quinta-feira, 18 de junho de 2015

Debate sobre gravidez no programa "Sociedade Civil"


Está a dar neste momento o programa "Sociedade Civil" da RTP2, sobre o tema gravidez, com o qual me identifico totalmente, visto estar a passar neste momento pela minha 1ª gravidez.

Acabei de participar no programa com um testemunho via telefone, onde relatei toda a minha história resumidamente, precisamente para deixar uma mensagem de esperança a tod@s os que fazem tratamentos de fertilidade.
Peço desculpa por me ter identificado com um nome falso e localidade falsa, como Maria Silva, de Coimbra, mas foi a forma de poder dar o meu contributo, ao mesmo tempo que consigo preservar todo o anonimato que tenho mantido até agora. É mais fácil contar detalhes tão privados da nossa vida se formos vistos como anónimos e peço desculpa por não conseguir dar a cara, num tema tão sensível como o tema da infertilidade, que tanto nos afectou.

Aqui está o link do episódio do programa, para poderem ver:
http://www.rtp.pt/play/p1832/e198775/sociedade-civil
(apareço aos 41m e 40s)

Após o meu telefonema, as opiniões dos presentes foi de que este último tratamento teve sucesso precisamente por eu já não acreditar que era possível uma gravidez, atribuindo a "culpa" ao stress, mas gostaria de salientar de que não foi o caso. O sucesso, no nosso caso, deveu-se ao trabalho incansável das médicas que nos acompanharam, em fazer algo diferente dos outros tratamentos, que pudesse vir a ter um resultado positivo, e inclusivamente efectuámos modificações na alimentação nos meses que antecederam o tratamento (lá diz o ditado "somos o que comemos"). Acho que a conjugação destas duas coisas foi o que tornou a gravidez possível.
Embora o stress possa ser a causa atribuída a muitos casais, por não conseguirem engravidar naturalmente, no que toca a tratamentos de fertlidade onde os embriões são gerados em laboratório e implantados no útero, como os nossos, o stress não é um factor que possa influenciar o resultado.

No entanto, gostei do programa e de ver debatido este tema.

8 comentários:

  1. http://www.rtp.pt/play/p1832/e198775/sociedade-civil

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  2. OlA Ana,

    será que nos podia falar sobre essas mudanças na alimentação?

    Ja aqui tenho falado algumas vezes e agradeço muito o seu blog...tem me inspirado e encorajado em momentos de grande dor (como mais uma TEC falhada ha poucos dias).
    Gostei muito de a ouvir naquele bocadinho do programa! Quanto ao stress...na verdade, acho que isso é um cliche e uma saída muito fácil...Acho que mais facilmente os médicos apontam o dedo à ansiedade da Mãe do que simplesmente admitem que a ciencia não chega para mais.

    Obrigada,
    A.

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    1. Olá A.!
      Obrigada por continuar a acompanhar o blog :) Lamento pela TEC falhada, infelizmente sei bem como é grande a decepção por não dar certo :( O meu coração está consigo e a torcer para que a próxima vez seja A TAL.
      Ao falar no programa, eu estava nervosa! Com muitos ahhmmm, ahhmmm pelo meio das frases para poder pensar no que queria dizer sem me atrapalhar muito, mas acho que consegui fazer passar a mensagem de esperança.

      Claro que conto o que andámos a mudar na alimentação.
      Ora, tanto eu como o meu marido temos uma vida profissional bastante activa, chegamos a casa sempre tarde, os 2, lá para as 8 da noite, 9 da noite. E o que é mais fácil de jantar quando se chega tão tarde a casa? O hamburguer, pizza, refeições pré-confeccionadas/congeladas de compra ou somente sopa. Ora, estava a faltar nesta alimentação o peixe e mais vegetais (e recorrer menos ao fast-food). E foi nisso que investimos: comprámos um grelhador de fogão, e passámos a comprar peixe fresco (a tarde e más horas, antes de ir para casa) para tentarmos ganhar os nutrientes que vêm do peixe e que não os estavamos a obter com a fast food, a acompanhar com vegetais (misturas congeladas de saladas russas ou de macedónia, que se fazem num instante em água a ferver) ou somente com salada de alface e tomate, e também passámos a fazer mais carne grelhada para evitar carne com os molhos que tão bem que nos sabem. Doces, eu já raramente comia porque é açúcar que não nos faz falta, por isso os doces já tinham ficado de fora há muito tempo.

