domingo, 14 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: A dar injecções na barriga de manhã e à noite!

No último post tinha dito que me estavam a dizer para ir à MAC no dia 8, caso a menstruação continuasse desaparecida. Mas no telefonema da hora de almoço, após verificarem o resultado da análise ao estradiol, disseram-me para regressar na 6ª feira, dia 5 de Setembro.

E assim foi, na 6ª feira dia 5 de Setembro lá fui novamente à MAC fazer a análise pela manhã e depois subi ao 2º piso, ao PMA para fazer a eco. Novamente tive sorte com a analista, que foi um amor, muito bem disposta, picou-me na veia do braço esquerdo e não deixou vestígio de nódoa negra no sítio da picada.



Na eco, a Dra Graça diz-me "De certeza que não menstruou? É que o seu endométrio já só as paredes com tamanho 4 e no outro dia estavam com tamanho 8! E o folículo que tinha no ovário também está a regredir de tamanho". E eu respondi "De certeza absoluta! Não menstruei!". "Pronto, esperaremos pela confirmação das análises e depois ligamos-lhe a dizer como proceder".
Segundo me disse, há casos em que isto pode acontecer, o tecido "mirrar" sem menstruar. E eu sou a "sortuda" a quem isso aconteceu. Depois neste dia à noite comecei a ter umas perdas de partículas castanhas (sangue seco) que se prolongaram alguns dias, mas sem mentruar, de facto. Foi estranho, nunca me aconteceu.
Desta consulta, levei a prescrição para comprar:
- Utrogestan
- Gonal-F 900
- Decapeptyl 0,1
- Ovitrelle

Mais tarde, quando me ligaram, deram-me as intruções: começar com 1 injecção de Decapeptyl de manhã e 150ui de Gonal-F à noite, escolher o horário e depois manter sempre o mesmo.
Como das outras vezes o horário que mais jeito me dava era às 8 da manhã e às 8 da noite, continuei a fazer esse horário, com 12h de diferença.
E é para voltar à MAC, sexta dia 12 de Setembro.

No sábado de manhã fomos à procura da medicação à farmácia onde comprámos e era habitual haver a medicação (nem todas as farmácias têm): a farmácia Sanex, na Avenida da Igreja, em Alvalade. Fomos lá, mas tinham o Gonal-F esgotado, mas trataram de o encomendar e à tarde já o tinham. Ligaram-me e fomos comprar. Desta medicação toda, tem de estar no frio (porta do frigorífico) o Gonal-F e o Ovitrelle.

No meio disto tudo, esqueci-me de um pequeno detalhe que faz toda a diferença: na MAC não me deram as agulhas, a agulha grossa para fazer a mistura do pó com o líquido e aspirar para a seringa e a agulha a fina para injectar) e seringa, para o Decapeptyl. E na farmácia não fui alertada para isso.
Na 2ª feira de manhã, às 8 da manhã, quando fui para fazer a injecção e abri a embalagem do medicamento é que me dei conta de que este não traz as agulhas nem a seringa. Há outros medicamentos que trazem as seringas e agulhas (como o Menopur), outros que já vêm com seringas pré-cheias e basta injectar (como o Orgalutran). Até agora, sempre que o medicamento não traz as seringas e injecções, tinham-mo dado previamente no hospital, como nos Lusíadas e na IVI. Felizmente tinham-me sobrado 3 conjuntos de agulhas mais seringas do último tratamento na IVI, e usei um desses conjuntos.
Depois tratei de ir à farmácia mais perto do trabalho, para evitar ter de viajar até à MAC, para tentar comprar igual, o mesmo tamanho e espessura das agulhas, mas não havia, tinha de ser encomendado com bastante antecedência. Então pensei, não faz mal, amanhã posso ir à MAC e ainda usar um dos conjuntos que ainda tenho. Fiquei a saber que existe um código de cores que identifica as agulhas, consoante o seu comprimento/espessura.

Identificação de agulhas e seringas.

O meu J. ofereceu-se para ir lá buscar-me este material, até levou um recorte da caixa do Decapeptyl para mostrar às enfermeiras na MAC, e trouxe-me. As agulhas que lhe deram eram diferentes das que tinha da IVI, mas elas sabiam pró que era, e assim fiquei a saber que aquelas também serviam. Trouxe-me da agulhas finas e pequenas laranja (de 0,5mm) e as agulhas grossas e compridas castanhas (de 0,7mm). As que eu tinha da IVI eram as agulhas finas de 0,33mm e as agulhas grossas cor de rosa, de 1,2mm.

