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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Manual do Aleitamento Materno

Ando na pesquisa de informações sobre qual é a melhor forma de amamentar os gémeos.
Entre pesquisas, encontrei um manual, que não é para gémeos, mas é um manual geral sobre o aleitamento materno, para quem pretende amamentar ou para quem já está a fazê-lo e se depara com dificuldades.

De qualquer forma, é uma informação útil que vale a pena divulgar e por isso venho partilhar o manual convosco: é o Manual do Aleitamento Materno, editado pelo Comité Português para a UNICEF.

Manual do Aleitamento Materno
Capa do Manual do Aleitamento Materno

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Debate sobre gravidez no programa "Sociedade Civil"


Está a dar neste momento o programa "Sociedade Civil" da RTP2, sobre o tema gravidez, com o qual me identifico totalmente, visto estar a passar neste momento pela minha 1ª gravidez.

Acabei de participar no programa com um testemunho via telefone, onde relatei toda a minha história resumidamente, precisamente para deixar uma mensagem de esperança a tod@s os que fazem tratamentos de fertilidade.
Peço desculpa por me ter identificado com um nome falso e localidade falsa, como Maria Silva, de Coimbra, mas foi a forma de poder dar o meu contributo, ao mesmo tempo que consigo preservar todo o anonimato que tenho mantido até agora. É mais fácil contar detalhes tão privados da nossa vida se formos vistos como anónimos e peço desculpa por não conseguir dar a cara, num tema tão sensível como o tema da infertilidade, que tanto nos afectou.

Aqui está o link do episódio do programa, para poderem ver:
http://www.rtp.pt/play/p1832/e198775/sociedade-civil
(apareço aos 41m e 40s)

Após o meu telefonema, as opiniões dos presentes foi de que este último tratamento teve sucesso precisamente por eu já não acreditar que era possível uma gravidez, atribuindo a "culpa" ao stress, mas gostaria de salientar de que não foi o caso. O sucesso, no nosso caso, deveu-se ao trabalho incansável das médicas que nos acompanharam, em fazer algo diferente dos outros tratamentos, que pudesse vir a ter um resultado positivo, e inclusivamente efectuámos modificações na alimentação nos meses que antecederam o tratamento (lá diz o ditado "somos o que comemos"). Acho que a conjugação destas duas coisas foi o que tornou a gravidez possível.
Embora o stress possa ser a causa atribuída a muitos casais, por não conseguirem engravidar naturalmente, no que toca a tratamentos de fertlidade onde os embriões são gerados em laboratório e implantados no útero, como os nossos, o stress não é um factor que possa influenciar o resultado.

No entanto, gostei do programa e de ver debatido este tema.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Barrigas de Amor 2015

Já tinha andado à procura pela internet quando é que se iria realizar a edição do Barrigas de Amor deste ano, mas ainda não tinha encontrado a data. Contrariamente aos outros anos, onde me tentava distanciar de tudo o que tivesse a ver com o assunto bebés, porque era um assunto que me entristecia bastante, este ano é o ano em que finalmente me interesso por tudo o que tenha a ver com bebés.

Por isso (se não estiver de baixa forçada em casa) conto ir ao Barrigas de Amor 2015, a 9ª Edição, já no próximo dia 5 de Julho, no Parque dos Poetas em Oeiras.



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Os livros sobre gravidez que andam cá por casa

Quando soube que estava grávida, uma das minhas primeiras reacções (para além da reacção "é mesmo verdade? Estou mesmo grávida? A sério?") foi comprar um livro sobre gravidez, porque verdade seja dita, sobre a gravidez em si não sei praticamente nada e estou a aprender ao viver a gravidez. Daí ter sentido a necessidade de me encher de informação sobre o assunto.

Depois de folhear não sei quantos livros sobre gravidez, numa livraria, dei de caras com o livro "O grande livro da grávida", da Drª Marcela Forjaz, obstetra portuguesa, que me fez elevar o nível de confiança sobre as informações que estão no livro. Para além disso ainda tem um apêndice focado na legislação portuguesa sobre a parentalidade, que nos convém ficar a conhecer. É da editora Esfera dos Livros.

livro de gravidez "O grande livro da grávida" Marcela Forjaz
"O grande livro da grávida" de Marcela Forjaz
Depois, quando o marido fez anos, achei que ele também merecia um livro vocacionado para homens, isto porque o estado de gravidez é todo centrado na mulher, mas o pai também está lá e toda a gente quer saber como andam os bebés e a mãe, mas do pai ninguém quer saber. Por isso achei que ele também merecia ser prendado com um livro sobre ser pai e esse livro existe. É o "Vou ser pai - manual de sobrevivência", do Dr Mário Cordeiro, pediatra português, da editora Marcador.