      Resumindo, aumentámos o consumo de peixe de "raramente ao fim de semana", para "várias vezes durante a semana e fim de semana", aumentámos em muito o consumo de vegetais e diminuímos em muito a fast-food que tanto nos ajudava a fazer de refeição.
      Na MAC quando se obtiveram os 2 embriões, a embriologista/bióloga também nos perguntou se tinha havido alguma coisa de diferente, e dissemos-lhe que de facto houve, o consumo de peixe e vegetais. Não sei se terá realmente influenciado, mas quando o desespero já é tanto, de ver tantos tratamentos falhados, que só pensava no que poderia fazer de diferente para a próxima vez, e lembrei-me disso, da alimentação, se poderia influenciar e experimentámos. Começámos vários meses antes do tratamento com esta alimentação, para que o nosso corpo começasse a produzir material melhor :) Mal também não fazia, só nos dava um pouquinho mais de trabalho ir procurar estes alimentos frescos e "perder tempo" a confeccionar quando já chegamos tão tarde ao fim do dia.

      Se terá sido mesmo isto que possibilitou o positivo, não sei! O tratamento também foi feito de forma diferente, com doses de injecções mais elevadas para poder produzir ainda mais óvulos, para tentar achar pelo menos 1 normal que originasse 1 embrião normal. O que é certo é que lá se conseguiram 2 embriões normais. Quando fizeram a punção, o meu nível de confiança, estava lá em baixo, não acreditava que fosse possível obter um resultado diferente. Mas quando soube que tinha 2 embriões normais e fiz depois a TEC, o meu nível de confiança estava lá no alto, a pensar que talvez fosse desta vez que ia dar bem. E deu mesmo bem, tão bem que os 2 embriões se implantaram e cá estão eles, hoje com 21 semanas de gestação!
      Afinal o problema foi sempre como obter de embriões normais, porque assim que o meu útero recebeu os 2 normais implantaram os 2 sem problemas. E não, não tem a ver com stress, também acho que o stress é o cliché para quando não se sabe qual é o problema, ou quando não se está por dentro do assunto, como foi o caso daquelas comentadoras, aliás, a 1ª obstetra onde andei também me dizia que o problema era stress e por isso não me passava exames (hahahmmm claro!), tanto me fartei da conversa do stress que mudei para uma obstetra especialista em fertilidade e ela ter detectado os problemas reais com exames.
      Por isso, neste tt que deu certo, nunca vou saber se foi da alimentação, se foi da alteração do tratamento...
      Bjs!

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  3. Olá Ana,
    acho sinceramente que falou muito bem, com ritmo calmo e pausado, tudo bem explicito- poderia estar nervosa, mas não parecia.

    Nós já temos algum cuidado com alimentação porque temos tendència para obesidade, mas não custa estar mais atentos. O tratamento que me correu melhor, com 4 embriões foi no seguimento de maior cuidado com alimentação e idas ao ginásio (nos outros tinha só dois embriões e não era possivel congelar).
    Como agora vou começar do zero (não tenho mais congeladinhos e decidi mudar de clinica) estarei aina mais atenta na alimenação.
    Obrigada, beijinhos

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  4. Se há coisa que me tira do sério é exatamente o facto de toda a gente achar que infertilidade é causada pelo stress!!! Fico fora de mim!!!! E com esta me retiro para ver o teu testemunho ;) Beijinhos

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    1. Durante o 1º ano de tentativas naturais em que tentámos engravidar, a ginecologista só me dizia que não engravidava porque "isso é do stress!" e por isso não me passava os exames que eu tanto pedia. Pois... foi preciso mudar de ginecologista para uma que nos passou os exames e afinal provou-se que não era stress, havia mesmo problemas!
      Acho que dizem que é do stress quando não sabem o que hão-de responder. É a resposta fácil!
      Beijinhos

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