quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Notícia "Em defesa do fim do limite aos tratamentos de fertilidade"

Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação de um tratamento por ano

A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução quer acabar com a limitação aos tratamentos de fertilidade, cuja comparticipação é autorizada uma vez por ano e por casal, argumentando que não há listas de espera.

«A comparticipação do Estado está limitada a um tratamento por ano e por casal. Ora, havendo capacidade de resposta dos centros, e há, isto não faz sentido», disse à agência Lusa Teresa Almeida Santos.

De acordo com a presidente da Sociedade de Medicina de Reprodução, o Estado comparticipa, no setor público, três tratamentos na totalidade: «essa obrigação de ser um por ano só faria sentido se houvesse listas de espera, e em Lisboa há, mas no resto do país não. E as pessoas desmotivam-se porque não compreendem essa limitação de terem de esperar pelo ano civil seguinte», frisou.

Explicou que o Estado paga a cada centro onde são feitos os tratamentos de fertilidade um valor que varia entre os 2.300 e 2.800 euros por cada tratamento, assumindo ainda uma comparticipação de 69 por cento do valor dos medicamentos (o valor restante é pago pelos casais).

«Se o Estado assume a comparticipação de três tratamentos, não devia fazer diferença quando é que são feitos. Não me parece que tenha assim tanto peso no Orçamento de um dado ano», alegou Teresa Almeida Santos.

Já sobre a comparticipação do preço dos medicamentos, defendeu que os casais que possuam dificuldades económicas «e necessitem de ajuda» deveriam poder usufruir de um apoio estatal «na íntegra», isto é, de 100 por cento do preço.

«O apoio do Estado é um esforço para um objetivo de todos, este desígnio nacional que é o aumento da taxa de natalidade», argumentou.

Aludindo aos números recentemente revelados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente assistida, que revelam uma quebra de 09 por cento nos nascimentos de bebés como resultado dos tratamentos de fertilidade, Teresa Almeida Santos disse ser «evidente» que a quebra está relacionada com a crise.

«Os casais pensam duas vezes antes de avançarem para a decisão de ter um filho, por não possuírem recursos», frisou.

Entre quinta-feira e sábado decorre no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz o 5.º Congresso Português de Medicina da Reprodução, que vai debater temas relacionados com a diminuição da natalidade.

Um dos painéis propostos irá analisar se o declínio da fertilidade é uma doença biológica ou social, argumentando Teresa Almeida Santos que ambas concorrem para aquele resultado.

«É um flagelo biológico porque as mulheres adiam cada vez mais a idade em que têm o primeiro filho, que presentemente está acima dos 30 anos. E uma doença social porque tem a ver com as condições em que vivem os jovens casais, muitas vezes é preciso que um emigre, que vá para fora à procura de trabalho e tudo isto adia um projeto de vida em comum», sustentou.

O congresso, que contará com a participação de cerca de 250 especialistas nacionais e estrangeiros, decorre no ano em que a Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução celebra o 35.º aniversário.

Notícia publicada por tvi24/PP em 2013-10-01

terça-feira, 24 de setembro de 2013

5ª FIV/ICSI: Fecho de ciclo

Tenho novidades! Não, ainda não estou grávida.

Hoje fui à MAC levantar o relatório da ICSI falhada do último mês de Julho e tive a consulta de fecho deste ciclo, tal como tinha pedido telefonicamente.

E não é que vim de lá com uma esperança renovada?
Passo a explicar... na consulta com a Dra Sofia (que de repente se transforma no meu Anjo da Esperança) sugeri que me fosse feito o exame da permeabilidade das trompas (histerossalpingografia), para se ver se estão obstruídas ou não, porque se estiverem obstruídas é que não temos mesmo hipótese de conseguir naturalmente, neste espaço de tempo até fazermos o último tratamento a que temos direito pelo Estado(daqui a 1 ano).

Histerossalpingografia
Histerossalpingografia.
Verificação da permeabilidade das trompas, com injecção de um líquido de contraste.