Com o Gonal-F não houve problemas, é uma caneta que já tem as 900ui, onde se roda a ponta da caneta para ajustar a dose, que surge num mostrador, enroscar a agulha, fazer a preguinha na pele da barriga, espetar e carrega da ponta da caneta. Facílimo e sem margem para enganos. Desde a última vez que usei o Gonal-F, vejo que a caneta foi redesenhada, tendo agora um melhor sistema de marcação da dose a administrar. Gosto mais da caneta de Gonal-F de agora.

Caneta de Gonal-F 900ui

O dia 12 chegou, fomos à MAC. Mais uma vez, análises e depois a eco. Desta vez era a Dra Teresinha que estava a fazer as ecos, com a presença de duas estagiárias. Viu que o endométrio estava ainda pequeno, com tamanho 6 e que os óvulos estavam todos com tamanho menor que 9. Perguntou-me se eu tinha a certeza de que andava a fazer as injecções e eu disse-lhe que sim, com toda a certeza que pode haver. Depois apareceu lá a Dra Sofia, que estava no gabinete ao lado e apareceu em minha defesa. Lá explicou que o meu tratamento era diferente, que as notas que estavam lá na folha não eram só aquelas, que havia mais informações sobre mim que não estavam naquela folha, que os meus ovários são muito especiais e que têm de ser lidados com cuidado porque faço hiperestimulações. Depois a Dra Sofia virou-se para mim e disse-me para não me preocupar, que vai demorar mais tempo, talvez mais 15 dias, mas que vamos conseguir, lentamente, mas vamos chegar lá. Antes de ir para a eco, já tinha visto a Dra Sofia que apareceu à porta para chamar uma paciente para a sua consulta, e estava sorridente, sorriu para a paciente. Comentei até com o meu J que gosto de a ver assim, sorridente e com ar feliz. Nem parece a mesma pessoa que conheci à 3 anos atrás, que me atendeu com 3 pedras na mão. Acho-a muito competente, muito profissional e ganhou um ar de felicidade que lhe estava em falta. Neste momento, adoro-a!
Como é para continuar com o Decapeptyl, fui ter com a enfermeira para pedir agulhas e seringas, e fiquei a saber que ali na MAC não dão às pessoas. Têm de ser compradas na farmácia. Ok.
Como a medicação que tenho já só dura até domingo, trouxe a prescrição para comprar mais uma embalagem de Decapeptyl 0,1 e uma embalagem de Gonal-F 900.
De tarde recebi o telefonema, para voltar lá na 3ª feira dia 16 de Setembro e para manter a dose de 150 Gonal-F e o Decapeptyl 0.1.

Hoje de manhã voltámos à farmácia Sanex, para comprar a medicação, mas desta vez telefonei primeiro para saber se tinham em stock. Havia em stock, pedi para guardarem e fomos lá imediatamente. E desta vez comprei seringas e agulhas, das grossas e das finas.

E assim continua o ritual: injecção de manhã e à noite.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Analistas Anjos e Demónios



Hoje é dia 1 de Setembro, mais uma data limite para voltar à MAC, caso a menstruação não tivesse aparecido. Não apareceu e voltei à MAC.

Mais uma vez, passei pelo laboratório de análises clínicas para fazer a análise ao estradiol, tirei a senha azul (senha normal) como habitualmente, passei pelo habitual compasso de espera até ser chamada para fazer a análise. Lá fui eu, a pensar que teria de dizer se não me metiam o garrote no braço, caso apanhasse a mesma analista que apanhei da última vez. Felizmente a analista foi outra. Calhou-me uma analista, que me picou o braço direito (o tal que tem as veias melhores e mais visíveis), não doeu a picar, não senti a puxar o sangue, fez tudo direitinho, até dá gosto encontrar analistas assim, que se portam que nem anjos. Claramente da última vez, tinha-me calhado uma analista demónio, sedenta por sangue!

Depois da análise feita, fui ao PMA, onde expliquei a situação à recepcionista, que depois me pediu para aguardar para falar com a enfermeira, que depois me pediu para aguardar pela eco. Pelo sim pelo não, perguntei se tinha de dizer alguma coisa sobre ir fazer a eco à recepcionista, mas a enfermeira tratou logo disso. Fui chamada para a eco num instante e a Dra Graça viu que continuava tudo paradinho nos meus ovários excepto o tal folículo (que é como quem diz, o óvulo) que estava de tamanho 21. Viu o útero e disse que tem aspecto de quem vai menstruar em breve.