"Vou ser pai - manual de sobrevivência", de Mário Cordeiro
Depois também comprei uma agenda de grávida, para registar o belo momento das nossas vidas, o que se sente mês a mês, com espaço para colocar fotos da evolução da gravidez, espaço para colocar as ecografias, vai ser um daqueles livros que se vai construindo para mais tarde recordar. É o livro "A minha gravidez: diário", de Alison Mackonochie, da editora ArtePlural.

livro "A minha gravidez: diário" Alison Mackonochie
"A minha gravidez: diário", de Alison Mackonochie
E ainda andam cá por casa livros emprestados de amigas que já foram mães.
Um deles é o livro "Manual da gravidez, semana a semana", da Porto Editora.

livro "Manual de gravidez, semana a semana"
"Manual de gravidez, semana a semana"

O outro é o livro "A sua gravidez semana a semana", da Dra Lesley Regan (doutorada em Obstetrícia e Ginecologia), da DK Civilização.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Ciclo de geração dos óvulos

A reserva de óvulos de uma mulher é criada quando ainda está na barriga da sua mãe. Quando uma mulher nasce, nasce com cerca de 2 milhões de óvulos. Quando chega à puberdade, essa reserva desce para um valor que se situa entre 1/4 e meio milhão. Durante a vida, apenas 300 a 400 irão amadurecer e serem libertados durante a ovulação, normalmente 1 por cada ciclo menstrual (que dura em média 28 dias). Mas... e os outros milhares, o que lhes acontece?

Tudo o que fazemos/comemos nos 3 meses anteriores a uma ovulação vai influenciar a qualidade dos óvulos que serão chamados a participar no ciclo menstrual, daí que nos digam que se começarmos a tomar algum suplemento alimentar, só passados 3 meses é que se vê o resultado. Eu juro que até já vi um gráfico com estes 3 meses que influenciam os óvulos, e gostava de o colocar aqui para ilustrar esta fase, mas agora não o encontro em lado nenhum. Alguém sabe do que estou a falar??

Continuando... o ciclo da ovulação divide-se em duas fases distintas: a fase folicular e a fase luteínica.



Fase Folicular
Esta fase inicia-se com o 1º dia da menstruação, sendo a fase em que o óvulo cresce e se desenvolve. No início da fase folicular, o nosso cérebro chama, através da libertação de hormonas, um conjunto de óvulos imaturos, cerca de 20, para se desenvolverem nuns sacos chamados de folículos, que fornecem os nutrientes necessários para os óvulos crescerem.
Destes 20 óvulos, apenas 1 se continua a desenvolver e os restantes mirram. Ao mesmo tempo, o nosso útero (endométrio) vai engrossando até à espessura ideal para receber um óvulo fertilizado.
A duração desta primeira fase pode variar de mulher para mulher, podendo ser tão curta como 7 dias ou tão longa, como 40 dias (como é o meu caso).

Fase Luteínica (há quem chame de fase lútea)
Esta fase inicia-se com o dia da ovulação e dura aproximadamente entre 12 a 16 dias. Quando ocorre a ovulação, o óvulo é libertado e está pronto a ser fertilizado. O momento em que o óvulo é libertado ocorre à volta do dia 14 do ciclo, e como os espermatozóides têm, em média, 3 dias de vida, isto significa que uma relação sexual por volta do 11º dia do ciclo pode vir a gerar uma gravidez. O óvulo dura entre 12 a 24h, podendo chegar até às 72h, o que significa que nos 3 dias após a ovulação pode ocorrer gravidez, até por volta do 17º dia do ciclo. Por isso é que se diz que a fase fértil situa-se entre o 11º e o 17º dia do ciclo menstrual.
Se for fertilizado com um espermatozóide, e se se conseguir desenvolver correctamente e fixar nas paredes do útero, dará origem a uma gravidez, produzindo-se a hormona HCG (aquela que se detecta nos testes de gravidez). Se tal não acontecer, o óvulo é absorvido pelo corpo, o endométrio começa a desintegrar-se e depois ocorrerá uma nova menstruação, um novo ciclo, em que tudo se repete.