E não é que a Dra concordou e me disse que seria chamada esta semana para marcar o tal exame e induzir a ovulação com duphine ou duphaston (já não sei com qual deles era), o que faz gerar óvulos com maior qualidade que aqueles gerados com a medicação da ICSI? (óvulos com pouca qualidade tem sido um dos problemas manifestados em ICSI).
Depois basta treinar em casa à volta do dia D, sabendo a data prevista para a ovulação (com SOP, nunca sei quando é) e com trompas seguramente desobstruídas!

Maravilha! Sinto que há uma pequena luz ao fundo do túnel!


terça-feira, 23 de julho de 2013

Informação útil: quando temos um animal e vai chegar um bebé

Ainda não é o caso, mas ao ler este texto no facebook, tive de o partilhar aqui, para que quem tem um animal (nós temos um cão) saiba o que fazer, para que o animal se adapte à nova rotina da chegada de um bebé. Abandonar um animal não é solução, muito menos entregar o animal num canil/gatil que é o mesmo que entregar o animal ao corredor da morte: nos canis/gatis, os animais são abatidos dentro de pouco tempo se ninguém os adoptar. Nestes sítios os animais ficam deprimidos, adoecem com muita facilidade, o que lhes dá direito a abate imediato. Por isso, ao ter um bebé, não se livre do seu animal!

Mas voltando ao tema, o que se deve fazer quando temos um animal e vai chegar um bebé.

O bichinho é que deverá se adaptar às mudanças que virão. Com paciência e boa vontade, ninguém sairá a perder.
• Se o animal tiver que abrir mão de um espaço da casa, comece a adaptação antes do nascimento do bebé. Assim, o novo membro da família não será recebido como concorrente.
• Ofereça algo em troca do que tiver que ser tirado ao animal. Se ele não puder continuar a dormir na cama, por exemplo, ofereça uma almofadinha nova bem confortável.
• Lave as mantinhas ou almofadas do animal com o mesmo tipo de sabonete que usará no banho do bebé. Assim, o cheirinho do bebé vai se tornando familiar.
• No dia da chegada a casa do bebé pela primeira vez, ofereça um presente ao animal. Pode ser algo simples e baratinho, como um petisco que ele goste muito. É o momento de relacionar o bebé a coisas positivas.
• Após o nascimento da criança, passe a oferecer alguns mimos ao animal com mais frequência que antes. Brinquedos, arranhadores aos gatos, almofadinhas, casinhas novas ou mesmo alguns momentos extra de brincadeira com alguém da família, são boas opções.
• Nunca repreenda o animal com o bebé por perto. O recém-nascido só deverá ser associado a coisas agradáveis. Assim, na presença do bebé, encha o animal de carinho e palavras dóceis.
• Por mais fiável que seja o animal, nunca o deixe com crianças novinhas sem supervisão.
• Incentive a boa convivência entre crianças e animais desde a mais tenra idade.
• Dê ao animal carinho, afagos, atenção, muito amor e nunca o abandone.

Fonte: Animadomus

quarta-feira, 10 de julho de 2013

5ª FIV/ICSI: Teste do betaHCG

Ontem, dia 9 de Julho, foi o dia de fazer a análise do beta HCG, para se ver se seria desta que o tratamento teria resultado. Pessoalmente não tinha muita esperança que desse certo, com uns embriões tão maus, com muita falta de qualidade, mas no fundo, bem no fundo, tinha a esperança secreta de que pudesse ser uma das poucas pessoas que conseguem uma gravidez, mesmo com maus embriões (com cerca de 40 a 50% de fragmentação).

À esquerda, um embrião do tipo A, com todas as divisões correctas.
À direita, um embrião do tipo D, muito fragmentado, de má qualidade.

