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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Agulhas da diabetes gestacional

Dia de limpeza... Tinha num saco as agulhas que fui usando para fazer a medição da diabetes gestacional, 4 vezes ao dia, desde as 12 semanas de gestação até ao dia do parto, às 37 semanas + 5 dias.
São mais de 700 agulhas. Cada frasco que ali vemos na foto leva 50 palhetas de medição. São 14 frascos. E ainda falta ali o frasco, que estava em uso quando parei com as medições.
Tentei entregar estas agulhas todas, dentro de uma garrafa de plástico de 1,5l, na farmácia, tal como fazia dantes, aquando fazia os tratamentos de fertilidade. Parece que agora só se pode entregar no centro de saúde, as farmácias já não aceitam a entrega de agulhas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Prova de Tolerância à Glicose

Foi na consulta de revisão do parto, 6 semanas após o parto, que obtive a credencial para fazer a prova de tolerância à glicose, para se saber se a diabetes tinha desaparecido.
Num sábado de manhã fui fazer esta análise, foi também o J e os bebés, porque precisariam de mamar durante o período de espera. Para esta análise, é tirado sangue em jejum, depois bebe-se uma garrafinha com um líquido doce de sabor a limão (a glicose), e depois é preciso aguardar 2h, sentada e quietinha, para fazer novamente a análise ao sangue no final dessas 2h.
O resultado foi: já não tenho diabetes!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

23 semanas de gravidez: metformina no combate à diabetes!

Risidon 850 mg, metformina
Risidon 850 mg (metformina), o antidiabético
Depois de ter visto que na 1ª manhã, após ter tomado o meio comprimido de metformina (Risidon) à noite (após o jantar, de barriguinha cheia para evitar o efeitos secundários enjoos e vómitos), os valores da diabetes gestacional continuavam descontrolados, a situação inverteu-se e nos dias seguintes o valor da glicémia já está afinado novamente, com valores bons: menores que 92 (em jejum) e entre os 100 e 120 (1h após o pequeno almoço).

Yey! Parece que afinal o Risidon sempre anda a fazer efeito!
E claro, continuo a cumprir com a dieta para controlar a diabetes!



terça-feira, 7 de julho de 2015

23 semanas de gravidez: consulta de metabólicas

Foi no início desta semana que tive a minha 1ª consulta de metabólicas, na MAC, por causa dos valores descontrolados dos diabetes ao pequeno almoço, que geraram procupação com a nutricionista, visto que continuo a seguir a dieta que me foi imposta para controlar os valores dos diabetes. Mas também me tinha dito que era normal os diabetes descontrolarem-se após as 20 semanas de gravidez.

Nesta consulta de metabólicas, o meu livro de registo das picagens diárias foi analisado e face aos valores da glicémia serem superiores ao normal, após o pequeno almoço, tive ordens para começar a tomar um antidiabético, para ajudar a controlar o valor da glicémia: começo por tomar meio comprimido de metformina (Risidon 850 mg) a seguir ao jantar e terei nova reavaliação daqui a duas semanas. Vá lá! Não comecei com insulina!

O chato é que ao pequeno almoço de hoje, já esperava ver o resultado do meio comprimido de metformina que tomei ontem ao jantar, mas infelizmente, o valor da glicémia manteve-se alto.

O meu dia a dia, a fazer registos de valores de glicémia.
Dores
As costelas continuam a doer imenso! Só estou bem deitada. O mais estranho é que só me dói do lado direito, tanto na frente como atrás. É uma dor selectiva, estou a ver que sim.

Os ginastas
Aqui os gémeos são uns verdadeiros ginastas, agora sinto várias vezes ao dia as suas mexidas, pontapés e afins. Aqueles movimentos dos quais tinha dúvidas no início, por serem muito leves, são cada vez mais fortes e não me deixam dúvidas de que são mesmo os gémeos a movimentarem-se.
O rapazolas deve adorar o meu estômago, costelas e afins. Acha que é o saco de boxe privado.

sábado, 16 de maio de 2015

15 semanas de gestação: Diabetes quase controlados

Esta semana tive mais uma consulta de nutrição na MAC, onde se avaliaram os valores que registei das picagens. A primeira vitória é ter conseguido que os valores da manhã estejam dentro do normal. Yey!! Confirma-se assim que era mesmo de estar mais de 8h sem comer (enquanto dormia). Estando a acordar à meia noite para comer e ao comer novamente às 8 da manhã, consigo que a glicémia não dispare que nem uma doida (a hiperglicémia, da qual já falei no post anterior, sobre diabetes gestacional).