Temos aqui um resumo, bem humorado, de todo o ciclo menstrual:
Fonte: IHeartGuts

terça-feira, 30 de setembro de 2014

7ª FIV/ICSI: Hiperestimulação

Uma das palavras das quais tenho mais receio, durante um tratamento de fertilidade, é a palavra Hiperestimulação (SHO - Síndroma da Hiperestimulação Ovariana). Por causa de ter SOP (Síndroma dos Ovários Poliquísticos) sou uma pessoa na qual é mais provável ocorrer Hiperestimulação durante um tratamento de procriação medicamente assistida (PMA), ocorrendo uma hiperestimulação com factor exponencial de crescimento dos folículos. Ao início, quando se começa a fazer a estimulação do crescimento dos folículos, demora a começarem a crescer, mas quando se faz o "click" começam a proliferam descontroladamente, mesmo que se reduza ou páre a dose de estimulação.

Mas como ocorre a Hiperestimulação?
A Hiperestimulação ocorre quandos os ovários produzem uma resposta exagerada de folículos (onde se encontram os óvulos dentro do ovário), mais que os desejados, elevando-se o nível de estradiol no sangue. Se o estradiol estiver acima de um certo limite, o tratamento é cancelado, não sendo autorizada a transferência de embriões, porque no caso de uma gravidez, os sintomas pioram, representando risco de vida. Por isso é tão importante a realização de análises durante um tratamento de PMA.

O que nos provoca a Hiperestimulação?
Com o aumento do número de folículos, os ovários aumentam de tamanho. Quando os folículos começam a libertar os óvulos, é expelido líquido (mais que o normal), acabando por inundar a cavidade abdominal, espaço em redor dos pulmões e coração, podendo afectar os rins, fígado e pulmões. São as ascites. Pode originar tromboembolias, embolia pulmonar e em casos mais raros embolia cerebral.

Classificação da severidade da Hiperestimulação Ovariana
Pode ser classificada como ligeira (ligeiro desconforto e distenção abdominal, náuseas), moderada (distenção abdominal com dores e vómitos) ou grave. 1 em cada 3 (33%) mulheres desenvolve hiperestimulação moderada e 1 em cada 20 (5%) desenvolve o hiperestimulação grave.
Para a Hiperestimulação grave devem ser tidos em conta os seguintes sintomas.

Sintomas da Hiperestimulação a ter em alerta, devendo contactar o médico/ir ao hospital:
- aumento de peso súbito (mais de 1Kg por dia) - é importante registar o peso todos os dias!
- distenção abdominal intensa (barriga muito inchada)
- dificuldade em respirar
- urina concentrada e em pouca quantidade
- náuseas/vómitos

O ignorar destes sintomas pode ter consequências irreversíveis: morte.
O tamanho/peso elevado dos ovários pode levar à torção das trompas.

O que fazer para combater os sintomas da Hiperestimulação?
Em primeiro lugar, deve seguir todos os conselhos dados pelo seu médico.
Geralmente costumam recomendar:
- Ingestão de muitos líquidos
- Ingestão de muitas proteínas, por ex 2 colheres de Protifar misturadas na refeição; comer 1 clara de ovo (confeccionada) por dia; ingerir alimentos ricos em proteínas como delícias do mar, atum, gelatina, etc;
- Ben-u-ron 1g 4xdia se tiver dores
- Aspirina, se for recomendada, para tornar o sangue mais líquido e evitar a trombose.

Porquê ingerir tantas proteínas?
São as proteínas que se aliam ao líquido libertado durante a Hiperestimulação e que permitem levá-lo para fora do corpo, através da urina, em conjunto com os líquidos que têm de ingerir. Esta é a combinação de sucesso para uma boa recuperação.

Fontes:
Daniela Sobral - SHO
ec.bledar.com
pacientegrave.com

sábado, 31 de maio de 2014

Para engravidar já tentámos...