Fomos logo pela manhãzinha, a chegar às análises da MAC às 7.45 e consegui ser a 2ª pessoa das senhas azuis (as verdes são as prioritárias). A analista foi uma querida, era uma rapariga novinha mas com muito jeito para tirar sangue. Espetou a agulha com muito cuidado, mal se sentiu a furar, também foi muito delicada ao tirar a agulha e até fez pressão com o dedo para não sangrar do braço (e evitar a nódoa negra). Depois fomos lá acima ao 2º andar avisar que o beta estava feito e aproveitei para entregar a medicação não usada que me sobrou do tratamento, para que outras utentes possam usar.
De seguida, fomos trabalhar.
Cerca das 14h30 recebo o telefonema da enfermeira Belém (a espanhola) a dizer que tinha más notícias, (pronto foi mais um negativo) e aproveitou-se para deixar o pedido de marcação da consulta para falar com a Dra Graça sobre o tratamento. Hoje já não adianta continuar a colocar as bolinhas de Utrogestan.


Como este foi o 2º tratamento realizado pelo Estado, ainda tenho direito a mais 1, a ser realizado daqui a 1 ano.
Entretanto, iremos fazer novo tratamento, lá para o final do ano, noutro lado. Talvez vá à IVI (com o Dr Sérgio) ou à Cemeare (com a Dra Maria José), porque gostava de ouvir opiniões de outros médicos sobre o que fazer, para além do que já ouvimos nos Lusíadas e na MAC.

Até lá, resta esperar pelo milagre de uma gravidez espontânea.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Notícia: Fertilizacao mais fácil e barata

Nova tecnologia é mais barata e permite aumentar as hipóteses de gravidez.

Um novo método, apresentado ontem por cientistas da Universidade de Oxford, Inglaterra, promete baixar os custos da fertilização ‘in vitro’ (FIV) e aumentar as hipóteses de gravidez.
A técnica baseia-se na triagem genética de embriões antes da implantação. O sequenciamento de genes para selecionar um embrião viável para FIV já resultou no nascimento de um bebé saudável, em junho. O segundo parto está para breve.
A FIV, processo através do qual um óvulo é fertilizado em laboratório, tem uma taxa média de sucesso de cerca de 30%, ou seja, uma em cada três tentativas de FIV resulta num bebé, já que as anomalias no DNA de um embrião são comuns. O método utiliza tecnologia atualizada que permite revelar doenças hereditárias, anormalidades cromossomáticas e mutações. "Este método vai ajudar-nos a identificar os embriões com as melhores possibilidades de produzirem uma gravidez viável", explicou o cientista Dagan Wells.
"Trata-se de um aperfeiçoamento que resulta em mais informação. Aguarda-se a validação da técnica para que se possa aplicar em Portugal", disse ao CM Alberto Barros, professor catedrático e responsável pelo Centro de Genética da Reprodução.

Artigo original em:
Fertilizacao mais fácil e barata

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cartão CGD Pré-Pago "My Baby"


Enquanto espero pelo dia do beta, que será no próximo dia 9 de Julho, venho aqui mostrar mais um dos cartões de desconto da CGD (tal como o Cartão HPP Identificação). Este é o Cartão My Baby (disponível com ou sem vertente de crédito), que permite obter variados descontos na compra das coisinhas para o bebé, entre os quais e passo a citar (do site da CGD).
(...) dá acesso a vantagens exclusivas nos Hospitais HPP Saúde:
Oferta da estadia para acompanhante (familiar) nos internamentos por parto
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)
Desconto no Kit e na Crio-preservação de Células Estaminais (Kit de recolha para células estaminais: 30 € + IVA. Desconto de 5% no valor global da aquisição da criopreservação sobre o preço de tabela que estiver em vigor na data da aquisição), mediante pagamento pelo cartão Made By.
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)
NOTA: Para usufruir do desconto os Clientes devem contatar diretamente a Bebé Vida, informar que o bebé irá nascer nas unidades HPP indicadas e agilizar a encomenda do kit / serviço de criopreservação, no âmbito do protocolo existente entre a HPP Saúde e a Bebé Vida.
10% de desconto no Curso de Preparação para o Parto, mediante pagamento pelo cartão Made By.
Unidades HPP Saúde: HPP Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e HPP Hospital da Boavista (Porto)