O único problema neste momento é a hipoglicémia (valores demasiado baixos de açúcar no sangue), registada nas picagens após o almoço e jantar, e conseguimos descobrir uma possível causa. Quando me é dito na folha da dieta, que só posso comer, como acompanhamento, 4 colheres de sopa de arroz ou 4 colheres de sopa de massa, as colheres devem ser medidas cheias e não rasas. Ora, eu andava a medir as colheres de sopa rasas, que é como devem ser medidas na culinária quando se segue uma receita. Na culinária, quando dizem 1 colher de sopa de farinha, enchemos a colher de sopa e depois passamos com uma faca para nivelar a dose e assim fazer a medida de uma colher de sopa rasa. Por isso, ando a comer hidratos de carbono a menos do que era suposto. E sentia fome quando acabava de comer, sentia que ainda comia mais, parecia que a refeição tinha ficado a meio, não estava saciada. Pois é... e andava mesmo a comer menos quantidade do que devia. Até as calças de grávida que comprei no início da gravidez já me ficam largas, a cair, ando sempre a puxá-las para cima, sinal de que estou a perder peso/volume com a dieta dos diabetes gestacionais e não devia!
Já ando a cumprir com a ordem de medir os acompanhamentos com as colheres de sopa cheias e pelo que tenho visto nos resultados das picagens no dedo, os valores já estão melhores.

Os meus dedos, coitados, estão cheios de furinhos na pele, destas 4 picagens diárias para controlar a glicémia, mas pronto, é um pequeno sacrifício que uma mãe faz pelo bem dos seus filhos. Lá diz o ditado, "o que tem de ser, tem muita força"!

dedos picados diabetes
Os meus dedos bem picadinhos, por causa do controlo da diabetes gestacional.

Fiquei a saber uma coisa engraçada nesta consulta de nutrição.
Parece que os fetos (termo médico utilizado para designar os bebés durante a gravidez) já andam a engolir líquido amniótico e o sabor de tudo o que nós comemos passa para o líquido amniótico. Por exemplo, se comer queijo, o sabor do queijo passa para o líquido amniótico e os fetos vão sentir esse sabor quando engolirem o líquido amniótico. Tal como acontece durante a amamentação: tudo o que a mãe comer, o bebé também irá saborear através do leite materno. Interessante, hein? Isto significa que devo variar o máximo de sabores possíveis, em frutas, vegetais, no que me for permitido comer durante a gravidez, para que quando os bebés estiverem na fase da inserção de novos alimentos na sua alimentação, reconheçam o sabor e não rejeitem os alimentos. E parece que há estudos comprovados sobre o assunto, sobre a memória destes sabores sentidos pelos bebés enquanto estão no ventre materno.

Outra coisa que vos queria contar é que já pareço que estou no grupo dos alcoólicos anónimos, mas na versão "vomitadoras grávidas anónimas": Olá, sou a Ana e já há 2 semanas que não vomito. Wohu!! As náuseas ainda não desapareceram totalmente, ainda tomo o Nausefe (1 à noite, 1 de manhã). Já experimentei reduzir mais um pouco a dose do Nausefe (com permissão médica, claro) e não tomar Nausefe à noite, mas durante o dia seguinte andei todo o dia enjoada, por isso vou continuar a manter o Nausefe até mais uns tempos, para mais tarde ir experimentando se já não me faz falta.