Encontrei este folheto que resume o que já se tentou fazer, quando se tenta engravidar há muito tempo... eu já passei pela maioria das coisas, logo decidi preencher e partilhar...

O original:

O nosso:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Notícia de novo tratamento inovador: corifolitropina alfa

Segundo notícia no SOL, existe um novo tratamento inovador disponível em Portugal, comparticipado pelo Estado em 69%, que consiste em levar apenas uma injecção que corresponde a 7 dias de tratamento (em vez 7 injecções diárias), para indução da ovulação numa FIV.
Chama-se corifolitropina alfa.


Passo a citar a notícia, redigida por Ricardo Nabais, SOL:

Um novo tratamento para a infertilidade já está disponível em Portugal. Comparticipado em 69%, consiste numa injecção única com uma dose equivalente a sete dias de tratamento. Até aqui, a terapêutica padrão tem consistido em injecções diárias, destinadas a induzir a ovulação nas mulheres, num tratamento que se designa, no conjunto, de fertilização in vitro (FIV).
O novo tratamento chama-se corifolitropina alfa e além de aumentar o conforto de quem tem de levar injecções diárias, reduzindo-as significativamente, diminui também a margem de erro. Especialistas como Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, sublinham o valor da nova substância: “O facto de este tratamento ser comparticipado é muito importante, uma vez que actualmente se tem cortado nos tratamentos inovadores”, diz, sublinhando a maior simplicidade do tratamento. Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, destaca a terapêutica como “uma alternativa real no arsenal terapêutico ao dispor dos casais e dos especialistas em medicina da reprodução”.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pensamentos sobre Infertilidade

Infertilidade: é uma palavra que muitas vezes se tem medo de pronunciar. Pensamos que só acontece aos outros. Nunca pensamos que é algo que nos pode ocorrer na vida, indo contra o planeamento de vida que fizémos para nós próprios.

Hoje senti que devia desabafar um pouco.
Sinto-me um pouco cansada desta luta contra a infertilidade, em sermos pais, no entanto não me imagino na minha vida futura sem filhos. Ainda não desisto de alcançar este sonho.
Bem, tudo começou quando (ainda) tinha 29 anos. 1 ano depois de casar, era altura perfeita para se avançar e termos um filho. Pensávamos que se engravidava facilmente, muito provavelmente (pensávamos nós) bastava termos relações sem protecção durante 1 ou 2 meses e já estava. Sempre tive imenso medo de ter "algum acidente" e engravidar sem querer. Connosco não foi assim. Já passaram... 4, quase 5 anos, já nem sei bem, desde que começámos a tentar engravidar.

Hoje é o último dia do ano. Tenho agora 34 anos e no novo ano farei 35! 35, credo! Nunca pensei chegar aos 35 sem filhos. 35! Xii, estou a ficar velha... já fica a meio entre os 30 e os 40. Sinto-me triste.
Já não sou uma rapariga com um corpo giro, com tudo no sítio. Nas lojas olho para as roupas giras e penso, isto já não fica bem no meu corpo. Já tenho algumas rugas de expressão, vários cabelos brancos e não sou mãe.
Algum dia conseguirei ser Mãe, uma Mãe biológica? Sentir um bebé a crescer dentro de mim, cuidar dele desde os primeiros instantes... apaixonar-me por aquele ser que sai de dentro de nós, logo após o primeiro olhar?

Olho para o novo ano que aí vem, mas com a cabeça virada para o ano que agora finda... será mais um ano igual, com insucessos atrás de insucessos?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ideias para fotografar gravidez

Eu ainda não cheguei a esta fase, pela qual tanto anseio, mas acho muito giro quando surgem fotos com ideias para fotografar o evoluir da barriga, durante a gravidez.

Aqui ficam algumas ideias que vou encontrando...




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Notícia "Em defesa do fim do limite aos tratamentos de fertilidade"

Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação de um tratamento por ano

A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação aos tratamentos de fertilidade, cuja comparticipação é autorizada uma vez por ano e por casal, argumentando que não há listas de espera.

«A comparticipação do Estado está limitada a um tratamento por ano e por casal. Ora, havendo capacidade de resposta dos centros, e há, isto não faz sentido», disse à agência Lusa Teresa Almeida Santos.