Como o Decapeptyl tinha uma duração de 4 semanas desde que foi injectado... já só dura até dia 8 de Setembro, por isso é a data para voltar à MAC, se o dito cujo não aparecer entretanto. Se continuar sem aparecer, a Dra Graça disse que depois de dia 8 tenho de fazer injecções monodose.

E assim continuo à espera do Red.

7ª FIV/ICSI: ida à MAC

Dia 25 chegou e fui à MAC por ter calhado numa das condições que mostrei no post anterior: o Mr Red não apareceu.

Fiz a análise ao estradiol antes de subir para o PMA, e nem queiram saber como correu esta análise: foi simplesmente a pior análise que algum dia me fizeram! Em primeiro lugar, não colocaram o garrote no braço. Nem sequer me lembrei de perguntar porque não o meteram, porque só pensei nisso depois de já não estar lá. Mostro sempre os 2 braços à analista, para que escolha qual lhe agrada mais para tirar sangue. O meu braço esquerdo já foi em tempos um muito bom braço com veias bem visíveis, mas elas enterraram-se e já não se vêem. No braço direito dá pra ver onde é que as veias passam e ultimamente preferem sempre o braço direito. Esta analista escolheu o braço esquerdo.
Lá me pediu para fechar a mão, para que a veia se tornasse palpável, andou ali com os dedos a tentar localizar e depois picou finalmente no sítio em que achava que a veia estaria. Não acertou na veia. Depois andou com a agulha dentro do braço a tentar picar a veia e nesta tentativa de andar por ali a escaranfunchar com a agulha, acertou-me no tendão do braço. E como é que eu sei que foi no tendão? Sei porque ela mo disse, depois de eu ter dito um "aiiii!" Senti uma dor tipo choque eléctrico, a propagar-se pelo braço todo em direcção à mão, e no pulso ramificou pela mão toda, ficando com a mão dormente. Em resposta a este ai, a analista disse... "é só uma picada!" à qual respondi "não é disso" e lá lhe expliquei o que estava a sentir. Então ela muito calmamente disse "ah, acertei no tendão!"

Depois disto tudo, lá subi ao PMA, onde expliquei que me tinham pedido para ir lá se não aparecesse a menstruação. A recepcionista chamou a enfermeira para falar comigo, expliquei-lhe como tinham ficado as coisas combinadas, e ela mandou-me aguardar pela eco.
Esperámos, esperámos.. muitas meninas já tinham chegado, ido à eco e saído, e nós à espera. Julguei que estávamos a ser guardados para o fim, e já não havia quase mais ninguém no corredor, quando a enfermeira passa e me diz "esqueci-me de avisar aqui que vai fazer eco". Pronto estava explicado porque é que não estávamos a ser chamados.
Foi logo de seguida, que a auxiliar disse que podia passar para o "balneário" para depois fazer a eco (e alertou para ser preciso ter a bexiga vazia).

Óvulo

Foi a Dra Graça que me atendeu, fez a eco e viu que tinha um óvulo de tamanho 18 num dos ovários, o resto parecia tudo paradinho, tudo ok, e que o resultado da análise depois diria se iria menstruar ou não. Estranhou que a Dra Sofia tivesse pedido para eu levar a injecção de Decapeptyl tão cedo (porque ainda não estava no dia 21 do ciclo quando a levei, visto que a última menstruação fora a 26 de Julho). A isso não sei responder. De qualquer forma, ela explicou a táctica a aplicar desta vez: a qualidade dos óvulos não se consegue melhorar e por isso o objectivo é produzir muitos óvulos, para que as probabilidades joguem a nosso favor, de modo a que numa amostra grande de óvulos se consiga algum com qualidade, mas que certamente já me teriam dito na IVI que o meu caminho a percorrer seria receber uma doação de óvulos, porque é o que é aplicável a casos como o meu, alertou que não é uma estratégia de marketing deles, e que é mesmo assim. E eu confirmei que foi isso que me sugeriram lá.

Por volta da hora de almoço lá me ligou a enfermeira da MAC com instruções: a análise indicou que irei menstruar e por isso é para continuar a aguardar que apareça. Se não aparecer até 1 de Setembro, para voltar lá.

Chegámos a 1 de Setembro, o dito cujo não apareceu e por isso vou voltar lá para nova análise (por favor não me acertem no tendão!) e nova consulta.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

7ª FIV/ICSI: última hipótese!