Para a semana virá a eco das 16 semanas na MAC, no âmbito das consultas de Alto Risco. Estou em pulgas para começar a sentir os bebecas, acho que é por volta desta altura que se começam a sentir. Li que é entre as 17 e as 20 semanas para uma gravidez normal, mas para gravidezes gemelares começa-se a sentir mais cedo. De vez em quando sinto umas pontadas na barriga, mas nada de dores, senão já tinha ido à urgência ver o que se passava. Pela descrição que me fizeram de como é começar a sentir um bebé a mexer (descrições que ouvi: parecem asinhas de borboleta a bater levemente; parecem gases retidos; parece que os intestinos andam às voltas), mas acho que ainda não é isso, mas pode ser que esteja enganada e estas pontadas sejam eles, uns autênticos lutadores de Kung Fu já a treinar no meu ventre. Provavelmente o que sinto, devem ser os ligamentos da barriga a esticar e sim, esta semana a minha barriguinha já começa a parecer uma barriga de grávida, bastante mais saliente (que orgulho!). Só noto ao olhar-me ao espelho e do que as outras pessoas me dizem, porque ao olhar de cima para baixo, não noto nada de diferente na barriga, pronto, noto nas mamocas que estão maiores e nem todos os soutiens que tenho me servem, mas queria evitar gastar dinheiro em soutiens que me vão servir muito temporariamente, prefiro comprar somente os soutiens de amamentação lá mais para a frente. Temos de ser práticas e racionais, poupar onde se pode poupar e evitar gastos desnecessários, porque quando eles nascerem, vai ser preciso muito €€ para tratar de tudo a dobrar. Berços a dobrar, roupinhas a dobrar, fraldas descartáveis a dobrar, papas a dobrar... nem quero pensar muito no assunto, mas tudo se há-de resolver.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

14 semanas de gestação: diabetes gestacional

dieta
Em dieta, aufffff!

Fui diagnosticada com diabetes gestacional nas análises de rotina do 1º trimestre, das 12 semanas. O valor da glicémia em jejum era de 92 naquele dia, e 92 é o valor em que já se considera que uma grávida tem diabetes gestacional.

A diabetes gestacional é uma patologia temporária, na qual em 98% dos casos desaparece depois do parto, mas que acarreta alguns riscos para o bebé, no meu caso bebés no plural, visto que a insulina produzida pelo meu pâncreas não é suficiente para regularizar os níveis de açúcar que circulam no meu sangue, precisamente por causa das hormonas da gravidez que desregulam o corpo. E isto faz com que o meu sangue fique com açúcar a mais, a chamada hiperglicémia, e isto não é bom porque...

  • os bebés ganham peso a mais, o açúcar passa também para a corrente sanguínea deles, o que complica o momento do parto
  • o mini pâncreas deles fica em esforço em tão tenra idade, para tentar produzir a insulina que eles precisam para regularizar os níveis de açúcar no sangue deles, que também têm em excesso vindo do meu sangue - isto faz com que no futuro venham a ter problemas sérios de diabetes.
  • os bebés podem ter um crise de glicémia ao nascer, visto que com toda a insulina que produziam antes do parto, ao nascerem ficam com insulina a mais e açúcar a menos, porque deixam de receber o açúcar no sangue vindo da mãe.
  • ao vigiar os diabetes, tendo uma dieta especial para controlo do diabetes e efectuar as várias picadas no dedo para medir os níveis de glicémia, estou a prevenir que no futuro venha a sofrer de diabetes crónica, visto que estou a evitar que o meu pâncreas esteja em esforço na produção de insulina (que é insuficiente) até ao parto.


No meu caso, não tinha sintomas nenhuns de que estava a sofrer de diabetes gestacional, e só foi possível diagnosticar com a medição do nível de glicémia em jejum, no entanto, podem vir a ser sentidos os seguintes sinais de alerta:

  • sede intensa e boca seca
  • cansaço
  • vontade frequente de urinar (dizem que as grávidas passam a vida na casa de banho, mas eu até agora continuo com a minha frequência de xixi normal)


Ontem tive a consulta de nutrição, depois de 2 semanas em dieta especial para grávidas diabéticas, e pelo registo dos valores de glicémia e anotação das horas e alimentos ingeridos diariamente, foi possível ver que aquela dieta não estava a ser adequada para o meu estilo de vida (conciliar com os horários de trabalho/horas de refeição/horas de dormir). Foi observado que os meus valores de glicémia em jejum estavam acima do valor em que deveriam estar (até 90 era o desejável), assim como os valores medidos 1h após o pequeno almoço (após refeição, o valor não deve ser superior a 120). No entanto, os valores medidos 1h após o almoço e 1h após o jantar estavam muito baixos (não podem ser superiores a 120 mas também não podem ser inferiores a 100). Conclusão: estou com hiperglicémia em jejum e após o pequeno almoço, mas entro em hipoglicémia após o almoço e jantar, o que também não é bom.