De acordo com a presidente da Sociedade de Medicina de Reprodução, o Estado comparticipa, no setor público, três tratamentos na totalidade: «essa obrigação de ser um por ano só faria sentido se houvesse listas de espera, e em Lisboa há, mas no resto do país não. E as pessoas desmotivam-se porque não compreendem essa limitação de terem de esperar pelo ano civil seguinte», frisou.

Explicou que o Estado paga a cada centro onde são feitos os tratamentos de fertilidade um valor que varia entre os 2.300 e 2.800 euros por cada tratamento, assumindo ainda uma comparticipação de 69 por cento do valor dos medicamentos (o valor restante é pago pelos casais).

«Se o Estado assume a comparticipação de três tratamentos, não devia fazer diferença quando é que são feitos. Não me parece que tenha assim tanto peso no Orçamento de um dado ano», alegou Teresa Almeida Santos.

Já sobre a comparticipação do preço dos medicamentos, defendeu que os casais que possuam dificuldades económicas «e necessitem de ajuda» deveriam poder usufruir de um apoio estatal «na íntegra», isto é, de 100 por cento do preço.

«O apoio do Estado é um esforço para um objetivo de todos, este desígnio nacional que é o aumento da taxa de natalidade», argumentou.

Aludindo aos números recentemente revelados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente assistida, que revelam uma quebra de 09 por cento nos nascimentos de bebés como resultado dos tratamentos de fertilidade, Teresa Almeida Santos disse ser «evidente» que a quebra está relacionada com a crise.

«Os casais pensam duas vezes antes de avançarem para a decisão de ter um filho, por não possuírem recursos», frisou.

Entre quinta-feira e sábado decorre no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz o 5.º Congresso Português de Medicina da Reprodução, que vai debater temas relacionados com a diminuição da natalidade.

Um dos painéis propostos irá analisar se o declínio da fertilidade é uma doença biológica ou social, argumentando Teresa Almeida Santos que ambas concorrem para aquele resultado.

«É um flagelo biológico porque as mulheres adiam cada vez mais a idade em que têm o primeiro filho, que presentemente está acima dos 30 anos. E uma doença social porque tem a ver com as condições em que vivem os jovens casais, muitas vezes é preciso que um emigre, que vá para fora à procura de trabalho e tudo isto adia um projeto de vida em comum», sustentou.

O congresso, que contará com a participação de cerca de 250 especialistas nacionais e estrangeiros, decorre no ano em que a Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução celebra o 35.º aniversário.

Notícia publicada por tvi24/PP em 2013-10-01

terça-feira, 23 de julho de 2013

Informação útil: quando temos um animal e vai chegar um bebé

Ainda não é o caso, mas ao ler este texto no facebook, tive de o partilhar aqui, para que quem tem um animal (nós temos um cão) saiba o que fazer, para que o animal se adapte à nova rotina da chegada de um bebé. Abandonar um animal não é solução, muito menos entregar o animal num canil/gatil que é o mesmo que entregar o animal ao corredor da morte: nos canis/gatis, os animais são abatidos dentro de pouco tempo se ninguém os adoptar. Nestes sítios os animais ficam deprimidos, adoecem com muita facilidade, o que lhes dá direito a abate imediato. Por isso, ao ter um bebé, não se livre do seu animal!

Mas voltando ao tema, o que se deve fazer quando temos um animal e vai chegar um bebé.

O bichinho é que deverá se adaptar às mudanças que virão. Com paciência e boa vontade, ninguém sairá a perder.
• Se o animal tiver que abrir mão de um espaço da casa, comece a adaptação antes do nascimento do bebé. Assim, o novo membro da família não será recebido como concorrente.
• Ofereça algo em troca do que tiver que ser tirado ao animal. Se ele não puder continuar a dormir na cama, por exemplo, ofereça uma almofadinha nova bem confortável.
• Lave as mantinhas ou almofadas do animal com o mesmo tipo de sabonete que usará no banho do bebé. Assim, o cheirinho do bebé vai se tornando familiar.
• No dia da chegada a casa do bebé pela primeira vez, ofereça um presente ao animal. Pode ser algo simples e baratinho, como um petisco que ele goste muito. É o momento de relacionar o bebé a coisas positivas.
• Após o nascimento da criança, passe a oferecer alguns mimos ao animal com mais frequência que antes. Brinquedos, arranhadores aos gatos, almofadinhas, casinhas novas ou mesmo alguns momentos extra de brincadeira com alguém da família, são boas opções.
• Nunca repreenda o animal com o bebé por perto. O recém-nascido só deverá ser associado a coisas agradáveis. Assim, na presença do bebé, encha o animal de carinho e palavras dóceis.
• Por mais fiável que seja o animal, nunca o deixe com crianças novinhas sem supervisão.
• Incentive a boa convivência entre crianças e animais desde a mais tenra idade.
• Dê ao animal carinho, afagos, atenção, muito amor e nunca o abandone.