Mal fez 1 ano desde a última punção (final de Junho), recebi a chamada da MAC para se marcarem as consultas de acerto e de anestesia. Como não dava jeito que fosse em Julho, pedi para ser em Agosto. Ficou combinado que passaria por lá para levantar a requisição das análises e que mais tarde se marcaria para Agosto.

Em final de Julho passei pela MAC para marcar então as consultas para Agosto.
Ficou marcada a consulta de anestesia para a semana seguinte, a 7 de Agosto e a consulta de acerto a 11 de Agosto, hoje.

Para a consulta de anestesia não é necessário que o nosso respectivo esteja presente, porque o objectivo desta consulta é reunir os dados que permitem levar a sedação durante a punção. Por ex. saber o peso, altura, ver a tensão, que outra medicação tomamos, se temos doenças, problemas cardíacos, outras cirurgias que tenhamos feito, se fumamos, se bebemos, alertar para não se levar lentes de contacto, próteses, etc. Fui sozinha a esta consulta, levei um livro.. um jogo estúpido de telemóvel também ajuda a passar o tempo. Acho que por volta das 10:00 estava despachada (eu estava marcada para a 9:00, atrasou um bocadinho, havia casais na minha frente, mas no stress).
Informei que tinha análises feitas recentemente numa outra FIV/ICSI fora da MAC, e se serviam como análises e disseram-me que sim. Evitei assim estar a fazer análises novamente e apresentei as outras análises.

Hoje, estávamos marcados para as 11h, para a consulta de acerto. Já ia preparada psicologicamente para ouvir um "Não vamos fazer mais nenhum tratamento consigo, dado o seu histórico de negativos", levei o relatório da IVI, que mostrei, para poder dar mais informação sobre o protocolo no qual se fez alteração da medicação, para Menopur, e qual o resultado que produziu (o mesmo de sempre).
Fomos atendidos muito próximos das 11h, quase que posso dizer que não houve atrasos. É Agosto, a MAC no departamento de PMA está praticamente deserto.. havia muitos poucos casais por lá...
Foi a Dra Sofia que nos atendeu, com uma atitute muito diferente daquela que apanhámos quando tivémos consulta com ela da 1ª vez que fomos ao PMA, na 1ª FIV/ICSI. Estava muito sorridente, muito simpática. Gosto de a ver assim. Depois de examinar o meu histórico, ela disse que íamos fazer uma coisa nova: um protocolo Agonista, visto que tinha feito sempre um Antagonista, e parece que é recomendado quando as mulheres têm uma reserva ovárica grande, como é o meu caso (segundo as palavras dela). O objectivo é parar os ovários (por ex com pílula ou com Decapeptyl) e depois estimular lentamente. Como menstruei no final de Julho, já é tarde para ir para a pílula e por isso iriamos para o Decapeptyl 3.75, que vai parar os ovários durante 4 semanas.Data para fazer o Decapeptyl: hoje! O Decapeptyl intramuscular tem de ser dado por uma enfermeira e a Dra estava a dizer-me que no Centro de Saúde mo administravam... ao qual perguntei: e se eu for ali fora comprar a injecção, podem administrar-mo aqui na MAC? E ela, sim, pode ser! Dito e feito. Fui lá fora à farmácia da esquina, comprei o Decapeptyl 3.75, voltei à FIV e uma das enfermeiras administrou-mo na nádega. Foi uma enfermeira muito querida, injectou muito lentamente, nem doeu nada!

Agora vou aguardar que aconteça um de 3 cenários:
- reacção inversa: o ovário produzir muitos óvulos e aí até se pode fazer logo a punção (saberei isto se apresentar sinais de hiperestimulação, como o inchar, sentir dor abdominal,...).
- menstruação até dia 25: ir lá à MAC fazer análise e eco e depois fazer Gonal-F
- se não menstruar até dia 25, ir à MAC para consulta.

De qualquer das formas, tenho de fazer a análise ao estradiol para qualquer um destes cenários.

Gostei muito de saber que a Dra não desistiu de nós e tem ideias de variações que se podem fazer, como esta. É a última hipótese que temos com os meus óvulos!

sábado, 28 de junho de 2014

7ª FIV/ICSI: Quanto custa uma FIV ICSI

Pois é... dizem que quando se fecha uma porta abre-se uma janela. E a minha acabou de abrir, depois do negativo obtido na IVI.
Ligaram-me ontem da MAC (fez agora um ano desde a punção da última ICSI lá). Fomos chamados para a nossa 3ª tentativa (e última) concedida pelo Estado Português. Somando com as que já fiz pelo privado, será a 7ª FIV/ICSI.