Quando o nosso corpo atinge um valor mínino de hipoglicémia (valores baixos de glicémia) e que depende de pessoa para pessoa, o nosso corpo desencadeia um mecanismo de stress metabólico, destruindo outras células, como o tecido muscular, para gerar energia - açúcar - para conseguir alimentar o nosso cérebro - o nosso cérebro é alimentado a açúcar e sem açúcar, o cérebro morre, e como consequência, temos casos de morte. Por isso o nosso corpo precisa de açúcar no sangue em doses q.b. Quando o corpo entra neste modo de stress metabólico, o açúcar gerado torna-se resistente à insulina. E aqui aparece a justificação para os meus valores elevados em jejum. Como após o jantar os meus valores já eram baixos, e como passava mais de 8h sem comer (visto que tenho sono cedo e durmo imenso), o meu corpo entrava nesse modo de produção de stress para gerar açúcar, ficando elevado demais. A solução para este problema passou pela alteração da dieta, com um pouco mais de consumo de hidratos de carbono e de proteínas, e a alteração passou por fraccionar ainda mais as refeições, para evitar as mais de 8h sem comer. Se à meia noite já estiver a dormir, tenho de acordar para comer. Se às 8 da manhã ainda estiver a dormir, tenho de acordar para comer.

As regras básicas são: não estar mais de 8h sem comer, não estar mais de 2h sem comer; a quantidade de hidratos de carbono ingeridos é limitada e contada, tenho carta verde para comer vegetais à refeição, ingestão de proteínas em doses maiores que as da dieta anterior. O meu prato tem de parecer o símbolo da Mercedes: 1/3 de vegetais, 1/3 de hidratos de carbono e 1/3 de proteínas. Caminhar após as refeições é aconselhado, porque estimula a produção natural de insulina.

Basicamente os meus horários que me foram definidos pela nutricionista, em que tenho obrigatoriamente de comer, são às:

  • 8h - metade do pequeno almoço
  • 9h - a outra metade do pequeno almoço
  • 11h - lanche a meio da manhã
  • 12h30 - sopa
  • 13h30 - prato principal
  • 14h30 - fruta + bolacha
  • 16h30 - lanche
  • 18h30 - outro lanche
  • 20h - sopa
  • 21h - prato principal
  • 22h - fruta + bolacha
  • 24h - ceia


E como é que me lembro destas horas todas? Meto alertas no telemóvel. O meu telemóvel passa o dia a tocar, para me lembrar que está na hora de comer. E ainda tenho à minha frente uma cópia da dieta, para me lembrar quais os alimentos que posso comer em cada altura.

horas de comer
Já está (outra vez) na hora de comer!

Aproveitei para esclarecer umas dúvidas que tinha, e para as quais não encontrei solução nos fóruns, porque uns dizem de uma maneira e outros de outra, e que são:

Tenho de picar o dedo em jejum, 1h após o pequeno almoço, 1h após o almoço e 1h após o jantar.
Por isso, tenho de picar o dedo 1h após o fim da refeição ou 1h após o início da refeição?
Resposta: a picagem efectua-se 1h após o início da refeição. Quando se começa a comer, marca-se a hora e é dali a 1h que se faz a picagem, independentemente do tempo que se demorar a comer.

Como o meu almoço/jantar é fraccionado em 3 partes, comer 1h antes a sopa, comer o prato principal e 1h depois a fruta com bolacha, o que se considera que é 1h após a refeição para a picagem? 1h depois da fruta ou 1h depois da refeição principal?
Resposta: faz-se 1h após o início da refeição principal, ou seja, faz-se a picagem e só depois é que se come a fruta com a bolacha.

Vá lá que andei a fazer isto certo, mas tinha de esclarecer as dúvidas com a nutricionista, caso andasse a fazer mal.
A próxima consulta de nutrição é na próxima semana, para se avaliar como reage o meu corpo à nova dieta, visto que nem toda a gente reage da mesma maneira aos mesmos alimentos.

ps. os enjoos quase que parece que estão a ir embora, mas ainda não foram. Agora só tenho vomitado ao fim de semana (mesmo tomando Nausefe já em dose mais reduzida - 1 à noite e 1 de manhã)