Fonte: Animadomus

terça-feira, 9 de julho de 2013

Notícia: Fertilizacao mais fácil e barata

Nova tecnologia é mais barata e permite aumentar as hipóteses de gravidez.

Um novo método, apresentado ontem por cientistas da Universidade de Oxford, Inglaterra, promete baixar os custos da fertilização ‘in vitro’ (FIV) e aumentar as hipóteses de gravidez.
A técnica baseia-se na triagem genética de embriões antes da implantação. O sequenciamento de genes para selecionar um embrião viável para FIV já resultou no nascimento de um bebé saudável, em junho. O segundo parto está para breve.
A FIV, processo através do qual um óvulo é fertilizado em laboratório, tem uma taxa média de sucesso de cerca de 30%, ou seja, uma em cada três tentativas de FIV resulta num bebé, já que as anomalias no DNA de um embrião são comuns. O método utiliza tecnologia atualizada que permite revelar doenças hereditárias, anormalidades cromossomáticas e mutações. "Este método vai ajudar-nos a identificar os embriões com as melhores possibilidades de produzirem uma gravidez viável", explicou o cientista Dagan Wells.
"Trata-se de um aperfeiçoamento que resulta em mais informação. Aguarda-se a validação da técnica para que se possa aplicar em Portugal", disse ao CM Alberto Barros, professor catedrático e responsável pelo Centro de Genética da Reprodução.

Artigo original em:
Fertilizacao mais fácil e barata

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cartão CGD Pré-Pago "My Baby"


Enquanto espero pelo dia do beta, que será no próximo dia 9 de Julho, venho aqui mostrar mais um dos cartões de desconto da CGD (tal como o Cartão HPP Identificação). Este é o Cartão My Baby (disponível com ou sem vertente de crédito), que permite obter variados descontos na compra das coisinhas para o bebé, entre os quais e passo a citar (do site da CGD).
(...) dá acesso a vantagens exclusivas nos Hospitais HPP Saúde:
Oferta da estadia para acompanhante (familiar) nos internamentos por parto
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)
Desconto no Kit e na Crio-preservação de Células Estaminais (Kit de recolha para células estaminais: 30 € + IVA. Desconto de 5% no valor global da aquisição da criopreservação sobre o preço de tabela que estiver em vigor na data da aquisição), mediante pagamento pelo cartão Made By.
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)
NOTA: Para usufruir do desconto os Clientes devem contatar diretamente a Bebé Vida, informar que o bebé irá nascer nas unidades HPP indicadas e agilizar a encomenda do kit / serviço de criopreservação, no âmbito do protocolo existente entre a HPP Saúde e a Bebé Vida.
10% de desconto no Curso de Preparação para o Parto, mediante pagamento pelo cartão Made By.
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)

Compras on-line, descontos e outras promoções
Poderá fazer as suas compras na loja on-line da Caixa, acessível através do Caixadirecta on-line, onde encontrará o Carro de Passeio, as Cadeiras Auto, a Alcofa, a Cama de Viagem da marca Römer, entre outros artigos bastante úteis. Com o cartão My Baby terá ainda acesso a descontos em parceiros que vão agradar a si e ao seu bebé. Os descontos são efectuados em lojas de vestuário ou calçado, puericultura, brinquedos, espaços de diversão e lazer, entre muitos outros.

domingo, 12 de maio de 2013

Botinhas de Crochê... que ternura!