Depois desta já não farei mais nenhuma. É a última, quer dê certo ou dê errado. E tudo aponta que dará errado, pelo histórico dos resultados das ICSIs anteriores, mas por descargo de consciência, se temos direito a ela, iremos fazê-la. Irão passar as requisições para fazermos as análises (do meu marido e as minhas). As minhas têm de ser feitas em jejum e levar a 1ª urina do dia. As requisições irão ficar no atendimento de FIV e quando as for levantar marco as consultas de acerto e de anestesia, que só não ficaram marcadas, porque eu disse que iria de férias em Julho (o que não é mentira) e que assim preferia que as consultas fossem em Agosto (assim também dou tempo aos ovários para descansarem da 6ª FIV/ICSI), o que quer dizer que depois se começa o tratamento no próximo ciclo, que deverá calhar lá para Setembro.

Tudo na vida tem um limite e este é o nosso limite: a 7ª FIV/ICSI.
Se não resultar, a ovodoação é a solução: ainda esta semana ficámos inscritos à espera de uma dadora de óvulos na IVI.

Na IVI uma ovodoação custa 7 mil e qualquer coisa euros, mas como temos o cartão de sócios da APF (Associação Portuguesa de Fertilidade), temos 10% de desconto, ou seja, na realidade vai ficar mais ou menos com 700 euros de desconto, ou seja, a 6 500 euros mais ou menos.
Ser sócia da APF custa só 30 euros anuais. É um cartão que tem dado muito jeito todos estes anos e que se tem pago a ele próprio com os descontos que obtemos.
A ICSI na IVI é mais barata que uma ovodoação na IVI (mas bastante mais cara que nos Lusíadas). Os Lusíadas não têm ovodoação. Nos Lusíadas a ICSI custava 3 mil euros (e com 10% de desconto com o cartão de identificação HPP), ou seja 2700 euros, enquanto que na IVI são 5 mil euros (e com 10% de desconto do cartão da APF), ou seja, 4500 euros. A este valor da IVI, somamos o preço da técnica MACS e do Embryoscope, que é um extra recomendado para o nosso caso, que custa mais 500 euros (menos 10%), ou seja, somam-se 450 euros aos 4500 euros, o que dá um total de 4950 euros. No entanto, na IVI não se paga mais nada, nem análises, nem consultas, nem ecos. Nos Lusíadas as análises, ecos e consultas são pagas fora à parte.
A somar a isto tudo, independentemente do sítio, é preciso acrescentar o preço da medicação.

Na MAC, só se pagam as análises, tudo o resto está incluído, não é preciso pagar nada. Somente temos de pagar a medicação.

Quando os médicos prescrevem a medicação, normalmente (se não se esquecerem e se esquecerem estamos lá para relembrar) que precisam de colocar que a medicação encontra-se abrangida por uma portaria, o que significa que é comparticipado pelo Estado em 69% salvo erro. Ou seja, apesar de a medicação ser cara, já levou com o desconto do Estado (nem quero imaginar o preço se não fosse comparticipada nesta percentagem).

Mas tenho fé que a ovodoação vá resultar, na ICSI já não tenho assim tanta fé, face ao desenvolvimento dos nossos embriões ser sempre... como é que é mesmo a palavra?.. ah, pois, mau!
E na MAC sempre me podem recusar fazer a ICSI quando levar lá o relatório da IVI (alertaram para isso da primeira vez que lá fomos, que o Estado não é obrigado a conceder as 3 tentativas, se os médicos decidirem que não vale a pena fazer mais), mas prefiro que tenham a informação toda, do que estar a omitir e estarem a fazer experiências que já foram feitas, nem que o preço desta minha acção seja a recusa do tratamento.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: consulta de fecho de ciclo na IVI

Hoje tivémos a consulta de fecho de ciclo, desta 6ª FIV/ICSI.
Ao fim do dia, lá fomos nós à IVI debater os resultados... a opinião do Dr Sérgio é que mesmo tendo um ambiente controlado de desenvolvimento dos embriões no laboratório (com o Embryoscope), a filtragem dos melhores espermatozóides (com o MACS), a alteração da medicação e se ter feito tudo o que estava ao alcance para obtermos melhores óvulos, e com isso melhores embriões... o resultado obtido com embriões que páram de se desenvolver, devido à sua má qualidade, continua a ser uma constante ao longo destas 6 FIV/ICSIS que já fiz até agora.
A opinião do Dr é que não vale a pena continuar a fazer mais FIV/ICSIs, porque vê-se que é determinístico que com os nossos gametas, independentemente do protocolo usado, o resultado é sempre o mesmo.
E como o padrão de degradação dos embriões é sempre o mesmo, a forma como acontece a má qualidade, é indicativo de que seja a qualidade os óvulos que estão a provocar este resultado negativo. A recomendação foi de recorrer a doadora de óvulos.
Já tínhamos ponderado esta decisão em casa e estamos de acordo que é por aí que conseguimos realizar o nosso sonho, que tanto perseguimos.

