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sábado, 1 de agosto de 2015

O dilema dos infantários

Nesta semana, com 26 semanas de gestação, aproveitámos as férias do meu J e as minhas horas permitidas para sair, para irmos visitar infantários com berçário, porque é preciso garantir que os twins têm onde ficar enquando eu voltar ao trabalho, quando terminar a licença de maternidade.

E porquê procurar infantário tão cedo, se ainda nem nasceram?
Esta foi a pergunta que eu fiz, quando soube pelas minhas amigas que deveria procurar imediatamente por infantários. Infelizmente os infantários andam sempre muito cheios, sem vagas (pelo menos é assim aqui pela capital), o que nos obriga a procurar já, durante a gravidez, para garantir que temos vaga quando precisarmos dela, e para complicar precisamos logo de 2 vagas ao mesmo tempo.

Onde procurar, à volta do trabalho ou à volta de casa?
Foi o dilema seguinte com que nos deparámos.
Escolhemos procurar à volta do sítio onde moramos. Sítios à volta do local de trabalho também seriam uma hipótese a considerar, mas aí apenas daria jeito para um de nós, visto que trabalhamos em zonas diferentes da cidade. E se por acaso o destino quisesse que tivéssemos de trocar de trabalho, depois seria complicado arranjar infantário logo na hora.

IPSS's ou infantários privados?
IPSS's são Instituições Particulares de Solidariedade Social, onde o pagamento da mensalidade é indexada ao rendimento do casal de acordo com a declaração de IRS.
Ficámos em lista de espera para 2 IPSS's, uma delas até fica na nossa rua, mas as IPSS's têm o problema de só iniciarem em Setembro (e só precisamos para Setembro do ano que vem, nem sequer é no próximo Setembro, e já havia pessoas em lista de espera!), o que nos deixa com o problema de "onde vamos deixar os bebés desde que a licença de parentalidade termina, até chegar Setembro?". Mas tem como vantagem o horário: é óptimo estarem abertas até às 19.30 (nos infantários privados normalmente é preciso pagar um suplemento para conseguir este horário) o que é bom para quem trabalha na capital e tem de passar por vias com trânsito intenso para fazer o percurso casa->trabalho->casa, o que significa que nunca sabemos quanto tempo levamos a chegar a casa. E se houver acidente nessas vias, piora tudo e entope todas as estradas à volta e é um martírio conseguir regressar a casa. E os privados aproveitam-se disto, claro.

Muitos infantários fecham em Agosto. É mais uma das coisas a ter em conta quando se procura um infantário.

Vimos infantários privados, caríssimos, que até me dava vontade de dizer "eu quero andar aqui, isto é uma maravilha", mas por causa do preço ficam de fora da nossa lista de escolhas. Uma coisa é procurar vaga para 1 criança, e até se consegue fazer uma ginástica no orçamento familiar para pagar algo melhor e mais caro, mas logo para 2 ao mesmo tempo... não dá.

O nosso plano
Será entrar num infantário privado "acessível" (teremos de fazer inscrição num privado brevemente, só para garantir as 2 vagas que serão necessárias antes de sabermos se fomos colocados na IPSS) e se não conseguirmos entrar na IPSS, iremos continuar no privado e concorrer à IPSS todos os anos. Aos 4 anos, tiraremos partido da nova lei que garante o acesso ao pré-escolar no público, a todas as crianças.