Compras on-line, descontos e outras promoções
Poderá fazer as suas compras na loja on-line da Caixa, acessível através do Caixadirecta on-line, onde encontrará o Carro de Passeio, as Cadeiras Auto, a Alcofa, a Cama de Viagem da marca Römer, entre outros artigos bastante úteis. Com o cartão My Baby terá ainda acesso a descontos em parceiros que vão agradar a si e ao seu bebé. Os descontos são efectuados em lojas de vestuário ou calçado, puericultura, brinquedos, espaços de diversão e lazer, entre muitos outros.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

5ª FIV/ICSI: Transferência


Hoje a bióloga ligou às 9.45 (como estamos de férias, ainda estávamos na cama).. o meu coração disparou logo porque vi que o número de telefone vinha da MAC e tive muito receio do que ia ouvir. Ela disse que os 3 embriões estavam com muito má qualidade e que precisavam de ir já para o útero, por isso havia uma decisão a fazer da nossa parte: esperar por amanhã para ver se melhoravam ou transferir já.  Claro que pedi para transferir já. E assim se agendou a transferência dentro de meia hora, para as 10.15. Levantámos-nos num instante e fomos para a MAC. Comecei logo a beber imensa água para encher a bexiga até lá - bebi 1 litro em menos de meia hora e quando lá cheguei ainda não tinha vontade de ir ao wc, mas avisei a quantidade que bebi e que não sabia se a água já estaria a chegar à bexiga.

Chegámos à MAC e estava tudo muito calmo. Muita gente tinha feito greve (hoje é dia de greve geral) e por isso não havia marcações para hoje (um dos motivos para terem inicialmente agendado a transferência dos embriões para amanhã).

Chegámos à FIV e não havia recepcionista, nem ninguém no corredor. Tivémos de ir à procura de quem lá estivesse para dizer que nos chamaram para a transferência. E assim se reuniu a equipa num instante: a bióloga, a Dra Sofia e a outra médica (ou estagiária, ainda não percebi bem se já é médica, porque ela é muito novinha, parece uma estagiária da Anatomia de Grey, a Dr. April Kepner - Sarah Drew). Elas foram todas muito simpáticas e prestáveis, eficientes. Gostei muito da equipa.

Dr. April Kepner, Grey's Anatomy, papel interpretado por Sarah Drew

A bióloga falou connosco a dizer que quando ligaram só tinham classificado 1 embrião com 40% de fragmentação e que quanto aos outros 2, tinha muitas dúvidas se seriam embriões ou não. Mas entretanto, ela já tinha ido ver novamente e temos 2 embriões com 40% de fragmentação e um 3º muito duvidoso (acima de 50%). Ela não podia decidir se seriam transferidos 2 ou 3, porque isso é decisão da médica, mas que só costumam transferir 3 quando a mulher tem acima de 37 anos.
Fui logo para o balneário preparar-me, despir da cintura para baixo, vestir a bata, pôr a touca na cabeça e pôr os "pezinhos". Depois fui logo para a sala de transferência e a Dra Sofia apareceu a dizer que tinha decidido transferir os 3, por causa do 3º ser tão mauzinho e que valia a pena correr o risco (o risco é sair uma gravidez de trigémeos).
A Dra Sofia estava muito simpática mais uma vez, com sorrisos, a desejar boa sorte, a dar conselhos, gosto muito dela assim com esta atitude.
Talvez tenhamos tido o azar da nossa primeira consulta com ela há 1 ano atrás, ela estar nessa altura com algum problema que se reflectisse na sua personalidade e esta seja a sua faceta simpática e bastante humana que tenho tido a sorte de encontrar.
E assim a Dra Sofia fez a transferência, a bióloga (Dra Catarina) foi buscar os embriões e a "Dra April" esteve a ajudar com o ecógrafo, colocar o gel na barriga. Tudo 5*.
Posso fazer vida normal, ir à praia (a temperatura da praia não influencia negativamente) e no mar molhar só até aos joelhos (para que a progesterona não saia para o mar, pela mesma razão pela qual não se devem fazer banhos de imersão) e agora resta fazer as análises (beta) dia 9.


Já estou PUPO (Pregnant Until Proven Otherwise - Grávida até prova em contrário), que é como dizem nos fóruns americanos, para designar este estado entre a transferência dos embriões e o beta hCG.