ovários poliquísticos, tem-se um arranque mais lento mas depois a progressão é exponencial, por isso é preciso muito cuidados com as doses da injecção que faz a estimulação dos ovários. Depois da consulta, fui levada para a sala das análises, onde depois a analista veio ter comigo e retirou o sangue, para se avaliar o estradiol.
À noite, recebi a chamada da IVI para reduzir a dosagem, de 150u para 130u. E assim fiz.

Tinha marcação da próxima consulta para hoje de tarde, e lá fui eu.
Os óvulos já estavam com 10mm, vários, um maiorzinho e os restantes com 10 e 9mm, acho que no total foram anotados 10. O endométrio também já estava com o tamanho de 10mm. Acho que desta vez está mais "gordinho" do que das outras vezes. Julgo que das outras vezes o tamanho era de 8 vírgula qualquer coisa.... Pode ser que seja efeito do outro medicamento que fiz antes de começar o ciclo, o Dermestril (continuo sem saber para que seria...). É para continuar com os 130u de Menopur e amanhã começo com o Orgalutran.

Agora volto lá na 6ª feira, com previsão de punção para a próxima 4ª feira.