Já tinha visto esta imagem uma vez e deixei-a escapar, não a guardei...
Vi-a hoje novamente no Facebook e aqui estou eu a guardá-la, para que um dia quando tiver uma menina, possa pedir para me fazerem botinhas destas! Adoro as da Hello Kitty e todas as outras também são uma fofura!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Resultado dos testes genéticos

No final de Janeiro tínhamos feito testes genéticos, a nosso pedido, nos Lusíadas.
Só agora no final de Março é que lá fomos levantar os resultados, porque neste momento não temos pressa em obter resultados, visto que continuamos à espera da chamada da MAC.

Cadeia de DNA

Com o meu respectivo, os testes genéticos estão todos ok. Mas os meus não.
Tenho uma alteração genética, associado às trombofilias. Para além disso, tenho um teste positivo que detecta a presença de anticorpos antinucleares (ANA), também conhecidos por factor antinuclear (FAN).

O que significa isto?
A trombofilia é a propensão a desenvolver tromboses (coágulos sanguíneos) devido a anormalidades no sistema de coagulação.
Na gravidez a trombofilia pode resultar em abortos, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, deslocamento precoce da placenta entre outras complicações.

Sobre os anticorpos antinucleares , achei a seguinte informação:
"If you are having troubles getting pregnant but don't know why, it may be a result of your immune system. Many women have anti nuclear antibodies in their bloodstreams, which makes pregnancy difficult. Having an anti-nuclear antibody screen could give you insight into your fertility difficulties.
It is thought that anti nuclear antibodies cause inflammation in the uterus and placenta, contributing to miscarriage and implantation failure. These antibodies particularly affect IVF and ICSI treatments, with studies showing that women with high levels of anti nuclear antibodies generally have lower than expected pregnancy rates."

ou seja, o meu sistema imunitário reage contra o embrião.

Bem, isto explica porque é que as FIV/ICSIs não estão a resultar... levarei estas informações para o próximo tratamento e vamos a ver o que se faz.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"A incerteza do futuro" em Repórter TVI

No passado dia 21 de Janeiro, o "Repórter TVI" apresentou uma reportagem sobre o problema que afecta 15% dos casais portugueses em idade reprodutiva.

Vale a pena ver.
Disponível no site da TVI.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Nova estapa: Desmame do antidepressivo




Na semana passada fomos fazer as análises genéticas, que descobrimos que não são comparticipadas pelos seguros, que pedimos para serem feitas ao Dr. dos Lusíadas.
As minhas (cariótipo + trombofilias) ficaram em perto de 300€ e as dele (cariótipo) em 150€.
Como temos o cartão HPP Saúde Identificação, ficámos com 10% de desconto, tal como nos é feito quando fazemos a ICSI (que também não é comparticipada pelos seguros).

Cartão HPP Saúde

Entretanto dei um passo, que me está a custar bastante, que é o desmame da paroxetina, de um antidepressivo que já tomo há anos (por causa de ataques de pânico/crises de ansiedade - medo irracional, dos quais sofro desde a adolescência), sobre o qual sou acompanhada medicamente por um especialista. Uma amiga, pedo-psiquiatra, disse-me que pode ser o antidepressivo que esteja a causar o insucesso, porque não é recomendado tomar-se em caso de gravidez, embora nos Lusíadas e MAC tenha informado sempre que o tomo e me dizerem que não faz mal nenhum. O especialista que me acompanha também me diz que não faz mal nenhum tomar a Paroxetina.

Comprimido maravilha de Paroxetina

Mas a wikipedia confirma o que a minha amiga me disse sobre a Paroxetina, (e também o confirma a bula do medicamento) e, passo a citar:
Não deve ser administrado durante a gestação. Estudos conduzidos pelo FDA alertam para um possível risco de malformações congênitas de fetos em mulheres grávidas submetidas ao tratamento por paroxetina. Embora outros estudos não confirmem esses riscos o uso do fármaco não é recomendado durante a gestação.

Por causa do desmame ando super-sensível e vou-me abaixo.
Mas quero ver se a culpada do insucesso é a paroxetina ou se é mesmo a falta de sorte.

Obrigada a quem me atura neste meu "dark side".

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Guia de Puericultura El Corte Inglés

Partilharam comigo este guia de puericultura, do El Corte Inglés, e por isso partilho-o também com vocês!
Depois de o link estar aberto, dá para fazer download como PDF.

Happy reading!