Por isso, hoje na IVI já preenchemos o formulário das características de cada um de nós, cor do cabelo, cor dos olhos, tipo de cabelo, cor da pele, altura, peso, estatura, tipo sanguíneo... para que seja encontrada uma candidata a doadora compatível com as nossas características.
E assim entrámos em lista de espera na IVI, para ovodoação.

Pelo que sabemos, as candidatas têm de ter menos de 35 anos, serem saudáveis e sem doenças genéticas (e sabemos que são recompensadas monetáriamente, diz a lei que é para pagar as despesas). As doadoras são anónimas, não saberemos quem doou os óvulos nem a doadora saberá para quem irão os seus óvulos. Ovodoação é algo que não é muito divulgado, mas apelo a quem o possa fazer, que o faça, porque é a única forma de eu e muitas outras mulheres, poderem ser mães.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

6ª FIV/ICSI: Sem transferência de embriões!


O dia começou com um telefonema.
A directora do laboratório da IVI ligou de manhã, para nos dar as prometidas novidades sobre os embriões restantes que tinham ficado em laboratório. Gostaria muito de vos poder dizer que as novidades são boas, que os embriões tivessem recuperado, mas tal como já esperava, não foi isso que aconteceu. Os embriões pararam de se desenvolver e assim ficou sem efeito esta transferência de 5º dia (D5).

Como estou a fazer a progesterona, recebi a indicação de que ainda deveria fazer esta medicação hoje e amanhã, e então parar.
Já ficou marcada a consulta de fecho do ciclo com o Dr Sérgio, lá para o final do mês, para que possamos discutir estes resultados e ainda, obter o relatório desta 6ª FIV/ICSI, para levarmos à MAC quando formos novamente chamados para a 3ª tentativa que o Estado nos concede. Segundo as minhas contas, serei chamada à MAC em Julho, quando faz 1 ano desde a data da punção. Neste momento nem tenho muita pressa em ser chamada, para deixar o corpo recuperar e fazer a última FIV/ICSI (sinto-me inchada que nem uma porca, com a barriga enorme!). Dizem que são precisos 2 meses para recuperar, logo... estamos em início de Junho, é preciso deixar passar este mês, Julho e só lá para Agosto ou Setembro é que posso fazer nova FIV/ICSI. A 7ª FIV/ICSI.


Se não resultar, partiremos para a sugestão dada pelo Dr Sérgio da IVI: a doação de óvulos. Entraremos para lista de espera, à espera que surja uma doadora com as minhas características físicas (e tipo de sangue compatível). Seguem este critério para que haja semelhança física, que se consegue que seja na ordem dos 70% de semelhança com os pais, sendo o restante atribuído às diferenças relativas ao órgãos internos: 50% vem do DNA do pai, e 20% do DNA da doadora será relativo às semelhanças físicas. 70%, nada mau... sempre é melhor do que um zero.

A doação de óvulos (ovodoação) é indicada para os casos de mulheres que estejam em menopausa, menopausa precoce, mulheres que nasceram com ovários que não funcionem, quimioterapia, radioterapia, mulheres sem ovários (devido a cirurgia), idade materna avançada, mulheres com doenças genéticas ou falhas repetidas de FIV's. Eu encaixo neste último perfil: falhas repetidas de FIV's, indicador de que os meus ovários não são capazes de produzir óvulos de boa qualidade. Para além disso, a taxa de sucesso encontra-se relacionada com a idade da mulher doadora dos óvulos, onde só são aceites mulheres jovens e sem historial de doenças genéticas, não interessando a idade do útero (parece que o útero não envelhece). Por isso, com 1 ou 2 tratamentos em que se usem doações de óvulos, cujas taxas de sucesso rondam os 50 a 60%, consegue-se obter uma gravidez.
Fonte: Procriar

Entretanto, resta-nos continuar à espera que esta cadeira vazia, um dia esteja ocupada, com muita alegria.